Como faraó moribundo e Deus vivo, Putinhotep I segue uma antiga tradição de "sacrifícios de retenção", isto é, sacrifícios humanos de pessoas destinadas a servi-lo na vida após a morte. (*)
Em cerimônias xamãs na Sibéria com o ex-amigo e chefe do Ministério da Defesa, Sergei Shoigu, este número de sacrifícios necessários foi estimado em um milhão, de preferência escravos do sexo masculino eslavos orientais (naturalmente, Osíris lhes fornecerá os serviços gratuitos de mulheres virgens).
Com a progressão da doença de Parkinson e do câncer, Putinhotep I calculou que, até o final deste ano, atingirá o tal milhão de jovens mortos, aptos a servi-lo fielmente no inferno.
Felizmente para Putinhotep I, Biden prometeu fornecer novas armas pesadas à Ucrânia, e tudo será como no Amazon Prime. Mais armas letais, mais escravos para o Faraó em sua vida após a morte.
Gostaria de deixar registrado que ninguém, absolutamente ninguém na Rússia, exceto Putinhotep I, beneficia-se ou lucra com essa "operação militar especial" na Ucrânia, mas a reverência coletiva e o temor projetado num Deus vivo não permitem que ele seja detido.
~ Misha Firer
(*) O sacrifício humano não era uma prática incomum no Egito, sendo que o chamado "sacrifício de retenção" era particularmente popular. E o que significa esse termo? Um sacrifício retentor é como um assassinato ritualizado, após a morte de um governante, de modo a facilitar o "caminho para a luz" para as outras pessoas que o acompanham. Os primeiros indícios desta prática no Egito remontam a 3,5 mil a.C.. A prática tinha seus altos e baixos, mas, durante a Primeira Dinastia, os sacrifícios humanos foram mais frequentes. O trauma externo não é evidente nos restos dos sacrificados, provavelmente para evitar a perda de sangue, e ainda não está claro se as vítimas foram coagidas ou voluntárias.
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06 junho, 2024
16 novembro, 2015
Mutuamente chocados
Tenha cuidado com convites para jantar com pessoas que você não conhece bem, pois você pode estar no menu. Quando os conquistadores espanhóis marcharam sobre o México, no século 16, eles ficaram chocados com o que o povo asteca vinha fazendo. Como parte de suas cerimônias religiosas, os astecas sacrificavam seres humanos a seus deuses. As vítimas tinham uma morte terrível, com o coração sendo arrancado do peito para ser ofertado a eles. E as demais partes das vítimas, o que tem sido pouco mencionado, eram passadas aos representantes do alto escalão para serem comidas. Apenas no período 1486-1487, estimam os historiadores, mais de 20 mil pessoas foram sacrificadas e consumidas.
Por sua vez, os astecas também ficaram chocados ao descobrirem o que os espanhóis eram capazes de fazer.
Ver também: A "palestra motivacional" de Cortés.
14 janeiro, 2011
Incapaz de um sacrifício
Quando Abraão retornou da terra da Visão, Sara o esperava. Mas a recepção que deu ao esposo não foi nada amistosa.
- Trouxe de volta esse imprestável do Isaac, não foi?
- É que Deus mudou de ideia.
- Você falou com Ele?
- Não, mandou um anjo me dizer isso.
- E por que Deus arrependeu-se?
- Não me foi explicado. Penso que tem a ver com os palestinos... mas não é para logo.
- E aí?
- Sabe a Jezebééé?
- Anda desaparecida.
- Andava. Encontrei-a por lá presa num espinheiro.
- E não trouxe a ovelha?
- Não, imolei-a no lugar do Isaac.
- Homem de Deus, por que fez isso?!
- Não era para agradecer?
- Aquela ovelha, Abraaão, eu vinha criando para uma ocasião especial. Uns anjos que vêm almoçar aqui...
- Não diga?!
- Ô, homem, você é incapaz de um sacrifício!
- Trouxe de volta esse imprestável do Isaac, não foi?
- É que Deus mudou de ideia.
- Você falou com Ele?
- Não, mandou um anjo me dizer isso.
- E por que Deus arrependeu-se?
- Não me foi explicado. Penso que tem a ver com os palestinos... mas não é para logo.
- E aí?
- Sabe a Jezebééé?
- Anda desaparecida.
- Andava. Encontrei-a por lá presa num espinheiro.
- E não trouxe a ovelha?
- Não, imolei-a no lugar do Isaac.
- Homem de Deus, por que fez isso?!
- Não era para agradecer?
- Aquela ovelha, Abraaão, eu vinha criando para uma ocasião especial. Uns anjos que vêm almoçar aqui...
- Não diga?!
- Ô, homem, você é incapaz de um sacrifício!
Silva, PGC - Versículos Satíricos, Editora Mar Morto
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