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05 março, 2018

O número de Dunbar

Fica entre 100 e 230 e sua estimativa mais comum é 150.
O número de Dunbar define o limite cognitivo teórico do número de pessoas com as quais um indivíduo pode manter relações sociais estáveis. Nesse tipo de relação o indivíduo conhece cada membro do grupo e sabe identificar em que relação cada indivíduo se encontra com os outros do grupo.
Este número foi proposto pela primeira vez, na década de 1990, pelo antropólogo britânico Robin Dunbar, ao encontrar uma correlação entre o tamanho médio do cérebro primata e o tamanho médio do seu grupo social. Usando o tamanho médio do cérebro primata  e extrapolando a partir dos resultados dos primatas, ele propôs que os seres humanos podem confortavelmente manter apenas 150 relações sociais estáveis.
Deve-se reparar que as pequenas comunidades - tribos, aldeias, grupos de interesse comum - costumam ficar mais ou menos nessa faixa encontrada pelo antropólogo.

20 junho, 2013

O consumo de alimentos cozidos como fator de desenvolvimento do cérebro humano

A neurocientista Suzana Herculano-Houzel, 40, dedicou-se nos últimos anos a entender como o cérebro humano se tornou o que é. Seu trabalho a levou a ser a primeira brasileira convidada a falar no TED Global, famoso evento anual de conferências de curta duração que reúne convidados de várias áreas do conhecimento. Em suas pesquisas sobre como o cérebro humano chegou ao número incrivelmente alto de 86 bilhões de neurônios, a neurocientista brasileira revela a explicação: o consumo de alimentos cozidos.


Trecho  de uma entrevista que Suzana Herculano-Houzel concedeu a Fernando Tadeu Moraes, da Folha:
"Entre os primatas, temos o maior cérebro sem sermos os maiores. Grandes primatas com dieta de comida crua não têm energia para sustentar um corpo enorme e um cérebro grande.
Como o tamanho do cérebro acompanha, em geral, o tamanho do corpo, primatas maiores do que nós, como gorilas e orangotangos, deveriam ter o cérebro maior. No entanto, temos o cérebro três vezes maior que o dos gorilas embora os gorilas sejam duas a três vezes maiores do que nós.
Descobrimos uma explicação metabólica para isso. Quando calculamos a quantidade de energia que um primata obtém com a sua dieta de comida crua, vimos que eles não contam com energia suficiente para sustentar um corpo enorme e um cérebro grande - com muitos neurônios.
Deveríamos obedecer à mesma regra, mas nossos ancestrais conseguiram burlar essa limitação. Esse jeito foi a invenção da cozinha, que tornou os alimentos mais fáceis de serem mastigados e digeridos e que permitiu obter mais calorias em menos tempo."
Via 
Obrigado ao engenheiro Carlos José Holanda Gurgel pela remessa de uma cópia desta entrevista.