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18 abril, 2025

Leitura biônica

Ler é uma ferramenta fundamental de aprendizagem para a maioria das pessoas, e é por isso que é uma das primeiras coisas que as crianças aprendem na escola e por que as nações estabelecem metas de alfabetização.
Mas mesmo aqueles de nós que são capazes de ler fluentemente podem, às vezes, ter dificuldades com o ato de ler em si. Talvez não lemos tão rápido quanto gostaríamos ou talvez nossas mentes divaguem enquanto nossos olhos se movem pelas palavras. Às vezes, chegamos ao final de um parágrafo e percebemos que não retivemos nada do que acabamos de ler.
Pessoas com problemas de foco ou atenção podem ter dificuldades com a leitura, apesar de não terem nenhuma deficiência real de leitura. Pode ser extremamente frustrante querer ler algo e não ter problemas para entender o material, mas ser incapaz de manter sua mente envolvida com o texto por tempo suficiente para "entrar" no que você está lendo.
Mas e se houvesse uma fonte que pudesse ajudar você a manter o foco? Que pudesse ajudar você não apenas a ler mais rápido, mas também a reter melhor o que acabou de ler?
É isso que os criadores da Bionic Reading afirmam ser possível com sua ferramenta de fonte. "A Bionic Reading revisa textos para que as partes mais concisas das palavras sejam destacadas", diz o site da empresa suíça . "Isso guia o olho sobre o texto e o cérebro lembra palavras aprendidas anteriormente mais rapidamente."
O ponto principal é que nossos olhos não precisam focar na palavra inteira porque nossos cérebros podem preencher o resto para nós. Ao colocar a primeira parte da palavra em negrito, conseguimos passar de uma palavra para outra mais rapidamente.


"A Bionic Reading visa a desempenhar um papel de apoio na absorção de textos de volume", afirma o site. "Vemos o progresso tecnológico como uma oportunidade para todos aqueles que querem aumentar o prazer da leitura em um mundo barulhento e agitado de forma focada e sem distração."
Embora não haja estudos citados sobre esse método de leitura, há muitas anedotas sobre sua utilidade.
"Isso é incrível! Tenho TDAH e nem percebi que estava com dificuldade de fixar a atenção quando lia", escreveu uma pessoa. "Meus olhos se fixam bem na letra em negrito. Mal posso esperar para tentar ler um livro novamente. Já faz um tempo que só tenho audiolivros."
No entanto, nem todos ficaram impressionados ou entusiasmados com a amostra. Algumas pessoas disseram que tiveram mais dificuldade para ler o texto biônico ou que ele as distraiu ou as deixou mais lentas. Respostas positivas e negativas vieram de um grupo diversificado de pessoas. Alguns que se descreveram como neurodivergentes disseram que adoraram e alguns disseram que foi mais difícil. O mesmo aconteceu com pessoas que disseram ser neurotípicas, então é difícil dizer a quem essa ferramenta pode ajudar mais especificamente. O cérebro de cada um funciona de forma diferente, e pessoas diferentes acharão coisas diferentemente úteis.
E, novamente, se isso não funciona para você, então provavelmente não foi feito para você. Para pessoas que têm dificuldade com leitura, algo como Bionic Reading pode fazer uma grande diferença.
Extraído de: http://www.upworthy.com/bionic-reading-could-be-a-game-changer-rp7

11 julho, 2022

Uma fonte hiperlegível

No Braille Institute, uma fonte chamada Atkinson Hyperlegible está disponível para quem quiser baixá-la para a utilização em qualquer plataforma. Como você pode imaginar, ela foi projetada para pessoas com dificuldades de visão e a ideia dessa fonte hiperlegível é bastante  fácil de entender a olho nu.
O "truque" é que cada letra é especialmente única e facilmente distinguível, especialmente se houver a possibilidade de confusão com outras semelhantes. Por exemplo, como a letra "B" e o número "8" são muito semelhantes, o "8" é desenhado de forma que o círculo superior seja menor que o inferior; isso o diferencia claramente do "B" em que ambas as seções são iguais. O número "0" é barrado (para distingui-lo da letra "O", a letra "I" (maiúscula) tem características para diferenciá-lo da letra "l" (minúscula) e do número 1, e assim por diante.
Algumas letras também têm características que são acentuadas, como a barra do Q que é mais longa do que o normal, a cauda do q minúsculo ou o 9 que é desenhado de forma diferente do g porque têm a mesma forma aparente. Ele também explora os espaços internos das letras "A", "o" e do símbolo "% ", para tornar sua forma mais claramente visível.


http://www.microsiervos.com/archivo/arte-y-diseno/tipografia-atkinson-hiperlegible.html

09 setembro, 2021

O livro mais não lido

Em uma postagem de blog de 2014 para o Wall Street Journal, o matemático Jordan Ellenberg examinou a distribuição de passagens destacadas nos livros da Amazon Kindle como uma medida não científica de quão longe o leitor médio avança em cada título antes de desistir. Se os "destaques populares" estivessem densamente agrupados perto do início de um livro, isso seria (indiscutivelmente) um sinal de que muitos leitores abandonaram o livro antes de ler muito mais.
Ellenberg chamou a medida de Índice Hawking, em homenagem ao físico Stephen Hawking, de "A Brief History of Time" (Uma Breve História do Tempo), que é frequentemente chamado de "o livro mais não lido de todos os tempos", o qual, em sua pequena lista, alcançou apenas o quarto lugar. (*)
"Portanto, acalme-se, leitor, se não terminou de ler aquele livro incrível que você escolheu para as férias", escreveu ele. "Você está longe de estar sozinho."

(*) A lista foi constituída por 11 livros. Os resultados variaram de 1,9 por cento, para "Hard Choices", de Hillary Clinton, a 98,5 por cento, para "The Goldfinch", de Donna Tartt. O Índice Hawking de Hawking foi 6,6 por cento.

28 maio, 2021

Twain e Orwell nas listas de leitura

Mark Twain é um autor popular nas escolas públicas americanas. Mas, como a maioria dos autores políticos, frequentemente leremos alguns de seus escritos menos políticos ou os leremos sem saber por que, em primeiro lugar, o autor os escreveu. A "Animal Farm" (A Revolução dos Bichos, no Brasil), de George Orwell, por exemplo, serve para reforçar a propaganda antissocialista americana sobre como as sociedades igualitárias estão fadadas a se transformar em seus opostos distópicos. Mas Orwell era um revolucionário anticapitalista de um tipo diferente - um defensor da democracia da classe trabalhadora de baixo - e isso nunca é apontado. Podemos ler sobre Huck Finn e Tom Sawyer, mas "Solilóquio do rei Leopoldo; Uma defesa de seu domínio no Congo" não está na lista de leitura. Isso não é por acaso. Nesta sátira, uma leitura fácil de 49 páginas, Mark Twain zomba da defesa do rei Leopoldo de seu reino de terror, em grande parte pelas palavras do próprio Leopoldo.
As listas de leitura são criadas por conselhos de educação para preparar o alunado a seguir as ordens e suportar o tédio.
~ Liam O’Ceallaigh
http://www.walkingbutterfly.com/2010/12/22/when-you-kill-ten-million-africans-you-arent-called-hitler/

01 janeiro, 2021

A máquina de leitura de bolso

O contra-almirante Bradley Fiske era um oficial da Marinha dos Estados Unidos com muitas invenções em seu nome. Em 1922, ele introduziu a Fiske Reading Machine (Máquina de Leitura Fiske) - uma lupa modificada que permitiria a uma pessoa ler livros de bolso com tipos pequenos. Também chamado de "máquina de leitura de bolso", esse pequeno dispositivo tinha pouco mais de 15,2 cm de comprimento e 5,8 cm de largura, e podia conter cartões com mais de 100.000 palavras.
A idéia de Fiske era possibilitar que todas pessoas (inclusive as mais pobres) pudessem ter acesso aos livros. De alguma maneira, foi uma versão inicial do Kindle.
O invento recebeu inicialmente muita atenção, e muitos especialistas chegaram a afirmar que não provocava muita tensão no olho durante o uso. No entanto, o dispositivo não emplacou, pois segurar aquela coisa tão perto dos olhos e por longas horas para ler um romance não era lá muito confortável. E, com os livros de bolso se destacando no mercado, o que aconteceu notadamente nos anos 30 e 40, a Fiske Reading Machine foi então esquecida.

23 abril, 2020

A Magia do Livro

Quando perguntado em um famoso questionário concebido pelo grande escritor francês Marcel Proust sobre sua ideia de felicidade perfeita, David Bowie respondeu simplesmente: "Reading".
Retrato de David Bowie por Robert Risko para a Vanity Fair

Em seu ensaio de 1930, intitulado "The Magic of the Book" (A Magia do Livro), Hermann Hesse escreveu:
"Entre os muitos mundos que o homem não recebeu como um presente da natureza, mas criado a partir de sua própria mente, o mundo dos livros é o maior ... Sem a palavra, sem a escrita dos livros, não há história, não há conceito de humanidade. E se alguém quiser tentar incluir em um espaço pequeno, em uma única casa ou em um quarto individual, a história do espírito humano e torná-lo seu, ele só pode fazer isso na forma de uma coleção de livros."
Argumentou ainda o ganhador do prêmio Nobel que, não importa o quanto nossa tecnologia possa evoluir, a leitura continuará sendo uma fome humana elementar. Décadas antes da Internet como sabemos, Hesse previu:
"Não precisamos temer uma eliminação futura do livro. Pelo contrário, quanto mais certas necessidades de entretenimento e educação forem satisfeitas por meio de outras invenções, mais o livro ganhará dignidade e autoridade".

[Bom para 23/04/2020]

06 junho, 2018

O criador do sistema de leitura para cegos

Louis Braille (1809 1852)
Ele nasceu em 4 de janeiro de 1809 em Coupvray, na França, a cerca de 40 km de Paris. Seu pai, Simon-René Braille, foi um fabricante de arreios e selas. Aos três anos, provavelmente ao brincar na oficina do pai, Louis feriu-se no olho esquerdo com uma ferramenta pontiaguda, possivelmente uma sovela (usada para fazer furos no couro) . A infecção que se seguiu ao ferimento alastrou-se ao olho direito, provocando a cegueira total.
Na tentativa de que Louis tivesse uma vida o mais normal possível, os pais e o padre da paróquia matricularam-no na escola local. Louis tinha enorme facilidade em aprender o que ouvia e em determinados anos foi selecionado como líder da turma. Com 10 anos de idade, Louis ganhou uma bolsa do Institut Royal des Jeunes Aveugles de Paris (Instituto Real de Jovens Cegos de Paris).
O fundador do instituto, Valentin Haüy, foi um dos primeiros a criar um programa para ensinar os cegos a ler. As primeiras experiências de Haüy envolviam a gravação em alto-relevo de letras grandes, em papel grosso. Embora rudimentares, esses esforços lançaram a base para desenvolvimentos posteriores. Apesar de as crianças aprenderem a ler com este sistema, não podiam escrever porque a impressão era feita com letras costuradas no papel.
Louis aprendeu a ler as grandes letras em alto-relevo nos livros da pequena biblioteca de Haüy. Mas também se apercebia que aquele método, além de lento, não era prático. Na ocasião, ele escreveu no seu diário:
"Se os meus olhos não me deixam obter informações sobre homens e eventos, sobre ideias e doutrinas, terei de encontrar uma outra forma."
Em 1821, quando Louis Braille tinha somente 12 anos, Charles Barbier, capitão reformado da artilharia francesa, visitou o instituto onde apresentou um sistema de comunicação chamado de escrita noturna. [1] Tratava-se de um método de comunicação táctil que usava pontos em relevo dispostos num retângulo com seis pontos de altura por dois de largura e que tinha aplicações práticas no campo de batalha, quando era necessário ler mensagens sem usar a luz que poderia revelar posições. Assim, era possível trocar ordens e informações de forma silenciosa. Usava-se uma sovela para marcar pontinhos em relevo em papelão, que então podiam ser sentidos no escuro pelos soldados. A escrita noturna baseava-se numa tabela de trinta e seis quadrados, cada quadrado representando um som básico da linguagem humana. Esta ideia de usar um código para representar palavras em forma fonética foi introduzido no Instituto. Louis Braille dedicou-se de forma entusiástica ao método e passou a efetuar algumas melhorias.
Assim, nos dois anos seguintes, Braille esforçou-se em simplificar o código. Por fim desenvolveu um método eficiente e elegante que se baseava numa célula de apenas três pontos de altura por dois de largura. O sistema apresentado por Barbier, era baseado em 12 pontos, ao passo que o sistema desenvolvido por Braille é mais simples, com apenas 6 pontos. [2] Em 1824, com apenas 15 anos, Louis Braille terminou o seu sistema de células com seis pontos. Pouco depois, ele mesmo começou a ensinar no instituto e, em 1829, publicou o seu método exclusivo de comunicação que hoje tem o seu nome. Exceto algumas pequenas melhorias, o sistema permanece basicamente o mesmo até hoje.


Apesar de tudo, levou tempo até essa inovação ser aceita. As pessoas com visão não entendiam quão útil o sistema inventado por Braille podia ser, e um dos professores principais da escola chegou a proibir seu uso pelas crianças. Felizmente, tal decisão teve efeito contrário ao desejado, encorajando as crianças a usar o método e a aprendê-lo em segredo. Com o tempo, mesmo as pessoas com visão acabaram por perceber os benefícios do novo sistema. No instituto, o novo código só foi adotado oficialmente em 1854, dois anos após a morte de Braille, provocada pela tuberculose em 6 de janeiro de 1852, com apenas 43 anos.
Na França, a invenção de Louis Braille foi finalmente reconhecida pelo Estado. Em 1952, seu corpo foi transferido para Paris, onde repousa no Panthéon. WIKI

[1] Escrevendo no escuro, blog EM
[2] Sistema Braille, blog Nova Acta

20 julho, 2015

Quatro razões para você ler literatura

Você provavelmente se lembra da sensação de desagrado quando tinha de ler livros de literatura como dever escolar. Era difícil ter o desejo de ler livros antigos sobre coisas antigas, quando havia tantas coisas acontecendo...
Mas... aqui estão quatro razões pelas quais você deve ler esses livros:
  1. Eles economizam seu tempo. Pode parecer uma perda de tempo, mas a literatura permite acessar e experimentar uma gama de emoções e informações que você levaria incontáveis ​​vidas para alcançar equivalentes resultados.
  2. Fazem de você uma pessoa mais agradável. A literatura lhe dá a oportunidade de ver as coisas do ponto de vista de outra pessoa, sendo a melhor maneira de desenvolver a empatia pelos outros.
  3. São uma cura para a solidão. Através dos livros, os escritores nos ajudam a refletir sobre quem somos. Somos todos meio estranhos, não é mesmo? E, às vezes, podemos nos sentir como ninguém. Mas a literatura abre nossos olhos para esta verdade: todo mundo é uma pessoa estranha e interessante.
  4. Eles preparam você para o fracasso. O medo do fracasso pode estar dentro de todos, mas quando você lê as histórias dos altos e baixos de tantos personagens, isso mostra que não há problema em falhar. Você pode ver que o fracasso é uma parte da vida.
Então, abra um livro e deixe-se perder nas histórias dos outros. O livro pode ajudá-lo em mais maneiras do que você pensava.

Four Reasons Why You Should Read Literature, por Patrick Allan. In: lifehacker

20 setembro, 2014

Dotsies


Dotsies é uma fonte que usa pontos em vez de letras.
O alfabeto latino (ABC. ..), que foi criado há milhares de anos, é otimizado para a escrita. Dotsies é otimizado para a leitura.
Por que eu deveria me importar?
Como as letras latinas são otimizadas para a escrita à mão, elas ocupam espaços desnecessários. Seus olhos têm de se mover em um ritmo frenético, da esquerda para a direita, para ler o texto. Com as letras Dotsies essa tarefa é encurtada. (sic)
Obtenha mais espaço na tela. Economize papel. Tenha uma experiência de leitura mais confortável.
Éoquediz: http://dotsies.org

Dr. Carta Pácio e suas meias palavras

08 janeiro, 2014

Uma rede de leitura

Desde que você tenha bibliotecários ágeis, aqui está um excelente projeto para uma biblioteca pública.
É ideia do Playoffice, um estúdio de design na Espanha, que concentra seus projetos em objetos e espaços para crianças.


Vem ao encontro de um hábito que eu cultivo desde a infância: o de ler na rede. O meu azar foi não haver essa grandona quando eu era criança.

Onde se balançar mais
Estantes interessantes e A estante de Sallie

17/01/2014 - Atualizando ...
Librocubicularista (librocubicularist, em inglês) é alguém que lê na cama. VÍDEO