Transcrito de um depoimento (reel) do violonista Yamandu Costa:
"Um grupo de músicos do Pixinguinha encontrou no Largo da Carioca, no centro do Rio, um grupo de músicos ciganos russos tocando na rua, atrás de alguma graninha e tal. E um dos músicos reparou que um dos violões tinha uma corda a mais. O contraponto, como a gente chama no Sul, é o floreio que você pode dar à música. E isso é uma coisa que ficou muito característica dentro do violão de sete cordas. Você pega, por exemplo, um choro (executa trecho). Enfim, é uma maneira de tocar improvisado. E tem mestres que fizeram isso com perfeição. Eu sei que é um instrumento que vai se aculturando, ele não para. Ele vai caminhando e gostando de lugares novos e vai entrando em diversos tipos de músicas diferentes. E vai se aculturandode uma maneira natural. E isso é muito bom, muito interessante."

Nenhum comentário:
Postar um comentário