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16 janeiro, 2021

O Sistema Solar não orbita exatamente o centro do Sol

por Danielle Cassita, CanalTech

É comum pensarmos que os planetas do Sistema Solar orbitam o centro do Sol, mas esse não é um pensamento exatamente correto. Sim, tudo gira ao redor do Sol, mas não exatamente de seu centro, e sim de seu baricentro.
Para esclarecer esta questão, o cientista planetário James O'Donoghue, da agência espacial japonesa JAXA, explica que, na verdade, todos os planetas orbitam o baricentro do Sistema Solar. Isto é, o centro onde a massa é igualmente distribuída - e, no nosso caso, esse ponto não fica no centro do Sol.
O conhecimento do baricentro é importante para os astrônomos, que o utilizam para encontrar exoplanetas escondidos pelo brilho da estrela que orbitam. Assim, é possível calcular que o sistema abrigue outros planetas.
Como Sol tem 99,8% da massa do Sistema Solar, Júpiter fica com quase toda a massa restante (0,2%), que exerce uma leve atração em nossa estrela. "Então, o Sol na verdade orbita Júpiter ligeiramente", diz O'Donoghue.
E isso não acontece apenas com o Sol e o gigante gasoso: no Sistema Solar, os planetas e suas luas têm seus próprios baricentros. E como será que isso fica no caso da Terra e da Lua? O baricentro da Terra fica no próprio planeta, o que faz com que a Lua e a Terra tenham um movimento mais simples.

Poderá também gostar de ver: A dança de Plutão e Caronte

30 novembro, 2020

Mas o planeta 9 realmente existe?

O planeta 9 é um planeta gigante teórico, ainda não descoberto, nos misteriosos confins do nosso Sistema Solar.
A presença deste planeta tem a hipótese de explicar tudo, desde a inclinação do eixo de rotação do Sol até o aparente aglomerado nas órbitas de pequenos asteroides gelados além de Netuno.

20/04/16 Planeta 9: um exoplaneta no sistema solar?
11/12/18 A busca de um esquivo planeta


Agora, muitos astrônomos pensam que o planeta 9 talvez não exista. Como Samantha Lawler , professora assistente de astronomia da Universidade de Regina .
"Muitos objetos bonitos e surpreendentes ainda precisam ser descobertos no misterioso Sistema Solar externo , mas não acredito que o Planeta Nove seja um deles."
Aqui está o porquê.

24 agosto, 2020

As luas do Sistema Solar

As luas, ou satélites naturais, são astros que circulam em torno de um planeta. Existem 214 no Sistema Solar – só em volta de Júpiter são 63! Tem luas de todos os tamanhos. E 19 delas são grandes o suficiente para serem arredondadas (devido ao efeito da própria gravidade) e seriam consideradas planetas ou planetas anões se estivessem em órbita direta ao redor do Sol.
Por ordem decrescente, as cinco maiores são: Ganimedes, Titan, Calisto, Io e a Lua "original", a da Terra.


A Lua é um excelente escudo contra asteroides. Sua gravidade ajuda a jogá-los para longe da Terra ou os atraem em sua própria direção, evitando que aconteçam eventos de extinção em nosso planeta. Valeu, Lua!

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_sat%C3%A9lites_naturais_do_Sistema_Solar
http://pt.quora.com/Em-teoria-seria-poss%C3%ADvel-um-asteroide-ser-grande-o-bastante-para-ao-bater-no-lado-oculto-da-Lua-tir%C3%A1-la-da-%C3%B3rbita-e-coloc%C3%A1-la-em-uma-lenta-espiral-em-que-em-um-ano-ela-bateria-na-Terra-Qual-seria

Caro Cecil:
Será que a vida evoluiria de forma diferente na Terra, se nós nunca tivéssemos a Lua? As noites escuras teriam mantido nossos ancestrais nas cavernas ou eles teriam evoluído para uma visão de raio-X?
Naman Dixit
Cecil Adams responde:
Ora, as noites escuras seriam o menor dos nossos problemas.
Leia: Como seria a Terra sem a Lua

17 maio, 2020

O alinhamento geral dos planetas

Não se afobe não, que não é pra já (parafraseando o Chico). O tempo necessário para o alinhamento dos oito planetas do Sistema Solar é grande demais para vir a acontecer algum dia.
Leiam isto que está no site Sky and Telescope:
Mercúrio, o planeta mais rápido, ultrapassa Vênus a cada 0,396 anos, permanecendo dentro de um arco de 3,6° por 0,004 de ano cada vez. A cada passagem, a chance de que a Terra esteja também dentro deste arco de 3,6° é 1 em 100. Então, na média, os três planetas internos se alinham a cada 39,6 anos. As chances de que Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno estarão todos dentro deste arco junto com eles é de 1 em 100 elevada à quinta potência. Então, em média, os oito planetas se alinham a cada 396 bilhões de anos. Se você quiser ser ainda mais preciso exigindo que os planetas estejam dentro de um raio de 1° entre eles, este tempo cresceria para uma vez a cada 13,4 trilhões de anos.
Antes disto, o sol vai se tornar uma gigante vermelha, perder boa parte de sua massa, engolir Mercúrio e Vênus e permitir que o resto dos planetas se desloque para outras órbitas.

Linha dos alinhamentos no blog EM
[1] [2] [3] [4] [5] [6]

01 fevereiro, 2020

Meu mundo!

— Mãe, ele é meu mundo!
— Filha, este é seu sexto mundo.

UMA PESSOA APAIXONADA PODE ESTAR CONSTRUINDO UM SISTEMA SOLAR

26 dezembro, 2018

O planeta que não era

Vulcano, nome dado ao planeta hipotético, é o deus romano do fogo.
Crédito: Wellcome Images
Apesar de até ter recebido um nome - Vulcano -, o "planeta escondido" permaneceu sendo um dos mais desconcertantes fenômenos do Sistema Solar. Procurado por 56 anos, tornou-se um planeta hipotético, até que o físico alemão Albert Einstein o "expulsou do céu" com sua Teoria da Relatividade.
"É um planeta, ou se preferir, um grupo de planetas menores que circulam na proximidade da órbita de Mercúrio", propôs em 1859 Urbain Joseph Le Verrier, o mais famoso astrônomo do mundo à época e diretor do Observatório de Paris. Ele dizia que só um planeta "seria capaz de produzir a perturbação anômala sentida por Mercúrio".
Foi a sólida reputação de Le Verrier que deu peso à hipótese sobre a existência de Vulcano. Treze anos antes de indicar a existência de Vulcano, La Verrier já havia apresentado à academia francesa a proposta de que um planeta perturbava a órbita de Urano. Ele apontou para sua existência através de cálculos matemáticos.
Assim como Mercúrio, Urano também mostrava uma pequena discrepância em sua órbita que não podia ser explicada pela força da gravidade dos outros planetas e do Sol. No entanto, a partir da lei da gravitação universal - formulada por Isaac Newton em 1687 - e supondo a presença e o movimento de um corpo celestial mais distante do que Urano, Le Verrier conseguiu não só descobrir um novo planeta como também se consagrou na posição de "astro" da ciência.
Mercúrio nunca estava onde indicavam as projeções, baseadas nos conhecimentos da época. A solução para o enigma deveria ser, como aconteceu no caso de Urano, a presença de um outro planeta, no caso, Vulcano. Só faltava encontrá-lo para provar sua existência.
Vulcano parecia ser um dos últimos enigmas do Sistema Solar e tornou-se um dos corpos celestes mais procurados da astronomia. Ao longo dos anos, astrônomos - profissionais e amadores - anunciaram ter avistado Vulcano. Mas a existência do planeta foi confirmada e negada várias vezes. A mídia divulgou a notícia de sua presença mais de uma vez e a especulação persistiu até o século 20.
Mais precisamente até novembro de 1915.
Pouco antes de apresentar a teoria, Einstein usou-a para explicar a discrepância na órbita de Mercúrio. Einstein não só disse: "Meus cálculos são melhores". Ele disse: "Precisam mudar completamente a ideia que têm das características da realidade".
O cerne da Teoria da Relatividade de Einstein é que o espaço e o tempo não são estáticos. Para justificar quão peculiar é a órbita de Mercúrio, Einstein argumentou que um objeto maciço, no caso o Sol, foi capaz de dobrar o espaço e o tempo e ainda alterar o caminho da luz, de modo que um raio, ao passar próximo ao Sol, viajaria por um caminho curvo. Com seus cálculos, Einstein demonstrou que a relatividade geral predizia a diferença observada no periélio mercuriano.
Negar a existência de Vulcano foi central para Einstein, porque mostrou que essa ideia estranha e radicalmente nova, a de que espaço e tempo fluem é realmente o caminho certo para ver o Universo. Mercúrio, de acordo com a teoria de Einstein, não estava tendo a órbita alterada por nenhum outro objeto. Simplesmente, ele se moveu por um espaço-tempo distorcido.
Assim, "Vulcano foi expulso do céu astronômico para sempre", escreveu o autor Isaac Asimov em seu ensaio científico "O Planeta Que Não Era", de 1975.

Extraído de:  https://www.bbc.com/portuguese/curiosidades-41304844, BBC Brasil

11 dezembro, 2018

A busca de um esquivo planeta

Em janeiro de 2016, os astrônomos Konstantin Batygin e Mike Brown publicaram um artigo em que apresentavam a teoria de que deveria haver um nono planeta no sistema solar. Seria um planeta com um tamanho semelhante ao de Netuno, umas 10 vezes a massa da Terra e que percorre uma órbita enormemente ovalada de 10.000 a 20.000 anos.
Estaria a uma distância média 20 vezes maior do Sol que a de Netuno, atingindo um mínimo de 300 unidades astronômicas (UA) do Sol e um máximo de 1.000. Cada UA equivale a 150 milhões de quilômetros.
Mas, apesar desse estudo estar apoiado em dados e raciocínio consistentes, ninguém viu esse planeta até agora. Isto também não é surpreendente, porque além do fato de que o céu é muito grande, seu brilho pode ser até 25.000 vezes menor que o de Plutão, quando o planetaoculto está em sua órbita na parte mais distante do Sol.
No entanto, Batygin e Brown foram capazes de determinar que, atualmente, o planeta 9 deve estar em uma área do céu entre as constelações de Órion e Touro, e é lá que eles estão tentando localizá-lo. O problema é que, mesmo reduzindo o campo de busca à área do céu entre as duas constelações, a quantidade de céu sob investigação é ainda enorme. E telescópios, como o Hubble ou o Keck, não deram conta do tal desafio.
Sai o 9, entra o 9
Desde 2007, Batygin e Brown usam o telescópio Subaru, no Havaí, para tentar encontrar o planeta 9. Seria irônico que os autores do estudo sobre a existência do nono planeta fossem exatamente os seus descobridores. Mike Brown, um dos autores, foi também o descobridor de Eris, o planeta anão que fez Plutão perdeu o status de nono planeta do sistema solar.
[https://www.microsiervos.com/archivo/ciencia/complicada-busqueda-planeta-9.html]

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10/12/2018 - Em tempo
A NASA anunciou hoje (10) que a Voyager 2 ultrapassou a heliopausa, a última fronteira na qual os ventos solares do nosso Sol ainda têm algum efeito importante no espaço. Essa é a segunda vez na história da humanidade em que um objeto feito pela espécie humana cruzou essa fronteira. A primeira foi em 2012, quando a Voyager 1 concluiu o mesmo feito.
Dentro da heliosfera, os ventos solares da nossa estrela são praticamente onipresentes e impedem grande parte das partículas externas entrarem no nosso sistema. Mais distante do Sol, a influência desses ventos diminui e partículas subatômicas conhecidas como raios cósmicos começam a dominar o espaço.
A barreira entre a influência dos ventos solares e os raios cósmicos, a heliopausa, foi ultrapassada pela Voyager 2 no dia 5 de novembro. Contudo, por conta da distância da Terra, só foi possível confirmar essa marca mais recentemente considerado a demora nas comunicações.
As Sondas Voyager tiveram um importante papel em observar vários planetas mais distantes da Terra e, agora, partem para a fronteira do Sistema Solar. Apesar de terem atravessado a barreira da heliopausa, a última fronteira só deve ser alcançada em cerca de 300 anos.
Essa barreira é onde orbitam objetos como cometas e outros elementos cósmicos, chamada de “Nuvem Oort”. Para ultrapassar totalmente essa nuvem, as Voyager 1 e 2 levaria mais 30 mil anos. Estima-se, contudo, que os aparelhos estarão funcionais por apenas mais 10 anos.
As sondas também carregam discos dourados, criados pela NASA como mensagens da humanidade para outras possíveis cavilações extraterrestre decifrarem.
[https://www.tecmundo.com.br/ciencia/137020-voyager-2-segundo-objeto-humano-entrar-espaco-interestelar.htm]

11 agosto, 2018

Sizígia

Esta é uma página de desambiguação que lista os artigos que podem ser associados a um ou vários títulos. Se uma ligação o conduziu até aqui, sugerimos que recorra à Wikipédia para ir diretamente ao artigo adequado.
Sizígia ou Syzygy pode referir-se a:
  • Sizígia (gnosticismo) — conceito gnóstico
  • Sizígia (psicologia) — termo usado por Carl Jung para significar uma união de opostos
  • Sizígia (astronomia) — configuração de linha reta de três corpos celestes
Em 1982, uma sizígia ocorreu quando os nove planetas do sistema solar alinharam-se no mesmo lado do Sol. Os planetas encontravam-se em cerca de 98 graus naquela data. Os quatro principais planetas, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, foram abrangidos por um arco de 73 graus. A próxima grande sizígia será em 19 de maio de 2161, quando oito planetas (excluindo Plutão) serão encontrados dentro de um arco de 69 graus, de acordo com os astrônomos do Observatório Nacional de Kitt Peak.
Resolvi não esperar tanto tempo para publicar esta nota. PGCS

A astronomia foi o berço das ciências naturais e o ponto de partida das teorias geométricas.
~ Cornelius Lanczos

10 julho, 2018

Um acessório planetário de mesa

Esta recriação (recreação?) dos planetas do Sistema Solar, o Deskspace, é obra do pessoal do DeskX, de Hong Kong.
Para cada um dos planetas foi utilizado um tipo de mineral diferente que se adequasse à cor predominante no planeta real:
Mercúrio com labradorita, Vênus com nefrita, a Terra com sodalita, Marte com obsidiana, Júpiter com olho-de-tigre (um tipo de quartzo), Saturno com calcita, Urano com amazonita, Netuno com olho-de-gato (uma pedra sintética) e Plutão (que está aqui porque sim) com heliotropo.


Na verdade, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno são planetas gasosos, mas as gemas escolhidas para representá-los o fazem muito bem. (PGCS)

Ver também: Um sistema solar de chocolate.

05 fevereiro, 2018

A superestrada interplanetária

Um viajante espacial econômico pode explorar o sistema solar seguindo a Rede de Transporte Interplanetário (Interplanetary Transport Network): uma série de caminhos determinados pela gravitação entre os vários corpos deste sistema. Ao traçar o curso cuidadosamente, um navegador pode escolher uma rota entre os Pontos de Lagrange (*) que existem entre as grandes massas, onde é possível mudar a trajetória usando muito pouca energia.

Wikipedia
Na imagem da NASA acima, o "tubo" representa a estrada ao longo da qual é matematicamente possível viajar, e a fita verde é uma dessas rotas.
A boa notícia é que esses caminhos levam a alguns destinos interessantes, como à Lua da Terra e às luas galileanas de Júpiter. A má notícia é que tal viagem levaria várias gerações. Shane Ross, da Virginia Tech, escreve : "Devido ao longo tempo necessário para alcançar os pontos de baixas transferências de energia entre os planetas, a superestrada interplanetária é impraticável para certas transferências, como da Terra para Marte no presente".


(*) Os Pontos de Lagrange foram definidos pelo matemático italiano Joseph-Louis de Lagrange quando descobriu a existência de pontos especiais próximos de um sistema orbital de dois corpos massivos. Estes ocorrem porque as forças gravitacionais das massas cancelam a aceleração centrípeta.

11 dezembro, 2017

Epifanias de Kepler

Em 1595, Kepler recebeu a inspiração para seu primeiro modelo do universo. Aos 23 anos, quando Kepler ensinava, fez a primeira de uma série profunda de descobertas. Ele desenvolveu completamente estas descobertas em seu Mysterium Cosmographicum, publicado menos de um ano depois. Parecia-lhe que os respectivos raios das órbitas dos planetas correspondiam aos comprimentos determinados por uma sequência específica, na qual os cinco sólidos regulares eram colocados um no outro, com uma esfera separando cada sólido do outro. A esfera (órbita) de Saturno envolvia um cubo que, por sua vez, envolvia outra esfera, a órbita de Júpiter. Este circunscreveu um tetraedro, uma esfera (a órbita de Marte), um duodecaedro, uma esfera (a órbita da Terra), um icosaedro, uma esfera (a órbita de Vênus), um octaedro e uma esfera  (a órbita de Mercúrio). A ideia foi o tema principal de seu Mysterium cosmographicum, de 1596.
Dave Richeson, em Euler's Gem, escreve:
"Naquele dia, enquanto estava no quadro negro desenhando uma figura geométrica para seus alunos, Kepler teve uma epifania. Ele acreditou que fosse uma inspiração divina. Kepler desenhou um triângulo com um círculo circunscrito ao redor, o que significava que cada um dos cantos do triângulo tocava a borda do círculo. Então ele desenhou outro círculo dentro do triângulo, o que significava que o centro de cada lado do triângulo tocava o círculo interno.
Quando Kepler recuou e olhou o que havia desenhado, percebeu com um choque que as proporções dos dois círculos eram as mesmas que as razões das órbitas de Saturno e Júpiter. E, com essa percepção, a inspiração o atingiu. Jupiter e Saturno eram considerados os planetas mais externos do sistema solar, e o triângulo era o polígono mais simples. Kepler então se perguntou se poderia ajustar as órbitas dos outros planetas em torno de outras figuras geométricas e tentou seus melhores círculos em quadrados e pentágonos. Mas as órbitas planetárias se recusaram a se adequar.
Então, Kepler teve uma segunda epifania. O sistema solar era tridimensional - então por que ele pensaria que esse padrão seria encontrado com apenas duas figuras dimensionais? Kepler voltou-se para objetos tridimensionais e encontrou sua resposta nos cinco sólidos perfeitos. Um sólido perfeito é uma figura tridimensional, como um cubo, cujos lados são todos idênticos. Convenientemente para Kepler, existem apenas cinco sólidos perfeitos: o tetraedro (que tem quatro lados triangulares), o cubo (seis lados quadrados), o octaedro (oito lados triangulares), o duodecaedro (doze lados pentagonais) e o icosaedro (vinte lados triangulares). Cada sólido perfeito pode ser inscrito e circunscrito em torno de uma esfera." (apud Pat Ballew, em  http://pballew.blogspot.com.br/2017/07/on-this-day-in-math-july-9.html#links)
O epitáfio de Kepler, por si próprio
Mensus eram coelos, nunc Terrae metior umbras. Mens coelestis erat, corporis umbra jacet. Eu costumava medir o Céu, agora eu meço as sombras da Terra. A mente pertencia ao Céu, a sombra do corpo aqui jaz.

28 abril, 2017

Os coisistas estavam blefando?

Os coisistas eram especialistas em todos os tipos de cálculos, e os comerciantes e empresários os contratavam para resolver questões contábeis complicadas. Seu nome deriva da palavra italiana "cosa", porque eles usavam símbolos para representar valores desconhecidos, semelhante ao uso que os matemáticos fazem hoje do "x". Todos os profissionais da resolução de problemas nessa época inventaram seus próprios e astutos procedimentos para realizar cálculos, e todos fizeram tudo o possível para manter esses métodos em segredo e assim desfrutar da reputação de serem as únicas pessoas capazes de resolver certos problemas.
Um exemplo famoso foi com a lei de Titius-Bode, uma controversa lei matemática que define, aproximadamente, as distâncias planetárias. Foi desenvolvida em 1766 por Johan Daniel Tietz ,mais conhecido por seu nome latinizado Titius, e divulgada pelo astrônomo Johann Elert Bode, então diretor do Observatório de Berlim, que acabou definindo a sequência final do que hoje conhecemos como Lei de Titius-Bode.
A lei parte-se de uma progressão geométrica de razão 2, a partir do segundo termo:
0, 1, 2, 4, 8, 16 e 32
Titius, multiplicou cada um destes termos por 3:
0, 3, 6, 12, 24, 48 e 96
e adicionou 4 unidades a cada um deles, obtendo-se:
4, 7, 10, 16, 28, 52 e 100
e finalmente dividindo-os por 10:
0.4, 0.7, 1.0, 1.6, 2.8, 5.2 e 10.0
Sabendo-se que uma unidade astronômica (UA) é a distância média da Terra ao Sol, os valores obtidos representam as distâncias médias dos planetas, em UA, em relação ao Sol.
O mais curioso nesta lei é que ela previa a existência de um planeta entre as órbitas de Marte e Júpiter, a 2,8 UA do Sol, mas que não existia. Mais tarde, atribui-se este valor à órbita do cinturão de asteroides que orbita o Sol nesta distância.
Esta lei foi desbancada pelo descobrimento de Netuno e Plutão, já que eles não seguem a referida lei, e também considerando que a ideia do cinturão não é a de um corpo celeste. WIKIPÉDIA
Significado de Coisismo, por Mestre dos Magos:
Em técnicas de redação, trata-se do uso da palavra "coisa" nos textos dissertativos, deixando-os pobres e superficiais.
Um exemplo: O protocolo de Kyoto é uma coisa muito boa para o mundo.
Artigo 11 do Manifesto Coisista, por Nuno Oliveira:
A Coisa é a Coisa que vive e morre sem chegar a ter identidade, a Coisa dispensa o nome e mesmo a forma, a Coisa enuncia-se levemente nestes, mas não fica retida na memória, a Coisa é uma situação de pobreza de textura de complexidade, é difusa simples e difusa as Coisas são, não sei bem. Acha-se, acho que a memória é um processo que retém mas também que esquece como coisa seletiva que é, Coisifica.

INVENTANDO COISAS e COISANDO INVENTOS

20 outubro, 2016

Marte e Ceres

Marte tem água na superfície, mas não bastante. Ceres, um planeta anão, é constituído de 25 por cento de água.
Se o segundo colidisse com o primeiro, Marte ficaria coberto, em 33 por cento de sua superfície, por oceanos com até 5.900 metros de profundidade.


Ceres é o maior objeto no cinturão de asteroides, que se situa entre as órbitas de Marte e Júpiter. Não é porém um planeta propriamente dito, porque não fez até hoje o seu dever de casa.
O dever de casa para um asteroide chegar a ser planeta consiste em "limpar a órbita" dos demais asteroides.

20 abril, 2016

Planeta 9: um exoplaneta no sistema solar?

A poucos meses atrás, os cientistas Konstantin Batygin e Mike Brown apresentaram a hipótese da existência de um nono planeta no sistema solar (já descontado o fato de que Plutão não é mais um deles). Esta hipótese é baseada em determinadas características que são observadas nas órbitas de outros corpos do sistema solar. Fonte: The Astronomical Journal (edição de 20/01/2016)

E, por falar nesse planeta, caso venha a ser confirmada sua existência, a teoria mais plausível é a de que ele já foi um planeta mais próximo do Sol, havendo depois migrado para os confins do sistema solar. Mas não se pode descartar uma segunda teoria: a de que o Sol o tenha capturado, em algum momento no passado, o que faria dele um exoplaneta [1] [2] no sistema solar.

Pôster: Microsiervos

28 fevereiro, 2016

O nono planeta

Cientistas planetários dos EUA anunciaram que podem ter encontrado o nono planeta.
O que eles já sabem: o planeta possui um diâmetro de 25.700 km; está em média 20 vezes mais distante do Sol do que Netuno; o planeta percorre uma órbita com a duração estimada entre 10.000 e 20.000 anos.
O que ainda não sabem: onde está.

Universe Today
É como diagnosticar uma gravidez sem saber cadê a mãe.

08 setembro, 2015

Uma lição de humildade

Se representarmos o Sistema Solar por livros em que a espessura de cada página seja igual a um milhão de quilômetros, o Sol estaria na página 1 do primeiro volume.
Júpiter estaria na página 283 do segundo volume; Saturno, na 433 do terceiro; Urano, na 383 do sexto, e Netuno, na 53 do décimo.
Mercúrio, Vênus, Terra, Marte e o cinturão de asteroides ficariam todos no primeiro volume.
Quando penso nesta comparação, não posso evitar de pensar em quanta razão tinha Carl Sagan ao dizer que a astronomia era uma lição de humildade.
Outro dado curioso é que todos os planetas do Sistema Solar cabem nos 384 mil quilômetros, em média, que há entre a Terra (à esquerda dos demais planetas da ilustração) e a Lua (à direita):

16 julho, 2015

Uma foto de família completa

Por fim temos uma "foto de família" completa do sistema solar
Não importa que a União Astronômica Internacional tenha decidido relegar Plutão à categoria de planeta anão, em 2006. [1] [2]
85 anos após a descoberta de Plutão e 58 anos após o início da era espacial, graças à sonda New Horizons agora temos a foto completa – com qualidade – do nosso sistema solar. Pelo menos, tal como o sistema nos foi ensinado [3] no ensino fundamental, com nove planetas: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão.

Microsiervos

[1] Por que Plutão deixou de ser um planeta?
[2] Novos horizontes para Plutão
[3] Através de todas estas fórmulas memorizadoras:
Minha Velha Tia Mandou Jogar Sal Úmido Nas Plantas.
Minha Vó Traga Meu Jantar: Sopa, Uva, Nabo e Pão.
Minha Vó Tem Matado Jacarés Sem Usar Nenhuma Pistola.
Minha Vó Tem Muitas Jóias, Sabe Usá-las No Pescoço.
Meu Vestido Todo Molhado, Já Secou Um Novo Pedaço.
Meu Velho Tio Mandou Júnior Saborear Umas Nove Pizzas.
Menino Você Tendo Muito Juízo Será Um Notável Patriota.

05 junho, 2015

Como seria a Terra sem a Lua

Caro Cecil:
Será que a vida evoluiria de forma diferente na Terra, se nós nunca tivéssemos a Lua? As noites escuras teriam mantido nossos ancestrais nas cavernas ou eles teriam evoluído para uma visão de raio-X?
Naman Dixit
Cecil Adams (*) responde:
Ora, as noites escuras seriam o menor dos nossos problemas.
Cosmologicamente falando, a Terra tem sido extremamente sortuda. A produção de energia pelo Sol vem se mantendo relativamente estável ao longo de grande parte da evolução da vida. A nossa órbita está, em segurança, na chamada zona habitável, onde a superfície de um planeta tem água líquida. Temos evitado, até o momento, ser quebrado em pedaços por cometas, sugado para dentro de buracos negros ou irradiado por supernovas. Com todos os perigos do universo, as chances de desenvolvimento de vida em um planeta são muito pequenas. Mas, está muito bem estabelecido que as condições de sustentação da vida na Terra foram aprimoradas, em algum grau, pela companhia lunar; o único debate é saber quanto.
Alguns dos benefícios mais comumente propostos por termos a Lua:
Ela nos livrou da poluição primordial. A Lua provavelmente foi formada quando algum planeta menor atingiu a Terra, acerca de 4,5 bilhões de anos atrás, ejetando pedaços de detritos que eventualmente se fundiram em órbita. Fundamentalmente, essa colisão também pode ter arrancado uma espessa proto-atmosfera que estava retendo o calor da superfície derretida na Terra. Sem esse violento episódio, a Terra poderia ter acabado como Vênus, onde a vida é apenas imaginável por Ray Bradbury.
Ela nos mantém quentinhos. Esse impacto também contribuiu para o aquecimento do núcleo de ferro da Terra, que nos fornece um campo magnético relativamente forte. Este, por sua vez, nos protege da radiação e dos ventos solares. E a força da gravidade da Lua atua sobre cada átomo da Terra, alimentando as marés (veja abaixo) e criando um calor adicional, o qual protege o núcleo terrestre de um arrefecimento rápido demais.
Ela foi um seguro contra sermos atirados para o espaço interestelar. Nos jovens e inquietos primeiros anos do sistema solar, a força gravitacional dos planetas maiores (leia-se: Júpiter e Saturno) podia interferir com as órbitas dos menores, às vezes, arremessando-os completamente para fora do sistema solar. Simulações de computador sugerem que, mesmo se isso tivesse acontecido com a Terra, as propriedades de aquecimento da gravitação da Lua (descrito acima) poderia tê-la mantido com o calor suficiente para que a água permaneçesse líquida e a vida a evoluisse de qualquer maneira.
Ela cria as marés. A órbita da Lua, que já foi mais perto da Terra, gerava marés mais elevadas. Essas marés deixavam extensas piscinas, onde a sopa primordial de aminoácidos do oceano podia ser concentrada pela evaporação repetida. E da sincronização entre o fluxo das marés e a exposição à radiação UV solar pode ter resultado na placa de Petri necessária para a vida a evoluir.
Ela teve uma influência estabilizadora. A fim de que a vida se desenvolvesse na Terra, nós precisávamos de temperaturas estáveis ​​e de um clima regular. Variações de até um grau na inclinação axial da Terra em órbita pode ter levado a eras glaciais no passado. A Lua, com sua grande massa, atuou como uma importante força estabilizadora em nosso eixo (bem como ajudando a manter-nos dentro da zona habitável). Sem ela, nós poderíamos ter terminado como Marte, cujas luas são muito menores e cuja inclinação pode variar em até 60 graus ao longo de um período.
Sem a Lua, é claro, o nosso destino seria drasticamente diferente por causa do desalinhamento dos signos astrológicos. Mas, pelo lado positivo, não ouviríamos mais falar sobre esse mito do ciclo lunar / menstruação. Será que o mooning (exibição das nádegas) ainda seria popular? Será que Pink Floyd existiria? Estas são perguntas que, não tendo sido submetidos à dura disciplina da Ciência, deixa-nos a imaginar o potencial de uma loja de horrores. |E, não obstante as oportunidades perdidas para a visão noturna, vamos ser gratos pela que já temos.

What would earth be like without the moon? In: The Straight Dope

(*) Cecil luta contra a ignorância desde 1973. Não esperava que fosse por tanto tempo.