Mostrando postagens com marcador salamandra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador salamandra. Mostrar todas as postagens

10 março, 2016

Monitorando o vivário de uma salamandra

Jonathan Webb, da BBC News
Em uma caverna visitada por um milhão de turistas todos os anos, um anfíbio pouco estudado colocou ovos que estão causando grande expectativa.
Acredita-se que o Proteus anguinus, o proteus, uma salamandra cega encontrado em rios de cavernas nos Bálcãs, viva por mais de cem anos, mas se reproduza apenas um ou duas vezes por década.
Uma fêmea em um aquário da caverna Postojna, na Eslovênia, colocou entre 50 e 60 ovos - e três estão mostrando sinais de crescimento. Mas ninguém sabe quantos filhotes sairão dos ovos nem o tempo que isso irá levar.
Precauções foram tomadas. Todos os animais, exceto a mãe, foram removidos e o vivário está protegido da luz. Oxigênio extra está sendo adicionado de forma artificial.
Uma câmera infravermelha transmite imagens a uma tela próxima para que a equipe da caverna, assim como os turistas, todos possam ver o que acontece.


N. do E.
O proteus é uma espécie de ícone na Eslovênia, onde aparecia em moedas antes da chegada do euro. Há centenas de anos, quando enchentes expulsavam as criaturas para fora das cavernas, eram tidas como bebês de dragões. A primeira menção escrita a essa crença encontra-se na obra de Janez Vajkard Valvasor, "A Glória do Ducado de Carniola", de 1689. Na qual Janez fazia uma referência a um folclore em que ele próprio não acreditava.


Filhote de proteus, dragãozinho é...

02 setembro, 2010

Rumo à imortalidade

A salamandra, caso aconteça de perder uma das extremidades, tem a capacidade de criá-la novamente. O fenômeno é conhecido pelos biólogos e pelas pessoas em geral (muitas das quais insistem em provocar a tal perda para o sofrimento da salamandra).
Essa propriedade regenerativa é chamada de transdiferenciação e deve-se ao fato de que, na espécie, existem células que se transformam espontaneamente em células diferenciadas, as quais, por sua vez, reconstroem a parte amputada do corpo do animal.
Superiormente dotada do recurso da transdiferenciação do que a salamandra, a medusa Turritopsi nutricola (uma espécie de água-viva, mostrada na figura abaixo), apresenta uma capacidade de regeneração ilimitada. Regenera todo o corpo de forma sistemática, invertendo inclusive o processo de envelhecimento.


Eis o Santo Graal da biotecnologia no século XXI: a juventude eterna, a imortalidade. Mas, como tudo na vida, apresenta também um preço: a superpopulação. Segundo a Dra. Mary Miglietta, do Smithsonian Tropical Marine Institute, essas medusas imortais, um dia habitantes exclusivos das águas do Caribe, já se espalharam por todo os oceanos.

Bryan, Nelson. The world's only immortal animal. In: Yahoo! Green

Postagem 209 do Acta Pulmonale