06 março, 2009

O asteróide da mão estendida

Em recente passagem pelo Rio de Janeiro(*), o astrônomo belga Henri Debehogne informou que batizara com o nome de Figueiredo, em homenagem ao presidente brasileiro, um asteróide que descobrira em suas pesquisas no Observatório Europeu do Sul. O novo asteróide ("novo" sob a óptica do astrônomo) foi encontrado orbitando entre Marte e Júpiter) com o alvará em perfeita ordem.
"Foi o fruto temporão de um longo trabalho", declarou Debehogne, um brechador de primeira grandeza. Sem que isto signifique dizer que o belga seria capaz de desprezar uma anã branca. Ao contrário, Debehogne é sensível com os obscuros e, o tempo todo, fez questão de dividir a glória de sua descoberta "com aquela gente boa do Observatório Europeu do Sul", o qual, surrealisticamente, fica no Chile.
Na coletiva à imprensa, na  qual compareceu apenas um repórter e ainda assim vestido de juiz de futebol (com um gravador escondido), Debehogne, entre uma e outra gota de "Visazul" que pingava em seus preciosos olhos, prestou novos esclarecimentos sobre o asteróide. Ah, sim, o intrépido repórter free lancer que realizou a entrevista foi Ouriço Júnior, filho do famoso Juvenal Ouriço Repórter, este último um personagem teúdo e manteúdo por Carlos Eduardo Novaes.

(*) Em 1982. Siga essa entrevista no Preblog.

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