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20 maio, 2026

O roubo de um dólar

A complexidade em conseguir tratar problemas de saúde gratuitamente afetou James Verone. Em 2011, na época com 59 anos, ele decidiu arriscar sua liberdade para conseguir um diagnóstico médico — e, posteriormente, um procedimento especializado.
Suspeitando de que estava sendo acometido por um câncer, James colocou seu plano em prática. Era junho de 2011, quando o americano entrou em um banco na Carolina do Norte, Estados Unidos, e entregou um bilhete para uma das atendentes do caixa.
No papel, havia um pedido curioso: Verone queria apenas um dólar: era esta sua estratégia para acabar atrás das grades. Quando a funcionária do banco avisou que iria chamar as autoridades, o ladrão se mostrou calmo e apenas aguardou a chegada das viaturas. “Eu disse para o atendente que esperaria pela polícia. Queria deixar claro que não cometi o crime por razões financeiras, mas por razões médicas”, contou o homem em uma entrevista.
Capturado, Verone tinha duas possibilidades: pagar uma fiança de dois mil dólares ou esperar na cadeia o julgamento por roubo. Sem hesitar, optou pela segunda alternativa, afinal, seu objetivo era ser atendido por médicos de graça.
Enviado para a prisão, em poucos dias ele teve sua consulta agendada. Mas o diagnóstico de câncer não aconteceu.
Um ano após daquele roubo de um dólar, em junho de 2012, Verone foi liberado. Sem bens materiais ou financeiros, o americano estabeleceu residência em um abrigo para moradores de rua, onde iria tentar recomeçar a vida, agora curado e podendo desfrutar da liberdade novamente.
Até que ponto iríamos para salvar nossa vida?
Aqui no Brasil, ainda que com dificuldades, podemos contar com o serviço público para realizar procedimentos médicos específicos. Noutros países a situação pode ser bem mais complexa - como foi este caso nos Estados Unidos.

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