Mostrando postagens com marcador chifre. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador chifre. Mostrar todas as postagens

24 outubro, 2014

Com o capacete (mas sem chifres)

O que um viking faria sem o seu capacete com chifres numa batalha?
Pense em usar um desses capacetes numa batalha.
Os chifres seriam alvos fáceis para o oponente acertar em sua cabeça, para levá-lo ao chão e para imobilizá-lo enquanto corta a sua garganta.
Um elmo com chifres, portanto, seria uma péssima ideia para um guerreiro viking.
É, por isso, que arqueólogos e paleontólogos nunca os encontraram em campos de batalhas dos vikings.
Assim, não há evidências de que tais elmos fossem por eles utilizados. Foram poetas e ilustradoras --- pessoas conhecidas por não ligarem muito para fatos reais --- que começaram a ver chifres em cabeça de viking. (*) Isso, já no final do século 19, quando os vikings não podiam mais pedir a correção desse engano.

No Wikipédia
"Muitos dizem que os vikings usavam elmos com chifres pois receavam, pelas suas crenças, de que o céu lhes pudesse vir a cair nas cabeças. Apesar desta conhecida imagem a respeito deles - que na realidade era uma crença celta e não nórdica - eles jamais utilizaram tais elmos. Essas características não passam de uma invenção artística das óperas do século XIX, que reforçavam as nacionalidades, no Romantismo, e que visavam a resgatar a imagem dos vikings como bárbaros cruéis, pois sua aparência era incerta. Os capacetes que os vikings verdadeiramente utilizavam eram cônicos e sem chifres (como se pode ver na imagem do "timoneiro viking", ao lado). Não existe qualquer tipo de evidência científica (paleográfica, histórica, arqueológica, epigráfica) de que os escandinavos da Era Viking tenham utilizado capacetes córneos. As artes plásticas e a literatura auxiliaram a divulgação dos estereótipos sobre os vikings, principalmente depois de 1880."

(*) Lembrar-me de incluir o presunto enlatado da Hormel Foods (a partir de 1930).

18 outubro, 2014

Dentes por chifres

Vikings chegaram a fazer dinheiro com a venda de chifres de unicórnios para a realeza europeia. Valiam o peso em ouro.
Estavam nos copos que os monarcas bebiam e no cetro que eles empunhavam. Elizabeth disse ter pago 10 mil libras por um chifre de unicórnio, o preço de um castelo.
Os vikings nunca revelavam a origem dos chifres que vendiam. Na verdade, eram presas do narval.


O macho da baleia narval apresenta esse dente diferenciado, que cresce trançado e em linha reta para fora da cabeça do animal.
Para que serve essa presa?
Teoriza-se que seja um órgão do sentido.

28 junho, 2014

Sobre a evolução da mamadeira


"Et quand ce diable tête
Il mord toujours sa nourrice
Il hurle et rugit sans cesse
Il n'est jamais à son aise, s'il ne bougonne pas
Les nourrices avaient tellement peur
De nourrir ce démon
Qu'elles lui confectionnèrent une corne
Et ne l'allaitèrent plus jamais."
(extraído de um romance do século XII, de autor anônimo)

Une Histoire de Biberons é um site dedicado à história da evolução da mamadeira. Onde se aprende que o chifre de vaca foi um dos precursores desse utensílio.

Ilustração: detalhe de uma gravura de Peter Brueghel, de 1563.