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18 junho, 2026

Peixes escaladores

Durante grandes cheias, milhares de pequenos peixes se reúnem nas Cataratas de Luvilombo, na bacia superior do Rio Congo, para subir uma cachoeira de 15 metros. O comportamento dessa espécie (Parakneria thysi) foi descrito pela primeira vez na revista Scientific Reports por um intrépido estudante de doutorado que levou um equipamento fotográfico para dentro da queda d'água.
E como esses minúsculos peixes fazem isso se não têm braços? Suas nadadeiras são cobertas por estruturas microscópicas que se assemelham a ganchos, permitindo que se agarrem à rocha escorregadia. Eles se deslocam com rajadas de movimento ascendente e depois fazem pausas que podem durar de menos de um minuto a cerca de uma hora. Na verdade, a maior parte de sua jornada de 10 horas é gasta descansando.


É “fabuloso” ver um peixe usar “recursos que aumentam o atrito”, como esses ganchos, para se agarrar e escalar, diz Adam Summers, biólogo da Universidade de Washington, que estuda adaptações incomuns em peixes e não participou do estudo. O comportamento de escalada desses peixes era conhecido de forma anedótica há anos, mas agora está documentado para o mundo todo. — Emma Gometz.

Um comentário:

  1. O bagre-abelha (Rhyacoglanis paranensis) faz o mesmo, foi observado em 2024 em duas cachoeiras no rio Aquidauana (bacia do rio Paraguai), no Matogrosso do Sul, inclusive foram observadas outras espécies junto que também escalavam. E há relatos de que o peixe-anjo-das-cavernas (Cryptotora thamicola) igualmente tem a capacidade de escalar.

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