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15 novembro, 2007

“Última flor do Fascio”

Quando o jornalista Paulo Henrique Amorim, fazendo alusão a uma expressão (“última flor do Lácio”) que existe no início do soneto “Língua Portuguesa”, de Olavo Bilac, chamou a revista VEJA de “última flor do Fascio”, achei que estava dado o sinal para que alguém fizesse a paródia.
Aconteceu. Um leitor de Recife, Pedro Ney S. Pereira, fez e enviou a Paulo Amorim uma paródia do soneto.

"Última flor do Fascio, estulta e banguela,
Que a qualquer um se entrega por dinheiro,
Que se oferece lasciva ao estrangeiro,
De uma mídia ruim és a pior mazela.

VEJA pela verdade que nunca zela,
Seus leitores empulha o tempo inteiro,
Num estilo crapuloso, bem rasteiro,
Contra o que é certo está de sentinela.

Um tal "Mainanta", que é seu colunista,
Do Paulo Francis malfeita paródia
Não consegue esconder que é fascista

E outros defeitos, de uma enorme lista.
Que se interne, num hospício, em vil custódia
Para sempre longe de nossa vista.


PS - O soneto "Língua Portuguesa" está na caixa de comentários da postagem.