Deixemos que Eno Wanke, o grande divulgador do gênero, nos "explique" o significado.
"Clec é um substantivo masculino singular. Bastante singular, até. Embora sendo um germanismo (vem do alemão Kleck) não adianta ir procurar-lhe o significado na língua original.Os clecs não foram inventados. Como Adão já encontrou os animais no Paraíso, o autor já os encontrou perambulando por aí, sem nome. E, ainda como Adão nomeou seus irmãos irracionais, assim o autor resolveu batizá-los de clecs.Os clecs são frases surrealistas, brincam de ser trocadilhos, são também afirmações perplexas, negativas enfaticamente positivas, minicontos, minicrônicas, que mais? Não se sabe. São tudo e não são nada. São mil, são uma coisa só. Procedem do futuro, do passado, do presente instável.É preciso prescrutar-lhe o mistério. Revelam o quê? A sabedoria ou a ignorância do autor? São conscientes ou subconscientes? Ou estão apenas cientes de existirem.Ah, perguntas! Por que insistir? Os clecs não respondem perguntas nem fazem perguntas. Eles apenas são. São o quê? Pois clecs, oras!"
Eno Teodoro Wanke (Ponta Grossa, PR, 28 de junho de 1929 – Rio de Janeiro, RJ, 28 de maio de 2001), que foi um engenheiro da Petrobrás e poeta, teve uma forte presença no cenário literário brasileiro a partir de 1960. Escrevia principalmente minicontos, trovas e clecs, muitos clecs (como ele chamava os seus pensamentos humorísticos). A frase que foi citada por Ceó é um destes. Eis outros exemplos de seus clecs: