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02 dezembro, 2015

O verdadeiro efeito estufa

Deve haver uma história por trás desta.
Em 1900, Ludwig Ederer patenteou uma "cama de alarme" para acordar o encarregado de uma estufa quando a estufa fica muito fria.
Se a pressão do vapor na caldeira cai, a cama se inclina para a posição vertical a fim de que o dorminhoco deslize ou role para fora. Lembrando-o, assim, que o vapor do sistema está abaixo de um certo ponto, o que pode colocar em risco a vida das plantas no interior da estufa.

Depois que alimentou o fogo, ele pode então voltar para a cama e sonhar, sonhar, sonhar... com a obtenção de um emprego melhor.
Green Activism, Futiliy Closet

19 maio, 2008

Sexador de pintos

Este termo se refere à pessoa que faz a seleção de pintos por sexo. Na Classificação Brasileira de Ocupações, a CBO, do Ministério do Trabalho e Emprego, encontra-se sob o código 6235-25, e deste profissional se requer que tenha: 1) nível médio de escolaridade; 2) prática de um a dois anos no local de trabalho.
Que faz o sexador de pintos? Poucas horas após o nascimento destes, examina as características da cloaca, a tonalidade da penugem e a forma da asa para fazer a separação dos pintos por sexo. Com este trabalho, o sexador antecipa as utilizações específicas para essas aves.
A CBO não registra, mas descobri que existe também o sexador de cochinilhas: o profissional que separa estes insetos conforme o sexo. Mas que faz isto exclusivamente com as espécies de cochinilhas que apresentam interesse comercial. Como, por exemplo, com as espécies das quais se extrai o corante carmim. E, como este corante é encontrado somente no corpo das fêmeas, daí a necessidade de serem elas previamente identificadas.

Para ler no trabalho: Sexador de cochinillas: Un oficio con futuro (em espanhol). Aqui.

19 janeiro, 2008

Cordeiros

Vendo a reportagem na televisão eu tomei conhecimento de que o carnaval baiano passa por uma dificuldade: recrutar cordeiros. Os cordeiros são aquelas pessoas contratadas pela organização dos blocos para garantir a segurança dos foliões pagantes. Fazendo o trabalho por meio de cordas que criam um espaço exclusivo para os foliões dos blocos, isolando estes dos chamados “pipocas”. Como lidam com cordas são conhecidos por cordeiros. Agora, porque não estão se apresentando para o trabalho desta temporada a explicação parece óbvia. O anúncio de diárias de apenas 20 reais para os cordeiros que estiverem dispostos a encarar o empurra-empurra da avenida.
Mas será que existe mesmo a ocupação de cordeiro?
Uma consulta on line na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) do Ministério do Trabalho e Emprego me mostra que a ocupação existe oficialmente.


Só que os cordeiros da CBO são de outro "rebanho". Pois pertencem ao grupo dos mantenedores de edificações, têm o código 9914-10 e são descritos como conservadores de fachadas. O que significa dizer que dependem de cordas para o trabalho, também.
Aliás, dependem das cordas para a vida.