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07 setembro, 2023

É difícil ser um doador de esperma?

Há apelos para alguém ser doador de esperma: além de ser uma pequena fonte de renda, é uma forma de o homem garantir a perpetuação de seu legado genético.


Mas, como informa a UPI, a probabilidade de um doador realmente ter uma amostra usada no tratamento de um caso de infertilidade é baixa. Apenas 3,8% dos candidatos a doadores terão uma amostra utilizada.
Isso porque fornecer amostras de esperma costuma ser uma tarefa onerosa. Há triagens preliminares e o compromisso com uma participação regular. Assim é que cerca de 55% dos potenciais doadores desistem durante o processo.
E as clínicas, por sua vez, rejeitam 17% por motivos médicos, 10% por motivos de estilo de vida do doador e 11% por baixa qualidade do esperma.

08 fevereiro, 2015

Quem doa sêmen merece uma folga maior

"Detalhes, por favor!"
É o apelo dos médicos de todo o mundo para que deem a explicação do que realmente aconteceu em Wuhan, na China. A esperança é de que os médicos que socorreram um colega publiquem um relatório formal do caso, de preferência numa revista médica de boa qualidade. O caso, até agora, só foi publicado na imprensa leiga. Existe a possibilidade de que alguns detalhes tenham sido exagerados; outros, negligenciados.
Aqui é uma parte do que saiu numa reportagem, a 11 de setembro de 2014, no Want China Times:
Um tribunal rejeitou o recurso interposto pela família de um estudante de doutorado que morreu repentinamente em 2011, quando fazia uma doação de esperma. Considerando que o estudante se apresentara voluntariamente para a doação e que esta inclusive tinha sido uma atividade extracurricular.
O homem, de sobrenome Zheng, fazia o seu doutorado em um hospital universitário (não citado na reportagem) da cidade. Em 2010, ele concordara em ajudar nos testes operacionais do banco de sêmen da universidade antes de sua abertura oficial.
Zheng havia doado esperma quatro vezes ao longo de um período de 11 dias. Quando doou pela quinta vez, em 12 de fevereiro, ninguém o viu saindo da sala de doação. A equipe que entrou na sala, quase duas horas depois, encontrou-o inconsciente no chão.
Diante da impossibilidade de reanimá-lo, ele foi declarado morto na cena do crime.

Uma disputa de propriedade
Justiça americana decide: Esperma é propriedade da mulher!

07 maio, 2011

Uma disputa de propriedade

Justiça americana decide: Esperma é propriedade da mulher!
Usar esperma para engravidar sem autorização do homem não caracteriza roubo porque "uma vez ejaculado, o esperma se torna propriedade da mulher".
O entendimento é de uma corte de apelação em Chicago, nos Estados Unidos, que devolveu uma ação por danos morais à primeira instância, para análise do mérito.
Nela, o médico Richard Phillips acusa a colega Sharon Irons de "traição calculada, pessoal e profunda", ao final do relacionamento que mantiveram há seis anos.
Sharon teria guardado o sêmen de Richard, depois de fazerem sexo oral, e usado o esperma para engravidar.
Richard Phillips alega ainda que só descobriu a existência da criança quando Sharon ingressou com ação exigindo pensão alimentícia.
Depois que testes de DNA confirmaram a paternidade, o médico processou Sharon por danos morais, roubo e fraude.
Os juízes da corte de apelação descartaram as pretensões quanto à fraude e roubo, afirmando que "a mulher não roubou o esperma".
O colegiado levou em consideração o depoimento da médica, onde ela afirma que quando Richard Phillips ejaculou, ele entregou seu esperma, deu "de presente".
Para o tribunal, "houve uma transferência absoluta e irrevogável de título de propriedade, já que não houve acordo para que o esperma fosse devolvido".

Sr. Editor,
A notícia é esta. Falta agora verificar se o fato realmente ocorreu. (1) Se ocorreu, é a prova definitiva que os homens não mandam mais em porra nenhuma. (2)
Nelson Cunha
Notas do Editor
(1) O Judicial Accountability  garante que aconteceu.
(2) Mandam, mas para não sofrerem perdas físicas e judiciais é preciso que estejam dirigindo a propriedade. Como o cara desta fotografia:


25 outubro, 2010

Testando uma tinta invisível

O MI6, serviço secreto de inteligência do governo britânico, testou durante a Primeira Guerra Mundial o uso de esperma humano como tinta invisível para enviar mensagens sensíveis durante o conflito.
De acordo com o historiador inglês Keith Jeffery, que teve acesso aos arquivos do serviço secreto para escrever o livro "MI6: The History of the Secret Intelligence Service 1909-1949", um relato existente no diário de um funcionário da agência indicou que essas experiências de fato aconteceram.
Em junho de 1915, Walter Kirke, representante da inteligência militar britânica na França, escreveu que o primeiro chefe do MI6, Mansfield Cumming, estava fazendo pesquisas sobre tinta invisível na Universidade de Londres. Em outubro, ele anotou que havia ouvido dele que "a melhor tinta invisível é o esperma".
Ainda segundo o relato de Kirke, o esperma não reagia aos principais métodos de detecção de tinta invisível utilizados à época. E apresentava a vantagem de ser um material facilmente disponível para os agentes do serviço secreto.
O MI6 é o mesmo órgão que depois ganhou fama por conta de um personagem fictício, James Bond, o agente 007.