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13 janeiro, 2025

Países bálticos

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Os países bálticos estão a levantar o dedo médio para um vizinho inconveniente (Putin, em orc; Putler, em alemão; Putinhotep I, em egípcio antigo) e ao mudar sua ferrovia da antiga largura russa para a europeia, e a construir uma grande ferrovia (870 km) desde Helsínquia, na Finlândia, até Varsóvia, na Polónia, onde se liga ao sistema ferroviário europeu existente.

Trens de alta velocidade (a 249 km/h) significam viagens de 3 horas e meia entre as capitais da Estônia (Tallin), Letônia (Riga) e Lituânia (Vilnius).  Não dá nem para assistir ao "E o vento levou..."

O Euro como moeda, o Espaço Schengen — e utilizando-se da energia elétrica limpa, que exclui principalmente a poluição por emissão dos gases de efeito estufa (como o CO2), causadores das mudanças climáticas.

B1M tem um vídeo sobre a Rail Baltica: http://youtu.be/spQ4v0Y2FfM?si=PmTaLt

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The MTimes - A Estónia, a Letónia e a Lituânia desligarão as suas redes elétricas do sistema russo e bielorrusso (BRELL) em fevereiro do próximo ano, confirmaram funcionários dos países bálticos.

Os estados bálticos irão aderir à rede da Europa Continental (UCTE) em 9 de fevereiro de 2025, um dia após a desconexão do BRELL. A dessincronização estava previamente prevista para o final de 2025.

A dissociação da rede russa e bielorrussa, que é em grande parte gerida por Moscou, foi declarada um objetivo estratégico pelos primeiros-ministros dos países bálticos em 2007. Os três países consideram a dependência elétrica da Rússia uma ameaça à segurança nacional.

Em 2018, as nações bálticas assinaram um acordo com a Comissão Europeia e a Polónia que forneceu financiamento para atualizar a sua infraestrutura de rede para aderir à UCTE. Os três Estados concordaram em utilizar a ligação elétrica LitPol existente da Lituânia com a Polónia, juntamente com um novo cabo direto sob o Mar Báltico. O acordo exigia que os Estados Bálticos se separassem da Rússia até 2025.

Em maio de 2023, após a invasão em grande escala da Ucrânia por Moscou, os primeiros-ministros dos países bálticos concordaram em acelerar a dissociação do BRELL. O custo total da mudança está previsto em 1,6 mil milhões de euros (1,72 mil milhões de dólares), três quartos dos quais são pagos pela UE.

A região de Kaliningrado, um enclave russo entre a Lituânia e a Polónia, preparou-se para a mudança através da construção de novas centrais elétricas a gás, informaram os meios de comunicação estónios.

02 setembro, 2021

A venda de relógios nas estações ferroviárias

Se você estivesse procurando um relógio em 1880, saberia onde conseguir um? Você iria a uma loja, certo? Bem, claro, você poderia fazer isso, mas se você quisesse um que fosse mais barato e um pouco melhor do que a maioria dos relógios de loja, você iria para a estação de trem!
Parece um pouco engraçado?
Bem, em cerca de 500 cidades no norte dos Estados Unidos, era onde os melhores relógios podiam ser encontrados. Por quê? A ferrovia não estava vendendo os relógios, de forma alguma. O operador de telégrafo, sim.
Na maioria das vezes, o telégrafo estava localizado na estação ferroviária porque as linhas telegráficas seguiam os trilhos de uma cidade a outra. Normalmente era a distância mais curta e a faixa de domínio já havia sido garantida para a linha férrea.
A maioria dos agentes da estação também eram operadores de telégrafo qualificados e eram a principal forma de comunicação da ferrovia. Eles sabiam quando os trens saíam da estação anterior e quando chegariam na próxima estação. E era o operador de telégrafo que tinha os relógios.
Na verdade, eles venderam mais deles do que quase todas as lojas juntas por um período de cerca de 9 anos. Tudo isso foi arranjado por "Richard", que também era telegrafista.
Certo dia, ele estava de serviço na estação ferroviária de North Redwood, Minnesota, quando um carregamento de relógios chegou do leste. Era uma caixa enorme de relógios de bolso. Ninguém jamais veio reivindicá-los. Então, Richard enviou um telegrama ao fabricante e perguntou o que eles queriam fazer com os relógios. O fabricante não queria devolver o frete, então telegrafaram a Richard para ver se ele poderia vendê-los. Foi o que Richard fez.
Ele enviou uma mensagem para todos os agentes do sistema perguntando se eles queriam um relógio de bolso barato, mas bom. Ele vendeu a caixa inteira em menos de dois dias e com um lucro considerável.
Isso foi o começo de tudo. Ele encomendou mais relógios da relojoaria e encorajou os telegrafistas a montar uma vitrine na estação oferecendo relógios de alta qualidade por um preço barato para todos os viajantes. Funcionou!
Não demorou muito para a notícia se espalhar e, em pouco tempo, outras pessoas, além dos viajantes, foram à estação de trem para comprar relógios. Richard ficou tão ocupado que teve de contratar um relojoeiro profissional para ajudá-lo com os pedidos. Esse foi Alvah. E o resto é história, como dizem.
O negócio decolou e logo se expandiu para muitas outras linhas de produtos. Richard e Alvah deixaram a estação ferroviária e montaram em Chicago sua empresa, a Sears and Roebuck, que ainda está lá.

https://www.bitsandpieces.us/2021/04/11/buying-a-watch-in-1880/

28 julho, 2015

Moderno Prometeu

Na mitologia grega, Prometeu era um semi-deus. Conhecido por sua astúcia, foi responsável por roubar o fogo de Zeus e o dar aos mortais. Zeus teria então o punido por este crime, deixando-o amarrado a uma rocha por toda a eternidade, enquanto uma águia comia todo dia seu fígado - que crescia novamente, no dia seguinte.



Em 1958, muitos dos atributos de seres vivos poderiam ser encontrados em nossa tecnologia: locomoção (carros), metabolismo (máquinas a vapor), armazenamento de energia (baterias), percepção de estímulos (iconoscópios) e atividade nervosa ou cerebral (computadores).
O elemento que faltava era a reprodução: nós ainda não tínhamos criado um artefato não-vivo que pudesse fazer cópias de si mesmo.
Então, o professor de química Homer Jacobson, do Brooklyn College, construiu um. Usando um modelo de ferrovia de bitola HO (*), ele projetou um "organismo" feito de carros que poderiam usar sensores para selecionar outros carros no percurso e montá-los em um tapume em modelos de si mesmo.
"Cabeça" de carros têm "cérebros", e "cauda" de carros têm "músculos" e "olhos". Juntos, uma cabeça e uma cauda fazem um "organismo", no qual a cabeça dirige a cauda para assistir os carros disponíveis em outros lugares do percurso e desviá-los adequadamente para o tapume em que será criado um novo organismo.
"Novos organismos formados continuam essa propagação de uma forma linear," escreveu Jacobson, "até que o ambiente fique sem peças ou não existam mais tapumes disponíveis. E, se um erro é cometido em algum lugar na operação de um ciclo, tem-se então uma 'mutação'. Tal efeito, como o que acontece com os seres vivos, é geralmente fatal."
(Homer Jacobson, "On Models of Reproduction", American Scientist, setembro de 1958)

(*) Bitola HO: é a bitola-padrão internacional (1,435 m) reduzida na escala HO (1:87,1) para 16,5 mm.

Contraditório
O sentido da vida - 2

26 julho, 2011

Construção de ferrovia

Por que o mineiro gosta de trem?
A nova ferrovia entre Rio e São Paulo custará 50 bilhões de reais. Não seria mais inteligente comprar as máquinas que vocês vão ver agora? Ou produzi-las em maior número aqui mesmo no Brasil. Com 20 máquinas destas, ao final de 5 anos, o Brasil teria sua malha ferroviária multiplicada por quatro. Atualmente são 30 mil quilômetros. Haveria grande diminuição do custo de vida por barateamento do transporte. Redução de invalidez e de mortes por acidentes nas estradas. Limpeza do ar que respiramos porque as locomotivas podem ser elétricas. A manutenção de uma ferrovia é infinitamente mais barata do que a rodovia, sem se falar na segurança que oferece.
O Brasil desativou grandes trechos ferroviários, especialmente na minha região central de Minas. Quando vou de passeio pela nossa zona rural, deparo-me com grandes cortes e aterros tomados pela vegetação. São linhas ferroviárias antigas cujos trilhos e dormentes foram criminosamente vendidos como sucata. Trem e bonde eram considerados transportes ultrapassados, o moderno era a rodovia.
Moro ao lado da ferrovia Vitória Minas há 35 anos. São 90 trens por dia com 350 vagões cada um. Nào se escuta falar em acidente na linha, tal a sofisticação dos controles. A linha é de mão dupla e um trem não consegue se aproximar do outro na mesma linha. É detido automaticamente por controles duplicados. Uma maravilha tecnógica é sua central de monitoramento. O trem de passageiros entre Belo Horizonte e Vitória tem só 19 vagões e transporta 1.700 passageiros. Tivesse 350 vagões transportaria 31 mil pessoas, o que equivale ao transporte realizado por 626 ônibus em cada viagem. Há ainda trens que transportam o seu carro com a família dentro. Imaginem o conforto de chegar ao seu destino e sair dirigindo?
Vejam agora como se constrói uma ferrovia em tempo recorde e,quem sabe, com baixo custo. Não seria melhor para o Brasil investir em máquinas assim (*) e cancelar esta maluquice em alta velocidade. Para viajar com rapidez e custo infinitamente menor, já existe o avião. Para concluir: o trem é seguramente o meio de transporte mais econômico, confortável, seguro e durável.
Viva o TREM, uai!

(*) Máquinas que constroem 1,5 km de ferrovia por dia (em Israel). VÍDEO

Nelson Cunha, de João Monlevade - MG

N. do E.
Aqui a prova terminal de que, no Brasil, o mineiro é quem mais entende de trem.