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"A Gripe do Pasquim"

A famosa "Gripe" que assolou o Pasquim aconteceu de 1.º de novembro a 31 de dezembro de 1970. Nesse período, nove jornalistas do semanário estiveram encarcerados. Era a época do governo Médici, o período mais duro do regime militar (em que tudo podia acontecer aos presos políticos, inclusive o desaparecimento físico).
Foram presos Paulo Francis, Jaguar, Ziraldo, Luiz Carlos Maciel, Paulo Garcez, Flavio Rangel, Sérgio Cabral, Tarso de Castro e Fortuna.
Durante o período em que estiveram de cana, o jornal manteve-se em circulação editado por Millôr Fernandes, Henfil e Martha Alencar. E colaboraram com "O Pasquim", entre outros, Chico Buarque, Antônio Callado, Odete Lara, Jô Soares e Glauber Rocha.
A prisão ficou conhecida como "A Gripe", pois era com esta ironia que justificavam no jornal a ausência da maior parte da equipe. Além de fazer seus desenhos, Henfil também fez cartuns imitando o estilo de cartunistas presos, o que deixava os militares intrigados. "Pô!", diziam, "saiu um desenho do Fortuna. Mas o Fortuna não está aqui preso?".
Essa cana foi motivada por uma paródia do quadro "Independência do Brasil", que foi considerada "extremamente desrespeitosa" pela repressão. O cartunista Jaguar reproduziu o quadro de Pedro Américo no Pasquim, apresentando D. Pedro, com a espada erguida, gritando: — Eu quero mocotó!
Vejam…..


Fonte: http://bndigital.bn.gov.br/dossies/o-pasquim/memorias/

http://blogdopg.blogspot.com/2019/12/girias-do-pasquim.html
http://blogdopg.blogspot.com/2019/12/a-censura-previa-no-pasquim.html
http://blogdopg.blogspot.com/2019/04/eu-quero-mocoto.html
http://blogdopg.blogspot.com/2017/11/falou-e-disse.html
http://blogdopg.blogspot.com/2008/09/o-pasquim-e-mpb.html
http://blogdopg.blogspot.com/2007/10/geek-geek-net-net.html

30 julho, 2020

Os Simpsons "previram" a nota de 200 no Brasil

Há 6 anos
Uma pasta cheia de cédulas de R$ 200 é exibida durante o 16.º episódio da 25.ª temporada da animação e  foi ao ar em 2014.
Em "You Don't Have to Live Like a Referee" (Você Não Precisa Viver Como um Árbitro), Homer se torna árbitro da Copa do Mundo e passa por diversos testes de suborno em sua viagem pelo Brasil. Num destes testes, oferecem uma pasta com notas de R$ 200, que reaparecem em outros momentos do episódio.
A cédula de R$ 200 entrará em circulação no final de agosto de 2020, tendo a figura de um lobo guará. O anúncio do lançamento da nova nota provocou memes por toda a rede social.

http://twitter.com/EntreMentes c/ vídeo

Conversão
1 real = 100 centavos
10 reais = 1.000 centavos
100 reais = 10.000 centavos
1 lobo guará = 20.000 caraminguás

O ponto fraco dos tardígrados


A estratégia de sobrevivência dos tardígrados, animais microscópicos (vídeo TED), é simples, porém eficaz: eles retraem suas oito patas e a cabeça e se deixam desidratar. Assim, ainda que sejam jogados em uma fogueira, submetidos ao vácuo do espaço ou congelados, eles sobreviverão.
Eles perdem quase toda a água do corpo — e seu metabolismo diminui para 0,01% da taxa normal.
Não à toa que são conhecidos como as criaturas mais resistentes do planeta.
Mas um grupo de cientistas da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, identificou o que pode ser uma ameaça para esses seres aparentemente indestrutíveis: o aquecimento global.
A pesquisa se baseou em espécies encontradas em países nórdicos, segundo informou Ricardo Cardozo Neves, principal autor do estudo, publicado na revista científica Scientific Report.
Mas é aí que vem a pergunta: se são tão resistentes, quanto a temperatura da água teria que aumentar para ser um problema?
Segundo os cientistas, não se trata da temperatura, mas do tempo de exposição a ela.
Podemos concluir que "os tardígrados ativos são vulneráveis a altas temperaturas que permanecem constantes", afirma o pesquisador na publicação. "Mas com uma aclimatação prévia, é possível que essas criaturas possam se adaptar ao aumento das temperaturas em seu habitat natural".

http://www.terra.com.br/noticias

Arquivo
Máquinas de viver e O acidente que espalhou tardígrados na Lua

29 julho, 2020

Pato ou coelho?

A ilusão do pato-coelho apareceu pela primeira vez em 1892, em uma revista de humor alemã, Fliegende Blätter, tendo sido Joseph Jastrow quem a popularizou.


No poderoso algoritmo de classificação de imagem, usado pelo Google para o  reconhecimento automático de imagens, o resultado depende do ângulo em que a imagem é olhada. Assim é que pode ser pato, coelho, os dois e nenhum dos dois.


N. do E.
Em abril de 2015, o blog EM publicou esta nota: Coelho ou pato?
Os especialistas acreditam que as pessoas mais criativas poderão ver os dois bichos mais rapidamente do que aqueles que reconhecem rapidamente um deles e acham difícil encontrar o outro.

Eu tive um sonho (2)

Foi um sonho medonho,
Desses que, às vezes,
A gente sonha e baba na fronha
E se urina toda e já não tem paz.
Pois eu sonhei contigo e caí da cama.
Ai, amor, não briga! Ai, não me castiga!
Ai, diz que me ama e eu não sonho mais!
Chico Buarque

Se você vir um mictório durante o sonho, não o use.


Vai molhar a cama.

28 julho, 2020

A música no cemitério

Quando Beethoven morreu, foi enterrado em um cemitério no pátio de uma igreja. Alguns dias depois, o pinguço da cidade estava andando pelo cemitério e ouviu um barulho estranho vindo da área onde Beethoven estava enterrado. Aterrorizado, o bêbado saiu correndo e trouxe o padre para ouvir também. O padre inclinou-se perto do túmulo e ouviu uma música fraca e irreconhecível vinda de lá de dentro. Assustado, o padre correu e trouxe o magistrado da cidade.


Quando o magistrado chegou, inclinou o ouvido para o túmulo, ouviu por um momento e disse: "Ah, sim, é a Nona Sinfonia de Beethoven, sendo tocada de trás para frente".
Ele escutou um pouco mais e disse: "agora, está tocando a Oitava Sinfonia, e também é invertida. Que estranho". O magistrado continuou ouvindo; "agora, a Sétima ... a Sexta ... a Quinta ... todas de trás para frente..."
De repente, o magistrado entendeu o que estava acontecendo. Ele se levantou e anunciou à multidão de curiosos que estava no cemitério:
"Meus concidadãos, não há com o que se preocupar. É apenas Beethoven decompondo."

TudoPorEmail

Uma faísca inesperada de percepção

"Por mais longa que seja a vida de um ator, ele não tem como declarar: 'Estou pronto'. E se fizer, não é do ramo, Embora no teatro se repita, dia após dia, o mesmo gesto, a mesma intenção, o mesmo texto, dentro da mesma encenação, repentinamente 'uma faísca inesperada de percepção' revela outra zona a seguir – que depende de sua inquietação, Em Reflexões de um comediante, de Jacques Copeau, lê-se sobre essa 'anomalia':
"Nisto consiste o mistério – que um ser humano possa pensar e tratar a si próprio como matéria de sua arte. Ao mesmo tempo agir e ser o que é manobrado. Homem natural e marionete."
— Fernanda Montenegro, em sua autobiografia Prólogo, ato, epílogo: Memorias.

27 julho, 2020

Hipótese da Terra Rara

Segundo esta hipótese, a vida extraterrestre complexa é um fenômeno improvável e provavelmente raro. O termo "Terra Rara" se origina de "Terra Rara: Por que a vida complexa é incomum no universo" (2000), um livro de Peter Ward, geólogo e paleontólogo, e Donald E. Brownlee, astrônomo e astrobiólogo, ambos professores do Universidade de Washington. [1]
🔽🔼
A Equação de Drake, um argumento probabilístico usado para estimar o número de civilizações extraterrestres ativas e comunicativas na galáxia da Via Láctea. Resume os principais conceitos que os cientistas devem contemplar ao considerar a questão de outra vida radiocomunicativa. É pensada mais apropriadamente como uma aproximação do que como uma tentativa séria de determinar um número preciso.
A equação de Drake é:
Onde:
N = o número de civilizações em nossa galáxia com as quais a comunicação pode ser possível (ou seja, quais estão em nosso atual cone de luz do passado); e
R = a taxa média de formação de estrelas em nossa galáxia
fp = a fração daquelas estrelas que possuem planetas
ne = o número médio de planetas que podem potencialmente suportar a vida por estrela que possui planetas
fl = a fração de planetas que poderiam sustentar a vida que realmente desenvolve a vida em algum momento (life-friendly planets)
fi = a fração de planetas com vida que realmente passam a desenvolver inteligente vida (civilizações)
fc = a fração de civilizações que desenvolvem uma tecnologia que libera sinais detectáveis ​​de sua existência no espaço
L = o período de tempo durante o qual essas civilizações liberam sinais detectáveis ​​no espaço.
Utilidade
A equação de Drake equivale a um resumo dos fatores que afetam a probabilidade de detectar radiocomunicação a partir de uma vida extraterrestre inteligente. Os últimos quatro parâmetros, fl , fi, fc e L , não são conhecidos e são muito difíceis de estimar, com valores que variam em várias ordens de magnitude. Portanto, a utilidade da equação de Drake não está na solução, mas na contemplação de todos os vários conceitos que os cientistas devem incorporar ao considerar a questão da vida em outros lugares, e porque dá à questão da vida em outros lugares uma base para a análise científica.[2]

O porto de Roterdã

O porto de Roterdã é o maior porto marítimo da Europa. Está localizado na cidade de Roterdã, na Holanda do Sul, nos Países Baixos. De 1962 até 2002, foi o porto mais ativo do mundo. Atualmente, foi ultrapassado por portos asiáticos como os de Singapura e de Xangai.
Abrangendo 105 quilómetros quadrados, o porto agora estende-se por uma distância de quarenta quilómetros.
As autoridades portuárias capricharam neste informativo que mostra o desenvolvimento do porto de Roterdã, de 1400 a 2030.


No início, o porto estava mais perto do centro da cidade (o que facilitava a transferência de cargas entre barcos marítimos e fluviais). A extensão acompanhou pari passu a recuperação de terras na Holanda.

26 julho, 2020

Capacete micênico


O tipo mais comum de capacete micênico (Grécia, c. 1600-1100 a.C., no final da Idade do Bronze) é o cônico reforçado com fileiras de presas de javali. Este tipo foi amplamente utilizado e se tornou a peça mais identificável da armadura micênica, tendo sido usada desde o início até o colapso da cultura micênica. Consistia de um gorro de couro forrado de feltro, com várias fileiras de presas de javali cortadas e costuradas sobre ele, além de guardas para as bochechas e de um duplo gancho de osso em sua parte superior.

Túmulo 515, Micenas, Grécia (séc. 14 a 15 a.C.)
Museu Arqueológico Nacional, Atenas.

Outros capacetes:
viking | de carregação | anticola | do Batman

Sérgio Ricardo (18/06/1932 - 23/07/2020)

Ícone da bossa nova e do Cinema novo, Sérgio Ricardo (nome artístico de João Lutfi) saiu de cena aos 88 anos, na manhã de anteontem, 23 de julho, na cidade do Rio de Janeiro. Deixou um importantíssimo legado para a música e o cinema brasileiros. "Junto com Geraldo Vandré e Carlos Lyra, Sérgio trouxe a bossa nova para olhar de perto a realidade brasileira", no expressar de Renato Terra.
É autor de "Zelão" (Todo morro entendeu quando Zelão chorou / Ninguém riu nem brincou / E era carnaval), "Enquanto a tristeza não vem" (Tristeza mora na favela / Às vezes, ela sai por aí), "O nosso olhar" (Viu / Quanta coisa linda / Você e eu sentimos) e "Folha de papel" (Olha só o que o vento faz com o papel / E traga a notícia que for), "Vidigal" (Não se brinca com o poder / Que o poder do povo é bem maior) e muitas outras composições.
Sua obra cinematográfica inclui a direção de cinco longa-metragens: "Esse mundo é meu" (1964), "Quatro contra o mundo" (1970, com outros três diretores), "Juliana do amor perdido" (1970), "A noite do espantalho" (1974) e "Bandeira de retalhos" (2018) e de vários curtas, além da trilha sonora que fez para o antológico filme "Deus e o diabo na terra do sol" (1964), de Glauber Rocha.
Cinema na Música (show completo).
Gravado no Teatro da UFF (RJ), em 2018, e depois apresentado em vários palcos do país. Neste espetáculo musical e visual, Sérgio dividiu as faixas com os filhos Marina Lutfi, Adriana Lutfi (vozes) e João Gurgel (voz e violão), acompanhados por Lui Coimbra (violoncelo), Marcelo Caldi (piano e acordeon), Alexandre Caldi (sopros), Diego Zangado (percussão) e Giordano Gasperin (baixo), e contou com a participação de Dori Caymmi, Alceu Valença, Geraldo Azevedo e João Bosco. A gravação é resultado da parceria entre Cacumbu Produções, Biscoito Fino e Canal Brasil, que o transformou em especial de TV.


Sérgio Ricardo jamais mereceu o estigma de ser lembrado como o cantor intempestivo que, em 1967, quebrou o próprio violão no palco do III Festival de Música Popular Brasileira e arremessou o instrumento na plateia que o vaiava e o impedia de cantar o samba autoral "Beto bom de bola".

25 julho, 2020

A arte digital de Adam Martinakis

Nascido em Lubań, Polônia, em 1972, é descendente de poloneses e gregos. Mudou-se para Atenas, Grécia em 1982.

Esculturas. Ilustrações. Fotos. Cinemagraphs.

Adam Martinakis, por ele mesmo
  • Imaginar a arte como uma ponte, uma conexão entre o espírito e o material, os vivos e os ausentes, o pessoal e o universal. 
  • Explorar o desconhecido da luz e da escuridão em uma coexistência suplementar que forma o horizonte de eventos da criação. 
  • Compor cenas da inexistência, o eco do vazio vivo, imerso na metafísica da percepção.
Website oficial
"Eu moldo ideias e ideias me moldam". - AM

Uma precária compensação

Posso dizer que, como escritor, eu sou, de certa forma, aquele mesmo menino que, perdendo o pai assassinado no dia 9 de outubro de 1930, passou o resto da vida tentando protestar contra sua morte através do que faço e do que escrevo, oferecendo-lhe esta precária compensação e, ao mesmo tempo, buscando recuperar sua imagem, através da lembrança, dos depoimentos dos outros, das palavras que ele deixou.
— Ariano Suassuna, em seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras, em 9 de agosto de 1990

Calendário Ariano
2007 Ariano e os computadores
2013 Por causa de uma gravata...
2014 Ariano Suassuna, o homem da esperança
2015 O episódio de "La Cumparsita"
2018 A chegada de Suassuna ao Céu
2019 O carrinho de mão virado

No dia 25 de julho comemora-se o Dia Nacional do Escritor, data instituída em 1960 pelo então presidente da União Brasileira de Escritores, João Peregrino Júnior, e por seu vice-presidente, o célebre escritor Jorge Amado.

24 julho, 2020

Desafios interprofissionais

1
Um matemático, um físico e um engenheiro recebem uma bola como desafio. Dizem que precisam encontrar seu volume, que podem fazer o que quiserem e que dispõem do tempo que for necessário.
O matemático pega uma fita métrica, mede a circunferência, divide-a por 2 pi para encontrar o raio, eleva o resultado para o cubo, multiplica-o novamente por pi, depois por 4/3 e com isso dá a solução.
O físico enche um balde com 10 litros de água, coloca a bola no topo e mede o deslocamento do líquido até 6 casas decimais.
O engenheiro procura o número de série da bola e consulta no catálogo do fabricante.
(http://naukas.com/2018/10/01/humor-y-matematicas-vi/)
2
Um engenheiro, um físico e um matemático são levados a um campo para um desafio. A cada um deles são dados 100 metros de tela, e pedem que eles façam uma cerca que inclua a maior área possível, usando a menor quantidade de material.
O engenheiro faz uma cerca em forma de círculo e declara que ele construiu o projeto mais eficiente possível.
O físico pega sua tela, coloca-a em linha reta e diz: "Podemos supor que o comprimento é infinito e cercar a metade do planeta é a maneira mais eficiente de fazê-lo".
O matemático ri de ambos. Ele pega um pequeno pedaço de tela, faz uma cerca ao redor de si mesmo e diz: "Eu defino que estou fora da área cercada".
(http://naukas.com/2019/07/23/humor-y-matematicas-ix/)

Ode à natureza

"Minha filha precisava memorizar um poema para uma apresentação na escola e me perguntou se eu conhecia um bom poema sobre a natureza. É claro que existem muitos bons poemas, mas eu realmente queria que ela tivesse a coisa mais poética já escrita sobre a natureza - o último parágrafo de 'A Origem das Espécies', de Darwin - apresentada em verso. Então, eu tentei." ~ Liza Gross
http://blogs.plos.org/biologue/2012/12/05/darwins-tangled-bank-in-verse

The Tangled Bank

Contemple um riacho luxuriante
Atapetado com muitos tipos de plantas
Insetos e pássaros volitando, aqui e ali,
Vermes rastejando na terra úmida

Reflita que essas formas
Elaboradas e diferentemente construídas
Foram produzidas por um conjunto bem simples
De normas em ação

Crescimento, reprodução e herança
Variação para transmitir
A seleção natural que por fim leva
À extinção dos menos aptos

Da guerra da natureza
Da fome e da morte
Siga as espécies mais exaltadas
Que já respiraram

Há grandeza nessa visão da vida
E seus poderes ainda não acabaram
Tendo sido originalmente inspirados
Em algumas formas ou apenas uma

E de um começo tão simples
Como jamais poderia ser imaginado
As infinitas formas mais belas e maravilhosas
Continuamente evoluem

A escolha do termo Tangled Bank originou-se do livro de Charles Darwin, "A origem das
espécies", que foi publicado em 1859 com o título "On the Origin of Species by Means of Natural
Selection or the Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life" (Da Origem das Espécies por Meio da Seleção Natural ou a Preservação de Raças Favorecidas na Luta pela Vida).
Eis o trecho que inspirou esta ode à natureza:
“É interessante contemplar um riacho luxuriante, atapetado com numerosas plantas pertencentes a numerosas espécies, abrigando aves que cantam nos ramos, insetos variados que volitam aqui e ali, vermes que rastejam na terra úmida, se se pensar que estas formas tão admiravelmente construídas, tão diferentemente conformadas, e dependentes umas das outras de uma maneira tão complexa, têm sido todas produzidas por leis que atuam em volta de nós. Estas leis, tomadas em seu sentido mais lato, são: a lei do crescimento e reprodução; a lei da hereditariedade que implica quase a lei de reprodução; a lei de variabilidade, resultante da ação direta e indireta das condições de existência, do uso e não uso; a lei da multiplicação das espécies em razão bastante elevada para trazer a luta pela existência, que tem como consequência a seleção natural, que determina a divergência de caracteres, a extinção de formas menos aperfeiçoadas. Assim, da guerra da natureza, da fome e da morte, o objeto mais exaltado que somos capazes de conceber, a saber, a produção dos animais superiores, segue diretamente. Há grandeza nessa visão da vida, com seus vários poderes, tendo sido originalmente inspirada em algumas formas ou em uma; e que, embora este planeta tenha andado de bicicleta de acordo com a lei fixa da gravidade, desde um começo tão simples as infinitas formas mais belas e maravilhosas foram e estão sendo desenvolvidas. (Darwin, 1859, p. 554).

Nova Acta
Post 1145 - A biodiversidade altera as estratégias de evolução bacteriana

23 julho, 2020

Salvando o negócio

por Miguel Paiva, Brasil 247
17 de julho de 2020 11:05


A melhor forma de combater a corrupção é, e sempre será, os operadores do Direito agirem dentro dos estritos limites da LEI.

Como tratar um ataque cardíaco no centauro

Dr. Wu e Dr. Funk discutiram no Twitter sobre o tratamento adequado de um centauro tendo um ataque cardíaco. Onde está o coração? Ele tem mais de um coração? Afinal, há animais que têm corações auxiliares (o polvo, por exemplo), e um centauro tem corpo sobrando...
E os pulmões?
Se você é um centauro que está tendo um ataque cardíaco, não se preocupe: Drs. Wu, Funk e amigos estão no caso.

Imagem: veio daqui

E a discussão foi levada ao MetaFilter. É confortante saber que existem muitos seres humanos interessados em resolver um problema como este.

Feijoada no bidê

Hugo Leão de Castro (1934-1977) era artista plástico, atuava em teatro, cinema  e escrevia roteiros para a televisão. Foi colaborador do Pasquim e andava sempre na companhia de um ratinho branco (que serviu de inspiração para o Sig). E foi, ele mesmo, a inspiração para o cartunista Jaguar criar o personagem Capitão BD que, ao pronunciar uma palavra mágica (a da marca de uma cerveja), ganhava superpoderes. Mas só dentro dos limites do bairro de Ipanema.
Fundou a feira hippie da praça General Osório e sua maior alegria era participar dos desfiles da Banda de Ipanema em que fingia estar tocando um trombone de verdade.
O apelido surgiu após promover uma feijoada para amigos em seu apartamento. Na falta de panelas, colocou os ingredientes da feijoada em um bidê que acabara de comprar. Virou o Hugo Bidet. De tão popular, o novo "sobrenome", diz Simão Pessoa, passou a ser impresso até em seus talões de cheque.
Em 1977, após escrever uma carta em que dizia estar "louco, irremediavelmente louco", deu um tiro no céu da boca.
Não morreu.
Pediu ajuda ao vizinho, foi tranquilamente de táxi ao hospital e ainda brincou com conhecidos pelo caminho.
Mas, nove dias depois, Ipanema perdia um dos ícones do tempo em que o bairro "era só felicidade".

http://simaopessoa.blogspot.com/2010/10/causos-de-bambas-hugo-bidet.html
http://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,jaguar-conta-com-humor-historias-de-ipanema,20010112p3945

21 julho, 2020

Oração do corno

Deus,
Livre-me de ser corno
Mas, se eu for, que eu nunca desconfie
Se eu desconfiar, que eu nunca tenha certeza
Se eu tiver certeza, que eu nunca acredite
Se eu acreditar, que eu nunca veja
Mas, se eu vir, meu Deus, que eu nunca reaja
Que é para não magoar
Os sentimentos daquela mulher que eu tanto amo.

Em 1994, o médico e poeta cearense Caetano Ximenes Aragão (1927 - 1995) publicou pela Maltese o seu "Ilha dos Cornos".
Com este livro, o médico-poeta Caetano encontrou, no dizer do jornalista Blanchard Girão, uma maneira de ironizar a vaidade e o complexo de superioridade machista do homem brasileiro.
http://preblog-pg.blogspot.com/2016/06/ilha-dos-cornos.html

Carma em tempo real

Karma ou carma (do sânscrito कर्म), significando "ação".


Refere-se ao efeito que nossas ações geram em nosso futuro, tanto nesta como em outras vidas. É a única palavra que conheço em sânscrito.

20 julho, 2020

A piscina com borda infinita

Objeto de desejo de pessoas endinheiradas, a piscina com borda infinita (PBI) deixou de ser uma atração de resorts e hotéis e passou a compor a área de lazer de algumas residências. Este tipo de construção, além de valorizar o imóvel, oferece aos usuários uma sensação de amplitude, já que a linha d’água da piscina se une ao ambiente do entorno, podendo ele ser um jardim, uma lagoa ou até mesmo o oceano.
Veja como a aparente fusão entre a piscina e a natureza oferece um visual fantástico! Esta casa em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, é um exemplo perfeito de uma piscina com borda infinita. Tem-se a impressão de que a água da piscina mistura-se com a água do mar!


Em 2019, a Compass Pools anunciou o projeto de uma piscina a ser colocada no topo de um arranha-céu de 55 andares, em Londres. O Infinity London, que será o primeiro edifício do mundo a incorporar esse design de ponta - uma piscina com 360 graus de vistas desobtruídas da cidade.
http://blogdopg.blogspot.com/2019/07/o-projeto-da-piscina-infinita-de-londres.html
Como a entrada da piscina está oculta, as pessoas começaram a levantar questões sobre como alguém entraria na piscina.


A Compass Pools explica: "Os nadadores acessarão a piscina através de uma escada em espiral rotativa com base na porta de um submarino, saindo do chão da piscina quando alguém quiser entrar ou sair". De acrílico fundido, o piso da piscina será transparente, de modo que os nadadores serão vistos pelas pessoas que estiverem no interior do edifício.
Mas essa não é a única tecnologia exclusiva da piscina. Os designers encontraram uma maneira de garantir que o vento não sopre a água para as ruas. Eles incluíram um anemômetro embutido para monitorar a velocidade do vento. Ele está vinculado a um sistema de gerenciamento de edifícios controlado por computador que também cuida da temperatura da água.

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Não é uma PBI:
a piscina do resort após a passagem de um tsunami;
a da vinheta do Fantástico, aquela que os dançarinos aparecem emergindo;
e a deste truque fotográfico para o anúncio de uma imobiliária.

19 julho, 2020

Pregação às galinhas

John Lewis (21/02/1940, Alabama, EUA - 17/07/2020, Georgia, EUA)
Aclamado como "curador do coração da democracia", ele foi a prova de que os começos mais humildes podem gerar vidas de um imponente heroísmo.
Muito antes de ser uma figura-chave na luta contra a segregação racial nos EUA e de tornar-se um congressista, o pequeno John era um dos nove irmãos que viviam na fazenda da família no sul do Alabama. Foi nesse ambiente improvável, de trabalho pesado e amor, que o jovem Lewis encontrou sua voz como líder.
John queria ser um pregador quando crescer - um líder cujas palavras estimulam o coração a mudar, a mente a pensar e o corpo a agir. Mas por que esperar? Um dia, ele é encarregado de cuidar das galinhas da fazenda, é quando John descobre que elas formam uma congregação maravilhosa! Então, ele começa a pregar para elas, que o escutam fascinadas com o ritmo de sua voz.

Ilustração: aquarela de E.B. Lewis (em Preaching to the Chickens)

E assim, diante de uma plateia aviária disposta - ou, pelo menos, tacitamente agradável - o garoto inicia sua incursão a uma liderança em crescente ascensão. De membro da Freedom Riders, presidente de comitê de coordenação (não-violenta) por direitos, manifestante na Ponte Edmund Pettus, em Selma, Alabama, a destacado congressista pelo Estado de Georgia.

O estilo lo-fi

Ela Partiu de Tim Maia em versão lo-fi:



Lo-fi é um estilo de produção musical que usa técnicas de gravação de baixa fidelidade (low fidelity). Sua aplicação normalmente é causada por limitações financeiras do artista. Muitos artistas de lo-fi usam gravadores baratos de fita cassete para produzir as músicas. O termo foi criado por um DJ que dedicou, sob esse nome, meia hora de seu programa numa rádio para gravações caseiras, no final da década de 1980. O estilo é amplamente utilizado na música experimental e no trip hop como recurso de distorção e estranhamento. No Brasil, o estilo tem destaque com a série de coletâneas Recife Lo-fi capitaneadas pelo músico e produtor pernambucano Zeca Viana. WIKI

Bom para trazer a molecada para o melhor da música brasileira.

Ver também: O síndico do Brasil

18 julho, 2020

Guinness para o Guinness

O Guinness World Records, conhecido desde o seu início em 1955 até 2000 como o Guinness Book of Records, é um livro de referência publicado anualmente, listando os recordes mundiais de realizações humanas e os fatos extremos do mundo natural. Criado por Sir Hugh Beaver, o livro foi cofundado pelos irmãos gêmeos Norris e Ross McWhirter em Fleet Street, Londres, em agosto de 1954.
O livro em si possui um recorde mundial, como o livro com direitos autorais mais vendido de todos os tempos. Na edição de 2020, já está em seu 65.º ano de publicação, sendo atualmente publicado em 100 países e 23 idiomas. A franquia internacional se estendeu para além da impressão, incluindo séries de televisão e museus.
A popularidade da franquia fez com que o Guinness World Records se tornasse a principal autoridade internacional na catalogação e verificação de um grande número de recordes mundiais.

Nomeando espécies que não existem

Houve casos em que espécies completamente fictícias receberam nomes taxonômicos em revistas científicas. Esses artigos são frequentemente apresentados como humor, como Haggis scoticus vulgaris, mas houve casos em que um artigo sobre uma espécie inexistente foi submetido para revelar a falta de rigorosa revisão por pares na publicação. Foi o caso de uma pulga chamada Ctenophthalmus nepalensis.
Apesar dos muitos nomes estranhos dados a novas espécies, existem regras em taxonomia. Em 1975, Peter Scott e Robert Rines publicaram um artigo na revista Nature que descreveu a espécie Nessiteras rhombopteryx. Conhecemos o animal como o monstro do Lago Ness. A pesquisa foi baseada em fotografias e na capacidade do ambiente poder sustentar uma criatura assim, o que não é tão incomum na ciência.


Nomes científicos também foram dados ao Iéti (Dinanthropoides nivalis), Sasquatch, o Pé Grande (Gigantopithecus canadensis) e sapos esmagados em uma rodovia (Rana magnaocularis).

Mais referências:
http://thereader.mitpress.mit.edu/taxonomania-an-incomplete-catalog-of-invented-species
http://www.neatorama.com/2020/01/15/Taxonomania-An-Incomplete-Catalog-of-Invented-Species

Poderá também gostar de ler:
"Scrotum humanum", a piada perdida

17 julho, 2020

Folclore e cultura

Folclore (do inglês folk-lore: "conhecimento popular"). Termo usado pela primeira vez na carta enviada pelo arqueólogo Ambrose Merton - pseudônimo de Willian Thoms - endereçada à revista londrina "The Atheneum", que a publicou em agosto de 1845.
"Do mesmo modo, ninguém aqui vai me ouvir pronunciar a palavra 'folclore'. Os vínculos entre o conceito erudito de 'folclore' e a discriminação cultural são mais do que estreitos. São íntimos. 'Folclore' é tudo aquilo que não se enquadrando, por sua antiguidade, no panorama da cultura de massa é produzido por gente inculta, por 'primitivos contemporâneos', como uma espécie de enclave simbólico, historicamente atrasado, no mundo atual. Os ensinamentos de Lina Bo Bardi me preveniram definitivamente contra essa armadilha. Não existe 'folclore' o que existe é cultura."
"Cultura como tudo aquilo que, no uso de qualquer coisa, se manifesta para além do mero valor de uso. Cultura como aquilo que, em cada objeto que produzimos, transcende o meramente técnico. Cultura como usina de símbolos de um povo. Cultura como conjunto de signos de cada comunidade e de toda a nação. Cultura como o sentido de nossos atos, a soma de nossos gestos, o senso de nossos jeitos."
Trechos do discurso do cantor e compositor Gilberto Gil, quando tomou posse, em 2 de janeiro de 2003, no Ministério da Cultura, durante a gestão do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Leia aqui a íntegra do discurso de Gil no MinC.

O homem que inventou o emoji

Quando Shigetaka Kurita criou o primeiro emoji em 1999, ele teve que trabalhar com uma grade medindo 12 por 12 pixels.
São 144 pontos, ou 18 bytes de dados, o que significa que o conjunto completo de 176 pictogramas do designer japonês ocupava pouco mais de 3 kilobytes. Uma dose minúscula de informação, mas uma enorme quantidade de significado.
"Se você tivesse o desafio de traduzir 176 idéias, incluindo pessoas, lugares, emoções e conceitos em símbolos de 12 bits, tudo dentro de cinco semanas, a maioria dos designers desmaiaria com a idéia."
Seus emojis foram criados para um propósito muito específico: facilidade de comunicação em um sistema de Internet móvel nascente desenvolvido pela gigante japonesa de telecomunicações NTT DoCoMo. O sistema oferecia e-mails, mas eles eram restritos a 250 caracteres; portanto, os emojis eram uma maneira de dizer mais em um espaço limitado.
Kurita, que tinha apenas 25 anos na época, teve que trabalhar dentro de várias limitações. Mas nenhum foi maior que a escassa resolução de 144 pixels, e é por isso que o emoji original parece tão irregular em comparação aos modernos.
"Não gostei, porque o número de espaços na grade não era um número ímpar, e não conseguir encontrar um centro tornava o desenvolvimento do emoji extremamente trabalhoso", disse Kurita.
Hoje, os emojis são frequentemente criados com gráficos vetoriais, para que possam tecnicamente escalar até uma resolução ilimitada.
Emoji permaneceu em grande parte confinado ao Japão por mais de uma década. Embora tenham sido imediatamente copiados por outras empresas de telecomunicações japonesas, os símbolos não foram padronizados, o que significa que não podiam ser usados ​​em redes diferentes.
Somente em 2010, os emojis foram incorporados ao Unicode, o padrão que governa a codificação do software por texto. Nesse ano, 722 emojis foram lançados no iPhone e no Android.
"No Japão, eles foram um grande sucesso imediatamente, mas o uso de emoji no exterior realmente decolou a partir de 2012, e fiquei surpreso com esse intervalo de tempo", disse Kurita.
Hoje (2018) existem 2.789 emojis na lista oficial do Unicode . Eles parecem muito diferentes da simplicidade pixelizada dos desenhos de Kurita.
"Os emojis contemporâneos não são realmente emojis", disse ele. "Em vez disso, a maioria deles são simplesmente imagens, eu acho. Como dificulta a inserção deles, agora também pode haver muitos. Não parece haver um aumento no tipo de emoji que alguém pode usar apenas uma vez?"
No entanto, Kurita mantém uma visão positiva do impacto dos emojis:
"(Eles são) usados ​​para aprimorar a comunicação digital, centralizada no telefone móvel. Como a comunicação humana não ocorre apenas digitalmente, não acho que os emojis possam prejudicar. isto."
O emoji mais popular, pelo menos no Twitter (https://twitter.com/emojitracker), é o chamado "rosto com lágrimas de alegria", que apareceu em mais de 2 bilhões de tweets desde que um site chamado Emojitracker começou a monitorá-los em 2013.
Quanto ao favorito de Kurita?
"O coração é o meu emoji favorito número um, porque entre os vários emojis, (seu significado) é muito positivo. Eu não gosto de nenhum dos emojis. Outros emojis que eu gostaria de ter criado? O emoji de cocô, mas na época ... NTT DoCoMo (disse) 'não é bom' e eu não consegui criá-lo."

Shigetaka Kurita: The man who invented emoji, CNN Style

17 de julho, #DíaMundialDel Emoji

Bônus: "Emoji, O Filme"
Escondida dentro do app de texto está Textopolis, uma cidade cheia de vida onde os emojis vivem, aguardando ser selecionados pelo dono do telefone celular. Neste mundo, cada emoji tem apenas uma expressão facial - exceto Gene, um emoji que nasceu sem filtro e que se multiplica pelas mais variadas expressões. Determinado a tornar-se "normal" como os outros emojis, Gene conta com uma mãozinha do seu melhor amigo, Hi-5 e com a hacker emoji Rebelde. Juntos, eles embarcam numa aventura épica através dos apps do telemóvel, cada uma com o seu mundo de diversão e perigos, para encontrar o código que irá curar Gene. Mas quando um grande perigo ameaça o telemóvel, o destino de todos os emojis depende destes três amigos que terão de salvar o seu mundo antes que este seja para sempre apagado. Cena: "Just Dance".

16 julho, 2020

A cidade perdida de DeMille


Depois que Cecil B. DeMille terminou o trabalho em seu filme mudo de 1923, "The Ten Commandments" (Os Dez Mandamentos), ele enterrou os enormes conjuntos que foram construídos nas dunas de Guadalupe-Nipomo, na Califórnia.
Não está claro por que o fez - possivelmente ele não tinha fundos para removê-los e não queria que outros cineastas os usassem. Os conjuntos incluíam quatro estátuas do faraó, com 35 pés de altura, 21 esfinges e portões de 110 pés de altura, formando uma "civilização egípcia subterrânea" para os arqueólogos modernos descobrirem.
O tempo deles foi limitado. "Foi como trabalhar com um coelho de chocolate oco", disse Doug Jenzen, diretor executivo da escavação em 2014 no Guadalupe-Nipomo Dunes Center, ao Los Angeles Times. "Eles foram construídos para durar dois meses durante as filmagens em 1923, e essas estátuas ficaram ocultas desde então."

Documento Funarte - Sidney Miller




Sidney Álvaro Miller Filho (18/4/1945 Rio de Janeiro, RJ - 16/7/1980 Rio de Janeiro, RJ)
  • Teve seu trabalho como compositor registrado pela primeira vez em 1965, com a gravação de "Queixa", samba feito em parceria com Zé Kéti e Paulo Tiago.
  • Participou dos seguintes festivais de música: 1965- I Festival de Música Popular Brasileira da TV Excelsior (SP), com a canção "Queixa" (c/ Zé Kéti e Paulo Tiago), interpretada por Cyro Monteiro e classificada em 4º lugar; 1967 - III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record (SP), com a canção "A estrada e o violeiro", interpretada por Nara Leão e Sidney Miller, que recebeu o prêmio de melhor letra; 1968 - I Festival de Juiz de Fora (MG), com a canção "Sem assunto", interpretada por Cynara e Cybele e classificada em 1º lugar.
  • Constam da relação dos intérpretes de suas canções vários artistas, como Nara Leão, Quarteto em Cy, MPB-4, Luiz Eça, Dóris Monteiro, Paulinho da Viola, Luli e Lucina e Joyce, entre outros.
  • Faleceu no dia 16 de julho de 1980 (há 40 anos). A sala em que trabalhava, na Funarte, foi transformada em um teatro, que recebeu o nome de Sala Funarte Sidney Miller.
  • Em 2012, foi homenageado na série "Grandes Discos",do Instituto Moreira Salles, quando o repertório de seu LP de estreia foi interpretado em show realizado por Joyce Moreno (voz e violão) e Alfredo Del-Penho (violão).
  • Em 2017, teve sua obra revisitada no espetáculo "Deixa a dor por minha conta", baseado nas 70 composições deixadas por ele.
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB

Arquivo: Botequim n.º 1 e Todo mundo vai ao circo, blog EM

15 julho, 2020

Nunca perca seus óculos!

Certa vez, tive a súbita sensação de não estar com os óculos no rosto. Então, comecei a procurá-los nos bolsos, no cavalete do quadro-negro, na mesa do projetor de slides...
(Estava dando uma palestra para médicos e enfermeiros do PSF.)
Notando a aflição, um dos ouvintes me avisou:
- Estão na testa, professor.
De fato, estavam, e dei a busca por encerrada.

(pensando) Há um jeito de se precaver.

Obs. A imagem é só ilustrativa.

Das lâmpadas ao símbolo da inventividade

A primeira lâmpada incandescente foi inventada pelo químico britânico Sir Humphry Davy em 1802. Muitos inventores subsequentes melhoraram a invenção de Davy antes da comercialização bem-sucedida da iluminação elétrica por Thomas Edison em 1880, 78 anos depois.
A lâmpada de filamento de carbono de Edison tornou-se obsoleta, quando a lâmpada de filamento de tungstênio foi inventada, em 1904, por Sándor Just e Franjo Hanaman . Foi essa que formou a concepção popular de uma lâmpada, embora existam outras formas importantes de iluminação.
O princípio das luzes fluorescentes já era conhecido desde 1845, e vários inventores, incluindo Edison e Nikola Tesla, trabalharam neles sem sucesso comercial. Várias melhorias foram feitas por muitos outros inventores, até que a General Electric introduziu comercialmente as "lâmpadas de luminescência fluorescentes" em 1938, disponíveis pela primeira vez ao público na Feira Mundial de 1939.
As lâmpadas LED também têm uma longa história, com o primeiro diodo emissor de luz (LED) inventado em 1927 por Oleg Losev. Os LEDs eram inicialmente de baixo brilho, e foram usados ​​como lâmpadas indicadoras e displays de sete segmentos desde 1968. Apenas com o desenvolvimento dos LEDs azuis de alta eficiência por Shuji Nakamura, nos anos 80, foi que os LEDs brancos para aplicações de iluminação tornaram-se práticos. Apesar do custo mais alto do que as lâmpadas incandescentes, os LEDs têm maior eficiência e vida útil mais longa e podem finalmente substituir as lâmpadas em aplicações de iluminação geral.
Em cada caso, mais de 50 anos se passaram entre a invenção inicial e o sucesso comercial em aplicações de iluminação geral.

O símbolo da inventividade
Quando alguém fala em "ideia brilhante", qual é a primeira ilustração que aparece em sua mente? Uma lâmpada acendendo, certo? Pois essa imagem estereotipada tem um embasamento científico, como parece indicar uma recente pesquisa.
Cientistas da Universidade Tufts, em Boston (EUA), estão estudando como uma lâmpada incandescente pode ajudar a ter ideias.
É o que os pesquisadores chamam de "insight". Eles fizeram uma série de experiências com dezenas de estudantes em uma sala. Aplicaram uma série de jogos de lógica e raciocínio rápidos, expondo alguns ao alcance de uma lâmpada incandescente e outros não (em um dos testes, a comparação foi entre uma incandescente – a redondinha, de luz amarela – e uma fluorescente, a lâmpada branca). Os resultados foram sempre superiores com aqueles expostos à lâmpada incandescente, o que sugere que este tipo de lâmpada no ambiente ajuda a melhorar a percepção e clarear as ideias.

Lampadinha

14 julho, 2020

Os estragos do confinamento


No confinamento, algumas ações corriqueiras e brincadeiras inocentes podem se transformar em conflito.
Semana anterior, como alguns gêneros de primeira necessidade já estavam acabando, meu amigo calhorda foi obrigado a ir ao supermercado.
A esposa logo falou, quase gritando:
- Mô, minha mãe tem uns pedidos para fazer!
- Uai, ela tá pensando que sou estrela cadente? Todo mundo que vê saindo faz um pedido?
Estão quase uma semana sem conversar, apenas monossílabos.

Fernando Gurgel

Horóscopo do estudo

Há 1 ano ...
Na tentativa de atrair os estudantes para as ações do MEC, o Ministério da Educação postou nas redes sociais, a série "Horóscopo do estudo", que traçava as características do aluno de acordo com cada signo.
A ideia não foi bem aceita pelos internautas que ironizaram a iniciativa do Ministério. Nos comentários, pessoas associaram os conteúdos à Olavo de Carvalho, considerado o guru do governo Bolsonaro e também astrólogo.
As notas de "Horóscopo do estudo" foram publicadas em 14/07/19 e, diante das reações negativas do público, foram deletadas no dia seguinte.


13 julho, 2020

O velho e o asno

GOUDA, HOLANDA
Escultor: Gijs Assmann (holandês, 1966-)
Ano da escultura: 1998
O quê? Não é porque sou um burro que não posso ser carregado nas costas de um ser humano. Normalmente sou eu quem carrega os pacotes, as crianças, os homens, as mulheres... Às vezes, eles se reúnem nas minhas costas, como em Bremen. Então, pela primeira vez... Além disso, não sou o único, olhe as gravuras de Francisco de Goya (1746-1828), outros burros se beneficiaram deste serviço. Parece até que Goya não é completamente estranho à minha situação, que meu criador foi inspirado por ela... E mas... o que ele faz, por que ele me leva tão perto da água. Ele não vai me jogar no canal? AJUDA! Por favor, venha e me ajude! Estou em Gouda, você me encontrará facilmente graças às indicações do http://statuesquo.blogspot.com.
Resposta
Está bem, ajudo. No Brasil, há uma cadeia de lojas de departamentos em que você poderia substituir uma das réplicas de uma famosa escultura. Escolha a loja em que você quer ficar. O único incômodo são as pessoas que gostam de fazer ordem unida no local. Grite para elas: Brazilië boven alles (Brasil acima de tudo).

Frota do Titicaca


Em 1861, o governo peruano empreendeu uma tarefa inusitada: construir dois navios de guerra no Lago Titicaca - o lago navegável mais alto do mundo. O lago fazia parte da fronteira Peru-Bolívia e o Peru queria estar preparado para futuras hostilidades.
O Peru contratou dois construtores navais britânicos para esse fim. Não havia à época estradas que pudessem levar os navios ao lago. Assim, os construtores trouxeram em mulas os componentes dos navios, por uma região desértica de 225 quilômetros até às margens do Titicaca, onde os navios foram finalmente  montados.
Nenhuma peça poderia pesar mais de 175 quilos - o peso máximo que uma mula conseguiria carregar.
Os construtores dos navios completaram o Yavarí em 1870 e o Yapura em 1872. O Yavarí é agora um navio-museu. Mas o Yapura, que está na foto acima, ainda está em serviço. Por um longo período de tempo, seu motor foi alimentado por caca de lhama, embora eu não tenha conseguido determinar se ainda é.

Fontes: Neatorama e Flota del Titicaca, Wiki

12 julho, 2020

Asilo é o cacete!

O casal que fazia um cruzeiro no Mediterrâneo notou uma senhorinha e a tripulação do barco, garçons, ajudantes etc. todos muito íntimos dela. O casal perguntou ao garçom sobre a velhinha e descobriu apenas que ela estava a bordo nas últimas quatro viagens, ida e volta. Uma tarde, finalmente, o casal abordou a senhora e perguntou sobre as viagens. E ela respondeu singelamente:
"Ficar viajando, ida e volta, sai mais barato que um asilo para velhos nos Estados Unidos. Não ficarei num asilo nunca e, de agora em diante, fico viajando nesses cruzeiros até a morte".
E continuou: "O custo médio para se cuidar de um velho nesses asilos é de US$ 200 por dia. Ganho desconto quando compro os cruzeiros com bastante antecipação, somado ao desconto para pessoas de mais idade. A viagem me sai por US$ 65 diários e mais: pago US$ 10 dólares diários de gorjetas. Tenho mais de dez refeições diárias, se vou aos restaurantes. Posso ter o serviço na minha cabine, o café da manhã na cama todos os dias da semana. O barco tem três piscinas, um salão de ginástica, lavadoras e secadoras de roupa grátis, biblioteca, bar, internet, cafés, cinema, show todas as noites e uma paisagem diferente a cada dia. Creme dental, secador de cabelo, sabonetes e xampu. Sou muito bem tratada como cliente, e não como paciente.
E completou: "Conheço pessoas novas a cada sete ou 14 dias. TV estragada? Trocar a lâmpada, o colchão? Não tem problema. Mudam a roupa de cama todos os dias. Se cair e me machucar em algum barco da empresa, vão me acomodar em uma suíte de luxo pelo resto da vida. Agora, o melhor. Viajo pela América do Sul, Canal do Panamá, Taiti, Caribe, Austrália, Mediterrâneo, Nova Zelândia, pelos fjords, pelo rio Nilo, Rio de Janeiro, Ásia. Basta escolher. Por isso, não me procurem num asilo para velhos. Viver entre quatro paredes e um jardim como paciente de hospital? Nunca! Ah! Se eu morrer, me atiram ao mar, sem nenhum custo adicional. Para que vou parar de viajar?"

Texto em circulação na internet compartilhado por Elba Macedo.

Escrita automática

in memoriam Vladimir Morais
1
Escrita automática é o processo de produção de material escrito que objetiva evitar os pensamentos conscientes do autor, através do fluxo do inconsciente. É um método de escrita criado pelos dadaístas, mais especificamente pelo posterior líder do movimento surrealista, André Breton, no ano de 1919. Ou seja, para a literatura, se trata somente de um método literário defendido, principalmente, pela vanguarda surrealista.
Através da escrita automática o "eu" do poeta se manifestaria livremente de qualquer repressão da consciência. Seu propósito é vencer a censura que se exerce sobre o inconsciente, libertando-o através de atos criativos não programados e sem sentido imediato para a consciência, os quais escapam à vontade do autor.
O primeiro livro produzido por escrita automática foi "Os campos magnéticos"(1921), de André Breton e Philippe Soupault, e suas raízes se encontram na poesia em prosa de Rimbaud e Lautréamont e na poesia, mais remota, de William Blake.

2
Poesia sonâmbula. Diz Claudio Willer que Jorge de Lima acordava no meio da noite, em uma espécie de transe, para escrever passagens de sua "Invenção de Orfeu".
Interpretando poemas de "Invenção de Orfeu", como os do Canto IV, e comparando-os com passagens de "A Divina Comédia" de Dante, César Leal mostra como, à luz dessa comparação, o aparentemente esdrúxulo e arbitrário da poesia de Jorge de Lima ganha sentido – desde que se conheça Dante, é claro.
A mesma história foi contada a César Leal pelo próprio irmão de Jorge de Lima. O poeta, já consumido pelo câncer, despertava no meio da noite para escrever sua epopéia fragmentária. Dizia ao irmão que outra mão guiava a sua mão.

3
"Quando se tem o álibi / de ter nascido ávido / e convivido inválido / mesmo sem ter havido." Djavan, canção Álibi.

4
E continuemos com Djavan, por Adnet - uma paródia para alegrar o dia.

Fontes
Escrita automática, WIKI
A escrita automática e outras escritas, por Claudio Willer. In: Agulha - Revista de Cultura
Álibi, por Maria Bethania. Álbum musical de 1978
Açaí (paródia), por Marcelo Adnet, Twitter

11 julho, 2020

Nunca viaje com este cara

Algumas pessoas simplesmente têm má sorte ao viajar. Uma delas é definitivamente Tom Hanks.
Com o lançamento de "Sully", um filme baseado no avião do capitão Chesley Sullenberger que pousou no rio Hudson, na cidade de NY, temos evidências irrefutáveis ​​de que Tom Hanks é a urucubaca em figura de gente.
O homem praticamente criou um gênero interpretando personagens que acabam se ferrando enquanto viajam. Acha que estamos exagerando? Aqui estão 4 das razões pelas quais você nunca deve viajar com ele.

Mascote oficial de 2020

Usa sempre a máscara e lava as mãos compulsivamente.


Além disso, seu nome em inglês, RACOON, é anagrama da palavra CORONA.

10 julho, 2020

Latim para estoicos

Tempus fugit. O tempo foge (voa).
Sic transit gloria mundi. Toda a glória do mundo é transitória.
Vanitas vanitatum, et omnia vanitas. Vaidade das vaidades, e tudo (é) vaidade.
Ubi sunt qui ante nos fuerunt? Onde estão aqueles que se foram antes de nós?
Memento mori. Lembra-te de (que deves) morrer.

"Seus gardanapos de fundo, senhor."

(http://bitsandpieces.us/2019/08/07/butt-napkins/#respond)

Um caracol marinho com cracas

Muitos escritores célebres defenderam os benefícios criativos de manter um diário, mas ninguém colocou o diário em um uso prático mais impressionante no processo criativo do que John Steinbeck (27/02/1902 - 20/12/1968).
Na primavera de 1938, ele embarcou na experiência de escrita mais intensa de sua vida. O fruto público desse trabalho se tornaria a obra-prima de 1939, "The Grapes of Wrath" (As Vinhas da Ira), com que Steinbeck ganhou o Prêmio Pulitzer em 1940 e foi a pedra angular do seu Prêmio Nobel, duas décadas depois. Mas suas recompensas particulares são também importantes e moralmente instrutivas: além do romance, Steinbeck deu continuidade a um diário, eventualmente publicado como "Working Days: The Journals of The Grapes of Wrath"  - um registro vivo de sua jornada criativa, em que esse escritor extraordinário luta com uma insegurança insatisfatória (exatamente do tipo que Virginia Woolf descreveu de maneira memorável), mas segue adiante, com partes iguais de entusiasmo e determinação, determinado a fazer o melhor com o presente que ele tem, apesar de suas limitações.
Seu diário, que se tornou para ele uma prática redentora e transcendente, é um testemunho supremo do fato de que a substância essencial do gênio é o ato diário de persistir. Steinbeck captura isso perfeitamente em uma entrada que se aplica a qualquer campo de empreendimento criativo: "Devo anotar minhas palavras todos os dias, sejam elas boas ou não".
Assim, o diário se torna uma ferramenta de autodisciplina (ele jurou escrever nele todos os dias da semana e o fez, declarando em uma das primeiras entradas: "O trabalho é a única coisa boa"). Um mecanismo de estimulação (ele deu a si mesmo sete meses para concluir o livro e terminou-o em menos de cinco meses, com uma média de 2.000 palavras por dia, sem incluir o diário).
Acima de tudo, o diário foi uma ferramenta de prestação de contas para mantê-lo seguindo em frente, apesar da ladainha de distrações e responsabilidades da vida. "Os problemas se acumulam, de modo que este livro se move como um caracol marinho com uma concha e cracas nas costas" , escreve ele, e o essencial é que, apesar dos problemas, apesar das cracas, ele se move.


O livro, é claro, estava longe de ser comum. Além de receber os dois maiores elogios da literatura, "The Grapes of Wrath" permaneceu no topo da lista de mais vendidos por quase um ano após sua publicação, vendeu quase 430.000 cópias apenas no primeiro ano e continua sendo um dos romances mais lidos e celebrados de todos os tempos.

Extraído de: Elevating Resolutions for the New Year Inspired by Some of Humanity’s Greatest Minds, por Maria Popova. Brain Pickings

09 julho, 2020

O radiotelescópio de Guizhou

03/07/2016 - A Astronomy Magazine anuncia que a China finalizou a construção do maior radiotelescópio do mundo.
O ET ficou mais fácil de ser encontrado, agora que a China acabou de instalar os 4.450 painéis triangulares no FAST, o Five Hundred Meter Aperture Spherical Telescope (Telescópio Esférico de Abertura de Quinhentos Metros), na província de Guizhou. Com seu enorme tamanho de 30 campos de futebol, o FAST levou quase cinco anos para ficar pronto, ao custo de US $ 180 milhões.
Então, qual é o tamanho? Um dos cientistas que trabalhou na construção do FAST disse à agência de notícias Xinhua que, se o prato fosse completamente cheio de vinho, haveria o suficiente para dar cinco garrafas a todos os sete bilhões de pessoas na Terra.
O seguinte maior radiotelescópio é o Telescópio Arecibo, de 305 metros de largura, em Porto Rico, que foi concluído em 1963. Não mais detém a coroa do maior radiotelescópio do mundo. O FAST (RÁPIDO) é 64% maior. E seu potencial para descobrir uma civilização alienígena será 5 a 10 vezes superior.
http://pballew.blogspot.com/2020/07/on-this-day-in-math-july-6.html#links
http://www.space.com/33357-china-largest-radio-telescope-alien-life.html

08 julho, 2020

Poços petrificantes

Ursula Southeil (c. 1488 - 1561), mais conhecida como Mãe Shipton, foi uma profetisa inglesa. Ela nasceu em Knaresborough, Yorkshire, em uma caverna hoje conhecida como a Caverna de Mãe Shipton, que, junto com o Poço Petrificante e o parque associado, são operados atualmente como atrações turísticas. Ursula tinha a reputação de ser horrivelmente feia.
Um poço petrificante é o que dá aos objetos uma aparência de pedra. O poço de Knaresborough é o exemplo mais notável desses poços que petrificam as coisas.
Se um objeto é colocado no poço e deixado lá por um período de semanas ou meses, ele adquire um aspecto externo pedregoso. Acreditava-se que essa propriedade do poço fosse o resultado de uma magia (remember Medusa) ou bruxaria, mas se trata de um fenômeno totalmente natural, devido à deposição do conteúdo mineral incomumente alto da água seguida da evaporação desta.


Este processo não deve ser confundido com a petrificação em que as moléculas constituintes do objeto original são substituídas (e não apenas sobrepostas) por moléculas de um mineral.

Aos Pesquisadores Científicos

No dia 8 de julho são comemorados o Dia Nacional da Ciência e o Dia Nacional do Pesquisador Científico. A primeira data foi sancionada em 2001, pela Lei n.º 10.221; e a segunda, em 2008, através da Lei n.º 11.807. Ambas homenageiam o dia da criação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em 8 de julho de 1948.

Aos Pesquisadores Científicos
Vianney Mesquita*

Sejam benditos os pesquisadores,
Com seus rigores a buscar verdades,
Capacidades de interlocutores
E de ouvidores de obscuridades.

Ao perquirir tão insondáveis fatos,
Cujos relatos pedem teorias,
Por estas vias os feitos transatos
Têm, mais que atos, metodologias.

Neste exercício de sabedoria,
Ao revelar seus faustos de vivência,
Tranquilidade e douta teimosia,

É demonstrado em toda a percuciência,
Extasiando o mundo, que aprecia
Um vivaz operário da Ciência.

* Escritor e jornalista. Acadêmico titular da Academia Cearense de Língua Portuguesa

http://vianneymmesquita.blogspot.com/2016/04/metodo-e-conhecimento-confluencia_18.html
http://academiacearense.blogspot.com/2014/07/e-n-s-i-o.html
http://www.repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/3641/1/2010_TESE_MLCIDRACK.pdf

07 julho, 2020

Jabuti: em foco

Provérbio
Jabuti não sobe em árvore.
(Se está lá, foi enchente ou mão de gente.)

Jargão
No processo legislativo brasileiro, jabuti é a inserção de uma norma alheia ao tema principal num projeto de lei ou numa medida provisória enviada ao Legislativo pelo Executivo.

Prêmio
Concedido pela Câmara Brasileira do Livro, o Jabuti é o mais tradicional prêmio literário do Brasil.

Moacir Viggiano - O Calmo Jabuti. Amigo de infância de Ziraldo, Moacir virou personagem de HQ da famosa Turma do Pererê.

Inocentes do Leblon

Os inocentes do Leblon
não viram o navio entrar.
Trouxe bailarinas?
trouxe imigrantes?
trouxe um grama de rádio?
Os inocentes, definitivamente inocentes, tudo ignoram,
mas a areia é quente, e há um óleo suave
que eles passam nas costas, e esquecem.

Inocentes do Leblon, por Carlos Drummond de Andrade
In "Sentimento do Mundo"
Irmãos Pongetti, 1940
© Graña Drummond

Lebloners, por Marcelo Adnet
http://twitter.com/EntreMentes/status/1279521461687013376

A poeira cósmica que emana do Leblon
O fio do Victor Ferreira sobre a elite atrasada e escravocata do Leblon, para quem o dinheiro compra tudo e todos, inclusive a subserviência calada dos mais pobres.

06 julho, 2020

RIP Ennio Morricone

Minibio
Morreu hoje em Roma, aos 91 anos, o compositor, arranjador e maestro italiano Ennio Morricone (10/11/1928 - 06/07/2020).
Autor de inesquecíveis composições para o cinema e séries da televisão, dentre as quais as trilhas sonoras de "Por um Punhado de Dólares", "Três Homens em Conflito", "Era uma vez no Oeste", "A Missão", "Os Intocáveis", "Cinema Paradiso" e "Bastardos Inglórios", Morricone foi indicado cinco vezes ao Oscar até receber o prêmio honorário em 2007.
Com a trilha sonora de "Os Oito Odiados", dirigido por Quentin Tarantino, recebeu o seu segundo Oscar, em 2016.

Por um punhado de samba
A ser também lembrado por ter sido o responsável pelos arranjos de "Per un pugno di samba", álbum de estúdio de Chico Buarque na Itália (1970).


Do "Estado de SP":
Para evitar problemas com o regime militar, Chico Buarque passou 15 meses na Itália, no fim dos anos 60. Em Roma, ele conheceu o ilustre compositor de trilhas de cinema Ennio Morricone, morto nesta segunda-feira (6), aos 91 anos. Os dois, à época, se juntaram para fazer um álbum que, durante décadas, foi cobiçado por colecionadores.
Em "Per un pugno di samba" – um trocadilho com o título original do filme "Por Um Punhado de Dólares" (1964), de Sergio Leone, para o qual Morricone fez a trilha – Chico interpretou sucessos da carreira vertidos para o italiano por ele e Sergio Bardotti, que fez a ponte para que Morricone se integrasse ao trabalho.
(...)

Arquivo
"O bom, o mau e o feio" pela "Orquestra de Ukulele da Grã-Bretanha"

Poluição do ar e incidência de raios

Brasil, o país em que mais caem raios no mundo
77,8 milhões de descargas elétricas despencam todos os anos no Brasil. Somos campeões mundiais no quesito. Uma consequência da localização e do tamanho de nosso território. O Brasil é o maior país tropical do planeta, e os trópicos têm o clima mais suscetível a tempestades. No mínimo 300 brasileiros são atingidos todos os anos por raios. Um em cada três acidentes é fatal: entre 2000 e 2019, raios foram responsáveis por 110 mortes por ano, em média. Foram 2.194 óbitos em duas décadas.
[de um relatório feito pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), à Super Iinteressante]
A quarentena provocou um efeito inédito no céu brasileiro: a diminuição da quantidade de raios
Até os pesquisadores do Inpe estão intrigados com isso. Eles acreditam que a menor incidência de raios está ligada à menor poluição.
Compararam a quantidade de descargas elétricas que chegaram ao solo na capital paulista, entre 20 de março e 2 de abril deste ano, com a do mesmo período em anos anteriores. O resultado impressionou: apenas 4% atingiram o chão em 2020. Em outros anos, este percentual ficava entre 40 e 60%.
Osmar Pinto Júnior (Elat, Inpe):
"Confirma-se claramente que a poluição, nos grandes centros urbanos, tem um reflexo importante sobre as tempestades. E que temos de continuar estudando para compreender melhor como acontece esse fenômeno."
"Gráficos do relógio" que mostram os dias da semana favorecidos pelas chuvas e raios em cada verão de 1998 a 2009, no sudeste dos Estados Unidos
Este gráfico, criado pelo meteorologista Thomas Bell, mostra que as chuvas e os raios raramente atingem o pico no fim de semana no sudeste dos Estados Unidos. De fato, relâmpagos não atingiram o pico em um fim de semana em nenhum ano desde 1998, Bell mostrou isto após vasculhar dados meteorológicos de 1998 a 2009. Depois de publicar vários artigos científicos sobre o assunto, explica o porquê: a poluição do ar (que está em seus níveis mais altos no meio da semana e nos níveis mais baixos no fim de semana) pode fortalecer tempestades, principalmente no ar instável e úmido do sudeste dos Estados Unidos.


Fontes
http://www.inpe.br/webelat/homepage/#
http://super.abril.com.br/especiais/brasil-o-pais-dos-raios/
http://globoplay.globo.com/v/8645155/
http://blogs.nasa.gov/whatonearth/2010/02/20/post_1266609787812/

05 julho, 2020

Cadeia alimentar (2)

A cadeia alimentar é uma sequência de seres vivos que dependem uns dos outros para se alimentar. É a maneira de expressar as relações de alimentação entre os organismos de um ecossistema, incluindo os produtores, os consumidores (herbívoros e seus predadores, os carnívoros) e os decompositores.


Os decompositores (fungos e bactérias) não são vistos na foto acima.

Cadeia alimentar (1)

O poeta aprendiz

Uma canção de Vinicius de Moraes e Toquinho, cantada e ilustrada por Adriana Calcanhotto
A primeira versão de "O poeta aprendiz" foi escrita por Vinicius de Moraes em 1958, em Montevidéu, e incluída no livro "Para viver um grande amor", de 1962. Anos depois, o poema viraria canção, na parceria com Toquinho. Mais adiante, voltou em um livro-disco idealizado por Adriana Calcanhotto, que interpretou a música e assinou as ilustrações.
A história da canção é curiosa. Toquinho começou a musicar um trecho do poema na Itália, em 1968, sem contar a Vinicius. Depois de trabalhar algum tempo na adaptação, viu-se diante de uma dificuldade que o impedia de continuar e acabou por revelar a ideia ao parceiro. Vinicius se entusiasmou com a idéia, e a canção foi finalmente gravada pela dupla em 1971.
O livro-disco foi concebido por Calcanhotto como um presente para Nina, afilhada da cantora e bisneta de Vinicius. Os versos falam de um menino que sonha em ser poeta e descrevem o universo infantil de forma bem humorada. A linguagem rica e divertida é ressaltada pelo glossário desta edição, que além de explicar algumas palavras chama a atenção para curiosidades do poema.
O disco que acompanha a edição tem três faixas: a interpretação de Adriana Calcanhotto, o próprio Vinicius lendo o poema e um caraoquê (uma faixa apenas com a música) para que o ouvinte possa experimentar o prazer de interpretar a canção.
ISBN: 9788574061320
Selo: Companhia das Letrinhas


04 julho, 2020

"É você, idiota?"

O que você diria quando confrontado com a eternidade? O Russia Beyond relembra as últimas palavras de escritores russos.

1. "Uma certa borboleta já está voando."
O vencedor do Prêmio Nobel Vladímir Nabokov tinha interesse em entomologia e colecionava borboletas. Dmítri, o filho do escritor, lembra que, quando ele estava se despedindo de seu pai, os olhos de Vladímir repentinamente se encheram de lágrimas: "Perguntei por que ele disse que uma certa borboleta já estava voando...".

2. "Estou morrendo! Faz tempo que não bebo champanhe!"
O escritor e médico Anton Tchekhov morreu de tuberculose na cidade alemã de Badenweiler. Segundo uma antiga tradição local, o médico que diagnostica uma doença fatal em um paciente lhe oferece champanhe. As últimas palavras de Tchekhov foram dirigidas ao seu médico.

3. "A Rússia me comeu, como um porco idiota come seu porquinho."
O poeta simbolista Aleksandr Blok ficou bastante doente na primavera de 1921. A doença foi causada por fome durante a guerra civil, exaustão nervosa e pela recusa da intelligentsia russa em aceitar seu poema revolucionário "Os Doze". O escritor Maksim Górki, o comissário do povo Anatóli Lunatcharski, e os amigos do poeta tentaram obter permissão para que Blok fizesse tratamento no exterior, mas o Politburo do partido bolchevique travou o processo. O escritor morreu no dia em que o passaporte com permissão de viagem foi finalmente emitido.

4. "É você, idiota?"
Mikhail Saltikov-Schedrin era conhecido por seu humor e sátira implacáveis. Conta-se que ele teria cumprimentado sua própria morte com a pergunta: "É você, idiota?".

5. "Eu te amei e não te enganei uma vez sequer, nem mesmo em pensamento."
Essas foram as palavras finais do escritor Fiódor Dostoiévski à sua esposa Anna. Durante todo o período em que permaneceram casados, os dois passaram poucos dias distantes um do outro. Anna não era apenas esposa do escritor, mas também sua assistente – ela copiava seus manuscritos e lidava com os editores.

6. "Eu amo a verdade."
Aos 83 anos, o conde Lev Tolstói escapou para sua propriedade em Iásnaia Poliana, na região de Tula, a 200 km de Moscou. Acompanhado por sua filha e um médico, viajou em um vagão de trem na terceira classe. Durante o trajeto, pegou um resfriado, que se transformou em pneumonia. Já delirante, o escritor disse: “Eu amo a verdade”.

7. "Traga-me a escada!"
A imagem de uma escada é um dos principais mistérios do escritor Nikolai Gógol. Quando criança, o pequeno Kolia ouvia de sua avó a lenda de uma escada que levava as almas das pessoas ao céu. De diferentes formas, essa imagem está presente em muitas das obras de Gógol. "A escada, rapidamente, traga-me a escada!" foram as últimas palavras do escritor, segundo testemunhas oculares.

In extremis
Lewis Carroll et al. | Goethe (escritor alemão) | Ney (marechal francês) | Gacy (palhaço assassino) | Corey (fazendeiro americano)