Seu consumo é um ato de degustação, geralmente acompanhado de comentários e comparações sobre as qualidades daquela garrafa da bebida, ressaltando sua cor, doçura, cristalinidade, leveza ou densidade, qualidades que derivam tanto dos cajus escolhidos, quanto das técnicas de cada produtor. Essas referências revelam o sentimento de pertencimento do grupo ou família produtora e reforçam os laços entre os membros das redes familiares por onde a cajuína circula.
Atribui-se a invenção da cajuína (de acordo com Rachel de Queiroz) a Rodolfo Teófilo, um farmacêutico, escritor e pesquisador cearense (nascido na Bahia) que viveu entre 1853 e 1932. Em 2014, esta bebida típica do Piauí e do Ceará foi reconhecida pelo IPHAN como Patrimônio Cultural Brasileiro.
http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/286
A canção "Cajuína"
Nasceu de uma experiência pessoal (de luto) de Caetano Veloso, após a morte em 1972 do amigo e poeta Torquato Neto, importante figura da Tropicália. Ao visitar a família de Torquato em Teresina, Caetano foi acolhido pelo pai do poeta, Seu Eli, que lhe serviu cajuína e lhe presenteou com uma rosa. Essa experiência do acolhimento em Teresina, com a cajuína cristalina da cidade, inspiraram a composição desta música, que explora questões sobre a vida e a morte.
Nasceu de uma experiência pessoal (de luto) de Caetano Veloso, após a morte em 1972 do amigo e poeta Torquato Neto, importante figura da Tropicália. Ao visitar a família de Torquato em Teresina, Caetano foi acolhido pelo pai do poeta, Seu Eli, que lhe serviu cajuína e lhe presenteou com uma rosa. Essa experiência do acolhimento em Teresina, com a cajuína cristalina da cidade, inspiraram a composição desta música, que explora questões sobre a vida e a morte.
http://globoplay.globo.com/v/3119899/
Existirmos: a que será que se destina? (Dm) (Gm/6)
Pois quando tu me deste a rosa pequenina (A7) (Dm)
Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina (D7) (Gm)
Do menino infeliz não se nos ilumina (C7) (F)
Tampouco turva-se a lágrima nordestina (D7) (Gm)
Apenas a matéria vida era tão fina (A7) (Dm)
E éramos olharmo-nos, intacta retina (D7) (Gm)
A cajuína cristalina em Teresina. (A7) (Dm)
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