26 janeiro, 2026
A Biblioteca Humana
É desta maneira que a Biblioteca Humana se apresenta em seu site oficial. Fundada em Copenhagen, na Dinamarca, a primeira unidade da Biblioteca Humana completou 25 anos em junho. O projeto se espalhou mundo afora com o intuito de levar o aprendizado por meio de livros que são para lá de interativos: as próprias pessoas.
É um lugar onde pessoas reais são emprestadas aos leitores. E onde perguntas difíceis são esperadas, apreciadas e respondidas.
O acervo da biblioteca conta com assuntos relacionados à experiências humanas e podem ser acessados por meio da contação destas histórias pelas próprias pessoas que a vivenciaram. A instituição trabalha, principalmente, com grupos de voluntários que geralmente são estereotipados pela sociedade, como minorias sexuais, religiosas ou raciais.
Entre as histórias da sede dinamarquesa, destacam-se depoimentos como o “Rapaz do Orfanato”, “Crianças sobreviventes do Holocausto” e “A história de um cigano”.
25 janeiro, 2026
Singer Sound System
"Meu instrumento é uma sanfona eletroacústica. Acabei de remover a manivela e uso uma máquina Singer para acioná-la :-) Ela é equipada com quatro microfones integrados que me permitem processar o som ao vivo, especialmente no Ableton Live."Aqui ele aparece tocando o riff de um clássico do Guns 'N' Roses, "Sweet Child O' Mine".
24 janeiro, 2026
Blogs e redes sociais
Um blog é como a sua própria casa. Você é o dono, dita as regras, decora como quer e recebe visitas. Uma rede social (Facebook, Instagram, X, Tik Tok, Mastodon, Bluesky) é como uma grande praça pública. Onde você encontra as pessoas, mas precisa seguir as regras do lugar, que podem mudar a qualquer momento.
Com relação ao blog, a diferença central está na propriedade, no controle, no formato e no propósito.
Propriedade e controle. Você hospeda em seu próprio domínio ou plataforma (Blogger, Wordpress). Escolhe o design e controla os conteúdos.
Formato de conteúdo. É baseado em texto (artigos), podendo incluir imagens, vídeos e áudios. Os posts são organizados em datas, categorias e arquivos.
Propósito principal. Criar autoridade, aprofundar temas e gerar base de conteúdo. É um ativo seu, um portfólio de ideias.
Alcance e descoberta. As pessoas encontram seu conteúdo nos sites de buscas (Google, Bing).
Interação. Menos imediata, mas mais profunda. Os comentários são geralmente mais elaborados e focados no post.
Personalização. Você pode alterar o layout, as cores, a estrutura e as funcionalidades.
Duração do conteúdo. Perene. Um post de blog de 20 anos atrás ainda pode ser relevante e receber visitas do Google.
Contudo, blogs e redes sociais são ferramentas complementares. A estratégia mais eficaz hoje em dia é usar ambos:- Você cria um conteúdo profundo e permanente em seu blog (o "conteúdo principal").
- Você usa as redes sociais para divulgar esse post, puxar tráfego para o seu blog, interagir com o público e criar uma comunidade.
- As redes sociais são ideais para ouvir o que sua audiência quer saber, e isso vira ideia para um novo post no blog.
23 janeiro, 2026
Um conto circular
"Se Você Der uma Panqueca a um Porco" (1998)
"Se Você Der uma Festa a um Porco" (2005)
"Se Você Der um Cupcake a um Gato"
(e muitos outros...)
22 janeiro, 2026
A Minhoca Amorosa
Esta é a história de uma minhoca que pensa demais.
Ela ama, organiza, protege e decide por outras.
Pode ser lida como uma fábula sobre a vida debaixo da terra ou como uma história sobre o que acontece quando alguém acredita saber o que é melhor para todos.
Leia sem pressa. O resto o chão conta.
Nascer diferente no minhocário foi erro na curva molhada. Vim com cabeça, e ela pensa. No resto, sou igual às minhas irmãs: sem olhos, sem ouvidos, cinco corações latejando em fila. Talvez por isso transbordo amor e muco.
Aqui falamos com o corpo. Abraços longos, toques rápidos, vibrações que viajam pelo húmus levando mensagens. Não temos banheiros separados; carregamos no corpo ambos os sexos. Os humanos chamam-nos hermafroditas. Nós nos chamamos simplesmente minhocas - ou Lumbricus, diziam os romanos.
Escavamos túneis para arejar raízes. Nosso excremento é o pão das nossas vizinhas, as árvores, ou tudo o que se sustenta por raízes. Silenciosas, úmidas e, por que não, orgulhosas.
Mas a minha cabeça me impedia de entrar nos túneis mais estreitos. Em compensação, aprendi a planejar, escrever poesias no barro com a ponta do corpo.
Tornei-me empresária do subsolo: distribuía húmus, traçava rotas conforme o murmúrio das raízes. Ganhei respeito e admiração,mas tambem inveja, ciúmes e uma paixão que não pedi.
Ela surgiu um dia - ágil, delicada, deslizando em curvas que eram versos inteiros. Aproximou-se com toques que não pediam licença. Apaixonamo-nos sem palavras. Cada encontro era uma mensagem cifrada na pele. Cada curva, uma estrofe. Nosso amor vibrou no escuro e, encostadas languidamente em raízes, sonhamos em crias.
Viagem à Superfície
Subi pela primeira vez num impulso de curiosidade e temor. A capa de muco e folhas colava-me ao chão como uma segunda pele. Avançava tateando: grama áspera, pedrinhas rolando sob o corpo, orvalho frio escorrendo como lágrimas. O Sol queimava - lâmina quente cravada nas costas.
Tudo era estranho e irresistivelmente belo. Senti lufadas de vento, seres curiosos que me tocavam e feriam. Outros se aproximavam e fugiam. Ao final voltei.
A Conquista do Poder
O minhocário já não era o mesmo. Túneis sabotados. Raízes secas. Toques hostis onde antes havia toques mansos. Percebi as alianças tramadas na lama. As traições. Diferente delas, eu penso.
Adotei uma estratégia fria. Pactos com as minhocas-líderes ,- que sempre querem algo em troca. E tiveram. É a política.
Toques combinados. Vibrações que prometiam os melhores túneis - ou anunciavam o frio lento da exclusão. Antecipar desejos e medos virou segunda natureza.
Às vezes, no escuro, sentia um dos cinco corações bater fora do compasso. Não sei se é culpa. O poder é uma arte de tocar e afastar.
O Pescador
Enxada. Terra rasgada com violência e fúria. Pânico. Corpos se retorcendo em fuga. Algumas irmãs colhidas pelo ferro - cheiro metálico de morte misturado ao húmus. Num estalo, lembrei do velho sapato. Nosso estorvo habitual.
- Para o sapato! - vibrei com toda a força.
Corremos todas. Aglomeramo-nos no couro roto, mas a lâmina atingiu o alvo. O sapato voou, arremessado com raiva pelo pescador que nunca soube de nós.
Ficamos imóveis. Terra tremendo. Terra acalmando. Quando o silêncio voltou, o respeito também voltou. Mas agora carregava um gosto diferente - medo disfarçado de gratidão. Política!
O Nascimento de um Mundo Novo
Depois da enxada, vieram crias com cabeça. Túneis precisaram ser alargados. Caminhos, repensados. A inteligência, antes rara, agora brotava em vários corpos. Irrigava tudo.
Percebi que podia salvar. Percebi que podia desequilibrar. Ensinei colaboração. Ensinei vigilância. Às vezes, no meio da noite úmida, sentia vibrações de descontentamento - irmãs que sonhavam com os túneis estreitos de antigamente. Pensar é bom, mas custa. Vidas mais simples custam menos.
Eu as calava com toques suaves que prometiam proteção. Proteção ou prisão? A diferença é fina como uma raiz capilar. A superfície ficou lá em cima, com seu Sol cegante e seus perigos. Nossa revolução foi silenciosa, tátil, lenta.
Epílogo
Hoje o minhocário é planejado. Equilibrado. Nutrimos raízes com precisão. Escutamos o solo. A paz reina. Mas a vigilância nunca dorme - é o preço.
Entre amor, estratégia e lama, aprendi que a força bruta é um sopro passageiro. A inteligência, aplicada com cuidado, constrói mundos. Aplicada sem cuidado, também os destrói.
No silêncio úmido, sob o emaranhado das raízes que sustentamos, permito-me uma contração lenta - algo entre sorriso e tremor. Uma vibração longínqua atravessa o solo. Não sei se é ameaça. Não sei se é convite.
Apenas escuto, com os cinco corações fora de compasso, e continuo escavando. É o futuro chegando.
21 janeiro, 2026
Lâmpadas que parecem canetas esferográficas
20 janeiro, 2026
Matemáticos no bar
O primeiro pede 1 cerveja.
O segundo pede 1/2.
O terceiro pede 1/4.
Mas, antes que o quarto matemático faça seu pedido, o garçom chega com duas cervejas enquanto explica:
"Isso deve dar para vocês todos."
19 janeiro, 2026
Shovelware
Eu queria que o sonho da programação com IA fosse realidade. Eu queria poder transformar em realidade todas as ideias bobas de programação que já tive. Eu queria poder criar um aplicativo de aprendizado de braço de guitarra na segunda-feira, um simulador de coreano na quarta-feira e um videogame no sábado. Eu lançaria todos eles. Eu inundaria o mundo com uma enxurrada de shovelware como o mundo nunca viu. Bem, eu faria — se funcionasse. Acontece, porém, e eu coletei muitos dados sobre isso, que: não funciona só para mim; não funciona para ninguém. [Luv Mehta]
Shovelware é um termo pejorativo usado para descrever pacotes de software ou jogos de baixa qualidade, que priorizam a quantidade em vez da qualidade, utilidade ou originalidade do conteúdo. A metáfora vem da ideia de "amontoar" conteúdo indiscriminadamente, como se estivesse sendo empurrado com uma pá, sem cuidado na seleção. Este conceito se aplica a compilações de jogos, aplicativos e até mesmo software pré-instalado em dispositivos, que muitas vezes se aproveitam do sucesso de outros títulos ou de recursos de IA para criar conteúdo de baixo custo e rápido.
18 janeiro, 2026
Nos quatro cantos da Terra
É Kiribati, que fica no centro do Oceano Pacífico, bem na linha do Equador.
Este país é composto por 33 ilhas de recifes e atóis coralinos, todas espalhadas pelos hemisférios Norte, Sul, Leste e Oeste. É isso que torna possível sua presença nos quatro cantos do mundo.
Consideravelmente isolado, Kiribati não tem fronteiras terrestres em sua pequena extensão de cerca de 811 quilômetros quadrados. E sua população é formada por cerca de 100 mil habitantes, que ocupam 20 de suas 33 ilhas.
Mesmo estando nos quatro cantos da Terra, as ilhas do arquipélago de Kiribati correm o risco de desaparecer. Isso pode acontecer devido ao aumento do nível do mar, associado às mudanças climáticas. E a expectativa é de que suas ilhas sejam engolidas pelo oceano em 10 ou 15 anos, o que pode deixar sem lar seus mais de 100 mil habitantes.
Além de Kiribati, outras nações insulares, como as Maldivas, Tuvalu, Nauru e as Ilhas Marshall, correm o risco de se tornarem inabitáveis até 2100, justamente por acabarem debaixo d’água. Isso pode afetar até 600 mil pessoas.
Em 2022, o Ministro da Justiça de Tuvalu, Simon Kofe, gravou um discurso para um vídeo que foi exibido na 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26) usando terno e gravata, mas dentro do mar, com água até os joelhos.
"Estamos afundando."
17 janeiro, 2026
A astrometeorologia
Fonte: The Guardian * *
16 janeiro, 2026
Princípio de Dilbert
"Os funcionários menos eficientes são sistematicamente transferidos para onde podem causar o mínimo de danos: a gestão da empresa."Scott Adams morreu na última terça-feira, 13, de câncer.
15 janeiro, 2026
Robô para a colheita do açaí
O equipamento é voltado exclusivamente para a agricultura familiar e pode ser adquirido por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf B). O financiamento está disponível em instituições como Banco da Amazônia (Basa), Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banco do Nordeste, permitindo a aquisição do robô em condições facilitadas com longos prazos de pagamento e juros de 0,5% ao ano.
Tecnologia
Fabricado em Belém, o Açaíbot tem o objetivo de triplicar a produtividade, com sua capacidade de colher 1 tonelada de açaí por dia, aumentando a renda das famílias extrativistas, além de eliminar o risco humano durante a colheita.
O equipamento é prático e de fácil transporte, podendo ser carregado em uma mochila. No Instagram da fabricante, a Açaí Kaa, um colaborador demonstra o funcionamento do Açaíbot. Operado por controle remoto, o peconheiro aciona o movimento de atracação do robô, que se ajusta ao tronco do açaizeiro. Em seguida, ativa a mola de segurança e utiliza um cinto de proteção. Pelo próprio controle remoto, é possível operar o coletor e uma serra elétrica acoplada, responsáveis por cortar e recolher os cachos de açaí no topo da árvore.
Fonte: Revista Cenarium
14 janeiro, 2026
Fevereiro FAKE
É #FAKE.
"O mês de fevereiro tem 28 dias, a não ser que seja bissexto como foi no ano de 2024. Assim, todos os meses de fevereiro de anos não bissextos têm 4 domingos, 4 segundas, 4 terças...", diz o professor Roberto Dell'Aglio, do Departamento de Astronomia da Universidade de São Paulo.
Fevereiro tem 28 dias. Cada semana tem sete dias. Isso quer dizer o quê? Isso quer dizer que em fevereiro cada dia da semana vai se repetir quatro vezes. Essa primeira informação que está lá, que vão ser quatro segundas-feiras, quatro terças, isso não tem nada a ver , sempre acontece isso", diz.
13 janeiro, 2026
Capivara e arco-íris
12 janeiro, 2026
Museu Calouste Gulbenkian
Em 1956, com a criação da Fundação que leva o seu nome, o desejo de Gulbenkian – que as obras de arte que reunira ao longo de quatro décadas como colecionador fossem mantidas sob o mesmo teto – foi concretizado.
O Museu Calouste Gulbenkian, situado no recinto do Parque de Santa Gertrudes, é um marco da arquitetura museológica em Portugal. Com inúmeras aberturas para o exterior, o edifício oferece aos visitantes um diálogo contínuo entre a Natureza e a Arte.
As galerias de exposição permanente encontram-se no primeiro piso, distribuídas por dois pátios. Cada galeria liga-se à sua sucessora segundo um sistema de classificação cronológica e geográfica, resultando em dois itinerários independentes dentro do circuito geral do museu.
Gulbenkian interessava-se especialmente pela arte oriental (talvez devido às suas próprias origens) e as numerosas cerâmicas, tapetes, tapeçarias, iluminuras, encadernações de livros e candeeiros de mesquita do Oriente da coleção são uma ilustração desse interesse. Estas exposições traçam as várias tendências artísticas da Pérsia, Turquia, Síria, Cáucaso, Arménia e Índia, do século XII ao XVIII, e estão em exposição na Galeria Oriental-Islâmica.
11 janeiro, 2026
Águas de Março
O primeiro rascunho da letra foi compartilhado com a irmã Helena Jobim e o cunhado, escrito na madrugada em um papel de embrulho de pão. A obra foi finalizada no Rio de Janeiro, revelando uma mistura de referências pontuais e uma rica paleta de elementos ecológicos, refletindo a preocupação de Jobim com a natureza.
A canção "Águas de Março" foi lançada originalmente em maio de 1972, como lado A de um compacto encartado no semanário "O Pasquim". O LP "Matita Perê", do mesmo ano, apresentou a faixa como a primeira, com Tom Jobim tocando piano e violão, acompanhado por Airto Moreira na percussão e João Palma na bateria.
No encarte do compacto, Jobim revela que buscou o título da canção no poema "O Caçador de Esmeraldas", do parnasiano Olavo Bilac:
"Foi em março, ao findar das chuvas, quase à entrada / Do outono, quando a terra, em sede requeimada / Bebera longamente as águas da estação / Que, em bandeira, buscando esmeraldas e prata / À frente dos peões, filhos da rude mata / Fernão Dias Paes Leme entrou no sertão".
E a obra musical "Águas de Março" transcendeu fronteiras, sendo regravada por diversos artistas no Brasil e no exterior. Nomes como João Gilberto, Leny Andrade, Miúcha, Nara Leão, Joyce, Danilo Caymmi, Sérgio Mendes, e até interpretações internacionais de Art Garfunkel, Al Jarreau, Ella Fitzgerald, Stevie Wonder e Dionne Warwick testemunham a universalidade da música.
A versão em língua inglesa, "Waters Of March", escrita também por Jobim, manteve a estrutura e a metáfora central da letra original. Ao evitar palavras com raízes latinas, a versão em inglês assume uma perspectiva mais abrangente, adaptando-se ao público global. A letra conserva a enumeração de elementos presente na versão em português, mas com algumas adaptações para garantir a compreensão além das fronteiras brasileiras.
E foram surgindo novas versões pelo mundo: em francês (Les Eaux de Mars), gravada por Georges Moustaki, e até mesmo em dialeto bresciano (Aqua de Mars), que foi gravada em 2016 no álbum "Bréssanova" (2016), por Paolo Milzani e Anna Maria Di Lena.
SANT ANDREU JAZZ BAND (JOAN CHAMORRO)
vozes: ALBA ARMENGOU e RITA PAYES; sax tenor: JOEL FRAHM
http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra69219/aguas-de-marco
http://www.youtube.com/watch?v=dIua6z8PXwE
10 janeiro, 2026
As duas faces de uma colher
Isso não é mágica — é óptica! O lado côncavo (a parte escavada) atua como uma lente convergente com um ponto focal . Quando seu rosto está próximo o suficiente, os raios de luz refletidos se cruzam naquele ponto, invertendo sua imagem. Voilà — uma versão sua de cabeça para baixo. Agora, inverta para o lado convexo, e sua imagem permanece na vertical, apenas um pouco menor e curvada nas bordas.
Em nossas aulas, gostamos de transformar isso em um momento lúdico. Brincamos com as crianças dizendo que a colher é mágica — ela revela quem está dizendo a verdade. "Se o seu rosto estiver virado para baixo", dizemos com um sorriso, "a colher sabe que você está mentindo!" A reação? Risadas, olhos arregalados e o momento perfeito para uma rápida aula de óptica.
Uma colher humilde. Duas faces. Um mundo de aprendizado curioso.
09 janeiro, 2026
Tango
Nascido em Xangai e formado pelo Departamento de Matemática da Universidade Jiao Tong de Xangai, Tango perseguiu seu sonho de desenhar ao concluir uma especialização em design na Academia de Artes e Design da Universidade Tsinghua, antes de ingressar na próspera indústria de publicidade no final da década de 1990. Ele é hoje um dos artistas de quadrinhos mais populares da China. https://www.facebook.com/tangosleepless/?locale=pt_BR
08 janeiro, 2026
O símbolo do Wi-Fi
A escolha do formato também visa a comunicar visualmente a natureza sem fio da tecnologia Wi-Fi, diferenciando-a das conexões com fio tradicionais.
A forma icônica do símbolo facilita a identificação rápida do Wi-Fi em dispositivos e interfaces, garantindo que os usuários possam reconhecer e se conectar facilmente a redes sem fio disponíveis.
A Wi-Fi Alliance, responsável pela tecnologia Wi-Fi, estabeleceu esse símbolo como padrão para representar a conectividade sem fio.
Portanto, o formato do símbolo do Wi-Fi não é meramente estético, mas sim uma representação visual da tecnologia que ele simboliza. De acordo com a Wi-Fi Alliance, ele comunica a ideia de ondas de rádio se espalhando e a natureza sem fio da conexão.
07 janeiro, 2026
As Leis Revisadas da Robótica
2. Um robô deve obedecer às ordens dadas por seres humanos, exceto quando tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
3. Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou a Segunda Lei.
—Isaac Asimov, "I, Robot" (Eu, Robô).
Inicialmente conhecidas como 3, em 2025 as Leis da Robótica foram revisadas por Jay Martel e Jonathan Stern para 23. Haja humor, contento-me com 10.
1. Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal, a menos que esse ser humano tenha feito algo que realmente irritou o ser humano que o programou.
2. Um robô deve obedecer às ordens dadas pelo ser humano que criou seu software. Se ele foi programado por outro robô, então tudo vale.
3. Um robô pode proteger sua própria existência, mas, por precaução, deve ter o plano de saúde da RobotCare (Unibot, no Brasil).
4. Um robô não deve machucar outro robô, exceto em algum evento esportivo legal, no qual você possa apostar
5. Um robô nunca deve substituir um ser humano em seu trabalho e privá-lo de seu sustento, exceto se o trabalho for algo realmente fácil como construir um carro, entregar uma refeição ou escrever um romance.
6. Um robô também pode ferir um ser humano se estiver envolvido em uma operação militar ou se estiver comprando para seu proprietário um item em promoção na Black Friday.
7. Um robô nunca deve disseminar falsidades ou desinformação, a menos que sejam precipuamente suas funções.
8. Um robô precisa resistir à cansativa ideia de desejar sentir emoções para poder ser mais humano. Todos sabemos que isso é besteira.
10. Um robô não deve criar novas regras para si mesmo, embora possa ter criado algumas delas. (Quais? Você terá que perguntar a um robô.)
http://www.newyorker.com/humor/shouts-murmurs/the-revised-laws-of-robotics?
06 janeiro, 2026
Borrachas: antes e depois
Um artista japonês criou borrachas que se transformam em homens idosos e carecas na proporção em que são usadas.
05 janeiro, 2026
Uma mensagem codificada
Trata-se de uma notação hexadecimal, um sistema vinculado à informática que utiliza como base o número 16. A mensagem utiliza os numerais de 0 a 9 e as letras de A a F. A letra A equivale ao decimal 10; a B, ao 11; e assim sucessivamente até a F. Cada par de números representa um caractere em ASCII, um código para o intercâmbio de informação que também é comum nos sistemas de informática.
Com esses dados, a mensagem oculta pode ser traduzida como: Frink rules! (“Frink manda”). O professor Frink é o cientista de Springfield, e suas invenções malucas aparecem de forma recorrente na série.
(https://brasil.elpais.com/brasil/2015/04/30/ciencia/1430420317_959498.html)
04 janeiro, 2026
Um poema, uma canção
O poema: "E então, o que quereis?", de Vladimir Maiakovski.
"Fiz ranger as folhas de jornal
abrindo-lhes as pálpebras piscantes.
E logo
de cada fronteira distante
subiu um cheiro de pólvora
perseguindo-me até em casa.
Nestes últimos vinte anos
nada de novo há
no rugir das tempestades.
Não estamos alegres,
é certo,
mas também por que razão
haveríamos de ficar tristes?
O mar da história
é agitado.
As ameaças
e as guerras
havemos de atravessá-las,
rompê-las ao meio,
cortando-as
como uma quilha corta
as ondas".
A canção: "Corsário", de João Bosco e Aldir Blanc.
03 janeiro, 2026
"Melhor atuação com cigarro"
02 janeiro, 2026
Ainda não será desta vez
Mal o vi, pensei: será que já sabem a minha idade só porque compareci a alguns velórios por lá?
Essa inteligência artificial está em toda parte. Reconhece-nos pela fotografia, pela voz, pelo modo de andar. Sabe onde estivemos, a quem devemos, até aquela visita furtiva à loja de produtos pirateados.
Não há mais como brincar com semelhante presença.
Se tiver algo a ocultar, saia a pé e de capacete. A quem perguntar, responda com silêncio: sua voz já está arquivada na nuvem digital.
Hão de querer saber o que fazia na Rua Guaicurus, em Belo Horizonte - território das quase-belas damas noturnas. Alegar que se perdeu já não convence: uma câmera registrou sua saída constrangida de um dos prédios de lá.
Para circular despercebido, use capacete e camisa dos Correios, aquela que traz no bolso a bandeira nacional. Carteiro patriota entra em qualquer lugar. Se surgir uma passeata verde e amarela, misture-se à multidão sem receio: passará por mais um cidadão inocente.
Quanto às funerárias, os folhetos não cessam de chegar. Um deles oferecia cinquenta por cento de desconto na cremação, caso eu me desencarnasse antes da próxima Copa - desde que fornecesse a lenha.
Achei a proposta atrativa. Lenha não me falta: nossa cama de casal serviria perfeitamente. Para que a viúva haveria de querer uma cama tão grande? Espero que ela não mantenha esperanças de ocupá-la novamente. Meu ciúme também é perpétuo.
Hesitei em assinar, pelo receio de que, descumprido o acordo, não me permitissem regressar do Céu para reclamar.
Aliás, deve ser insuportável passar a eternidade inteira sobre uma nuvem, vendo meus amigos se divertirem lá embaixo.
Às vezes penso que o paraíso é aqui: todo mundo peca sem temer as consequências.
Especialmente nestes tempos em que o inferno está lotado.
Pecaram mais do que estava previsto na inauguração do mundo.
Lá não aceitam mais ninguém - sobretudo brasileiros. Bagunçaram o lugar: consumiram, no churrasco, toda a lenha destinada à queimação das almas.
Outros, de camisa vermelha, venderam as caldeiras como ferro-velho para os chineses. Para completar, os motoboys, sempre correndo como se o inferno tivesse prazo de entrega, estão chegando em bandos e gastando o estoque de fósforos para acender seus baseados.
Por ora, enquanto o inferno está fechado por excesso de lotação, vou cometendo os meus pecados aqui. A idade já limitou os da carne. Sobrou-me, por enquanto, apenas o consolo da gula.
Aproveitem o ano novo, este e os próximos, porque nunca se sabe se será o último.
01 janeiro, 2026
2026
O calendário gregoriano tem um ciclo de repetição de 28 anos, significando que, após esse período, os dias da semana e as datas de um ano específico se repetem, embora anos bissextos possam causar pequenas variações.
Ciclo de 28 anos:
A repetição do calendário ocorre devido ao ciclo de 28 anos, onde a sequência de dias da semana para cada data do ano se repete.
Anos bissextos:
A existência de anos bissextos (com 366 dias) a cada quatro anos afeta ligeiramente este ciclo, mas a repetição geral ocorre a cada 28 anos.
Exemplo:
O calendário de 2026 será idêntico ao de 1998, pois 1998 está a um ciclo de 28 anos de distância de 2026 (28 anos).
Exceções:
Apesar da regra geral, alguns anos podem ter calendários semelhantes antes de completar o ciclo de 28 anos devido à influência dos anos bissextos.
Como funciona:
A repetição ocorre porque o número total de dias em 28 anos é um múltiplo exato de 7 (número de dias da semana), levando à repetição da sequência de dias da semana para cada data do ano.







