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05 fevereiro, 2009

O beijo

O beijo: taí um tema que anda nas bocas. Descrito como o ato de pousar os lábios em alguém, vá lá, o beijo é um ato de superfície não necessariamente superficial. Ah, a profundidade que ele tem quando o coração está na jogada! (E reparem que eu não estou falando apenas do beijo de uma mulher que pinta os lábios em coração.)
Além do beijo pessoa-pessoa há o pessoa-coisa, não esqueçamos. Quando se beija, por exemplo, um amuleto, uma carta de baralho ou um bilhete de loteria - de olho na sorte grande. O beijo que o pugilista dá na lona, de olho roxo, bem... deve ser uma exceção à regra.
Como surgiu o beijo? Dan Carlinsky, um estudioso do assunto, viu o começo de tudo nas aves que, bico a bico, alimentam seus filhotes. Depois, com um simples aperto na tecla de fast forward, Dan avançou milhões de anos e chegou aos homens das cavernas. Não é que os cavernícolas lambiam, uns aos outros, nas faces, como forma de compensar a carência orgânica de sal?
A civilização nos legou benefícios. Um deles, o de que, com a invenção do saleiro, ficamos todos mais elegantes à mesa da refeição; outro, o de que atrelamos novas razões e emoções ao ato de beijar. Há uma classificação que faço para o beijo: 1) caloroso, 2) afetuoso, 3) religioso e 4) voluptuoso.

Prossiga a leitura desta crônica de 1982 no Preblog.

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