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21 julho, 2016

Cataventos e turbinas eólicas

Aqueles cataventos que se via com frequência ao longo das estradas litorâneas do Ceará e que se imaginava uma tremenda gambiarra – na realidade, uma concepção de engenharia muito sofisticada do século XVI do sucessor do Leonardo da Vinci (Fausto Veranzio)  ~ Jaime Nogueira

Gwindoline
Uma turbina eólica de eixo vertical feita de um tambor de óleo vazio.





Fausto Veranzio (1551 - 1617)
Foi um polímata e bispo de Šibenik , então parte da Croácia. Suas áreas de interesse em engenharia mecânica foram amplas, incluindo moinhos de vento e moinhos movidos pelas marés. As primeiras turbinas eólicas foram também descritos por ele. Em seu livro Machinae Novae (1595), Fausto Veranzio descreveu as primeiras turbinas eólicas de eixo vertical.

Ler também: O CATAVENTO

24 janeiro, 2016

Um banho de sol no topo de uma turbina eólica



Um homem toma seu banho de sol da forma mais reservada possível: no topo de uma turbina eólica. É quando surge um drone para atazanar. Acordado de seu cochilo pelo zumbido do drone, ele se senta, observa e faz aquele gesto de quem diz: vá embora, drone, para que eu possa continuar a me bronzear.
Drones são abelhudos. É por isso que em inglês "drone" significa zangão.

Zangão ou zângão?
O sistema de buscas do VOLP, o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, consigna as duas formas.

10 outubro, 2015

A estocagem de ar em parques eólicos

Como fonte de energia o vento apresenta um monte de benefícios. É um recurso renovável alimentado pela fornalha de nosso planeta, o sol. Ele gera eletricidade sem produzir gases do efeito estufa. E não está associado a subprodutos tóxicos como o mercúrio e os resíduos radioativos.
Infelizmente, a energia eólica tem algumas desvantagens que dificultam a sua utilização. Primeiro, o vento não sopra o tempo todo. E, às vezes, ele sopra mais do que é preciso.
Mas...
Se você pudesse armazenar o excesso de energia nos parques eólicos para que ela pudesse ser usada depois?
Essa é a ideia por trás do Parque de Energia Armazenada de Iowa (Iowa Stored Energy Park, ISEP). O "P" originalmente significava "Planta", mas foi alterado para "Park" quando a organização foi criada em 2005.
Neste caso, a energia é armazenada como ar comprimido e a unidade de armazenamento não é uma bateria, mas a própria Terra. Não é ficção científica. Na verdade, a tecnologia do Armazenamento de Energia de Ar Comprimido (Compressed Air Energy Storage, CAES) recebe há muito tempo a atenção de ambientalistas e especialistas em energia renovável, em sua busca de soluções ecológicas para a substituição dos combustíveis fósseis.
O ISEP é baseado em duas instalações bem-sucedidas de CAES, já em operação – uma em Huntorf, Alemanha, operado pela Nordwest Deutsche Kraftwerke desde 1978; e outra, em McIntosh, Alabama, operado pela Cooperativa Eléctrica de Alabama desde 1991. Ambas realizam a estocagem de ar comprimido. A planta Huntorf usa cavernas de sal como reservatório de armazenamento. A planta McIntosh usa minas preexistentes.
O ISEP leva isso um passo adiante, combinando o vento – fonte de energia limpa, sustentável – com a armazenagem subterrânea de ar (em um aquífero). A gravura abaixo apresenta de forma resumida a planta do ISEP.


http://science.howstuffworks.com/environmental/green-science/iowa-stored-energy-park.htm