17 janeiro, 2010

"Temo o homem de um livro só"

Em latim: Timeo hominem unius libri.
Esta frase de Tomás de Aquino, ao que parece, encerra um elogio ao homem que conhece a fundo um livro só e, com isto, poderia ser um opositor temível. Atualmente, porém, exprime dúvidas sobre a sabedoria de alguém, cujas opiniões e idéias revelam a influência exclusiva de um único autor.
A propósito, no filme "Os sonhadores", de Bertolucci, há uma cena em que um dos personagens, um jovem militante radical, mostra a seu amigo uma foto de milhares de chineses acenando com o "Livro vermelho", de Mao. E, na sequência, pergunta:
- Não achas maravilhoso?! Milhares com um livro na mão!
- Não, pois é o mesmo livro! - responde o amigo.
A frase em outros idiomas:
God deliver me from a man of one book.
Gardez-vous de disputer avec l'homme d'un seul livre.
Dios me libre de hombre de un libro.
Dio mi guardi de chi studia un libro solo.
Gardu vin de tiu, kiu lernas en unu sola libro
(esperanto).

3 comentários:

Paulo Pro disse...

Olá. Pesquisei por esta frase na internet e caí aqui. Alguém lá em casa citava isso, não lembro se minha mãe ou meu pai. E eu guardei como uma orientação. Eu aprendi como sendo algo a se evitar. A leitura de apenas um livro traduz-se por uma mente fechada e preconceituosa. Não podia imaginar que a origem tem exatamente o Sentido oposto RS. E faz sentido também! Mas prefiro usar no modo como aprendi na infância! Obrigado pelo seu post!

Raymundo de Lima disse...

Faltou acrescentar: temo indivíduos que só leram Olavo de Carvalho, e saem por aí falando bobagens, demonstrando estupidez. Tb pode ser os fanáticos que só sabem citar literalmente a Biblia. Não sabem interpretar e nem contextualizar o escrito sagrado[?]. A psicologia experimental chama este efeito Dunning-Kruger. Nas redes sociais este fenômeno se reproduz principalmente por meio das "bolhas" de ignorantes e idiotas, que já formam "legião", conforme denunciou Umberto Eco. Quanto um sujeito sabe uma meia-verdade ou mentira que ele adora, reproduz para outros, com arrogância, que "sabe-tudo", ao contrário da humildade do sábio Sócrates que afirmava que quanto mais sabia mas tinha consciência que nada sabia.

Léo Junior disse...

Verdade, esquerdista imundo. O socialismo funcionou em que país, só me responde essa indagação!