O caso mais conhecido é o da descoberta da penicilina por Alexander Fleming, em 1928, quando um fungo (Penicillium notatum) contaminou acidentalmente placas de cultura de bactérias. Outro caso, em que o acidente aliou-se novamente ao estudo e ao conhecimento, foi o da invenção das lentes intraoculares.A pessoa certa : o oftalmologista britânico Harold Lloyd Nicholas Ridley.
O timing: a Segunda Guerra Mundial.
O resultado: a concepção e o desenvolvimento das lentes intraoculares para a substituição do cristalino nas modernas operações de catarata.
Hoje, cerca de 6 milhões de pessoas em todo o mundo recebem anualmente os implantes dessas lentes intraoculares.
Ler este fascinante artigo de Guillermo - La curiosa relación entre el avión de guerra “Spitfire” y las lentes intraoculares - no NAUKAS, um site de ciência, ceticismo e humor. (PGCS)
Um resumo do passado, presente e futuro no tratamento da catarata
As cataratas já eram operadas na India 800 anos antes de Cristo. Com uma agulha, deslocava-se o cristalino opaco da frente da pupila, deixando-a transparente. O cristalino permanecia no interior do olho e produzia complicações.
A retirada da catarata do olho só foi possível no século XVI (França). Como o cristalino é parte essencial da visão, sua retirada implicava o uso de óculos potentes.
Na moderna cirurgia de catarata, iniciada nos anos cinquenta, o cristalino é substituído por uma lente artificial, o que dispensa o uso dos óculos.
O que o futuro imediato nos reserva é a clarificação do cristalino opaco com fentolaser, sem precisar de operação ou, em outra linha de pesquisa, a substituição do material cristaliniano opaco por um gel transparente. Em um futuro mais distante, a medicina terá vencido todas as doenças, inclusive esta, e o médico será profissional extinto.
Aí está, meu caro Paulo, um resumo do passado ,presente e futuro no tratamento da catarata.
Nelson Cunha, oftalmologista em João Monlevade - MG