O caçador Francis Wharton, residente na Colúmbia Britânica, estava longe da civilização quando se viu precisando de uma prótese dentária.
No final dos anos 60, Wharton matou um veado mas não tinha dentes úteis para comê-lo. Então, extraiu os dentes do veado e afixou-os com cimento doméstico em uma base de plástico que ele fez para a sua gengiva.
E sentou-se para uma refeição em que foram usados os dentes da própria vítima.
"Ele fez uma dentadura superior completa", disse Kathy Karkut, gerente de coleções do Museu de Saúde de Kingston, que agora tem os dentes de Wharton em exposição."Eu acho que ele era apenas um homem incomum, que estava muito orgulhoso de sua engenhosidade, e que não queria pagar por uma prótese como todo mundo."
Um artigo numa revista contemporânea sobre ele relatou que ele usou aqueles dentes, por pelo menos três anos, apesar de Karkut descrevê-los como "escuros e sujos". "Ele deve ter usado um monte de Polident", disse ela.
De acordo com número de 1960 da revista "Guns", Wharton sobreviveu a um ataque de urso assustando o animal com um tiro de seu rifle calibre 22. O urso ainda conseguiu golpeá-lo com suas garras. A experiência o inspirou a projetar suas próprias armas e balas, que eram enormes, verdadeiros canhões de mão para combater com raiva todos os animais que ele encontrasse.
E lutar contra eles, ele sabia. "Guns" relatou que Wharton, em um caso, matou oito ursos como "vingança", depois que um matou seu carneiro de estimação. Em uma bizarra inversão de papel, ele comeu a carne do urso com seus dentes de veado.
Não recomendado
Mas, no caso de você ser forte, o conselho de profissionais não é tentar isso em casa.
O porta-voz da BC Dental Association, Dr. Bruce Ward, diz que ele não pode sequer contar o número de coisas erradas com a história de Francis Wharton, mas diz que mesmo assim há algo impressionante sobre ele.
"Para se obter uma prótese que se ajuste à boca é difícil, em primeiro lugar, Eu não posso sequer imaginar uma... com dentes de veado. Este cara deve ter sido brilhante", disse ele.
Ele disse que alguém fazendo sua própria prótese precisaria certificar-se de que ela se encaixa bem, para evitar úlceras e feridas dolorosas, e também teria que se preocupar se os seus materiais são de fato estéreis.
Dr. Ward disse ainda que se você ou alguém que você conhece necessita de dentaduras e está tendo problemas para adquiri-las, deve procurar uma faculdade de odontologia, ou um dentista que ofereça planos módicos de pagamento.
"Eu não acho que sair para matar um cervo e fazer sua própria prótese seja uma opção realmente viável nestes dias", disse ele. "Eu não recomendaria."
http://www.cbc.ca/news/canada/british-columbia/francis-wharton-killed-deer-dentures-teeth-1.3211739
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26 outubro, 2017
10 maio, 2013
O compartilhamento
Um casal de idosos entra em um restaurante fast food. Eles pedem um hambúrguer, um saco de batatas fritas e um refrigerante.
O velho desembrulha o hambúrguer, corta-o ao meio e coloca uma das metades do hambúrguer na frente da esposa. Então, cuidadosamente, ele conta as batatas fritas, dividindo-as em duas pilhas e coloca uma das pilhas na frente da esposa. Ele toma um gole da bebida, sua esposa toma um gole e, em seguida, deixam o copo entre eles.
Quando ele começa a dar algumas mordidas no hambúrguer, as pessoas ao redor que olhavam a cena, sussurram:
"Aquele casal tão pobre... Tudo o que pode pagar é uma refeição para os dois."
Quando o homem começa a comer uma batata frita um jovem chega à mesa. Ele, educadamente, se oferece para comprar outra refeição para o casal. O velho responde que eles estão muito bem e que sempre compartilham tudo.
As pessoas ao redor também notam que a velhinha não tinha comido nada. Ela estava ali sentada, observando o marido comer e, ocasionalmente, se revezando com ele apenas em sorver a bebida.
Novamente, o jovem se aproxima e oferece-se para comprar outra refeição para eles.
Desta vez, a velha diz:
"Não, obrigada, estamos acostumados a repartir tudo."
Com o fim de sua refeição, o velho limpa o rosto com o guardanapo. Enquanto a velha, até então, não tinha dado um única mordida na parte que lhe cabia.
Intrigado com isso, o jovem retorna para perguntar:
"Posso saber o que é que a senhora está esperando?"
A velha responde:
"Que ele me passe a dentadura..."
Tradução de A sharing couple. In: Bits and Pieces
19 janeiro, 2012
Os dentes de Waterloo
As primeiras próteses dentárias eram de madeira, porcelana e marfim. E os dentes que se incrustavam nelas eram de origem animal, de condenados à morte e, por vezes, obtidos da profanação de tumbas. Cumpriam, à sua maneira, uma função "estética". Esses dentes. porém, deixavam muito a desejar e eram difíceis de se conseguir. A grande "revolução" dos dentes postiços se produziu com a batalha de Waterloo (1815).
Napoleão saiu derrotado e no campo de batalha havia 50 mil soldados mortos de ambos os exércitos. Esses soldados eram jovens e sadios, sinônimos de... dentes perfeitos! Antes de serem enterrados, tiveram seus dentes extraídos, os quais, em sua totalidade, foram parar no "mercado inglês". A esse tipo de dentadura se denominou "Waterloo Teeth" (dentes de Waterloo) e, durante muitos anos, todas as dentaduras postiças fabricadas com dentes sãos continuaram sendo assim chamadas, independentemente de sua procedência.
Napoleão saiu derrotado e no campo de batalha havia 50 mil soldados mortos de ambos os exércitos. Esses soldados eram jovens e sadios, sinônimos de... dentes perfeitos! Antes de serem enterrados, tiveram seus dentes extraídos, os quais, em sua totalidade, foram parar no "mercado inglês". A esse tipo de dentadura se denominou "Waterloo Teeth" (dentes de Waterloo) e, durante muitos anos, todas as dentaduras postiças fabricadas com dentes sãos continuaram sendo assim chamadas, independentemente de sua procedência.
| Batalha de Waterloo |
Waterloo, una derrota para Napoleón y un triunfo para los dentistas, por Javier Sanz.
In: Historias de la Historia.
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