10 abril, 2026

A geração mimeógrafo

O mimeógrafo tornou-se o símbolo da nova geração literária. Um equipamento simples e acessível que possibilitava imprimir poemas em pequenos livretos artesanais, cujas edições tinham um acabamento simples, propositalmente improvisado. E que eram vendidas diretamente pelos autores, nas ruas, praças, bares e universidades, assim permitindo uma maior flexibilidade na divulgação de suas obras.
Autores que se destacaram nesse cenário marginal:
Cacaso, nome artístico de Antônio Carlos de Brito, que ganhou publicidade com a antologia "26 poetas hoje"; Chacal, pseudônimo de Ricardo de Carvalho Duarte, autor de "Preço da Passagem", livro que foi vendido para que ele pudesse conhecer de perto a contracultura na Inglaterra; Paulo Leminski, que preferia fazer poemas breves, trocadilhos, haicais e brincar com ditados populares; Waly Salomão, autor do livro "Me segura qu'eu vou dar um troço"; e o compositor Torquato Neto, um dos participantes do movimento tropicalista.

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