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22 junho, 2018

Mudança e identidade


Sobre isso nos fez refletir o historiador, biógrafo e filósofo grego Plutarco (46 - 120 d.C.) durante quase 2.000 anos com o paradoxo do navio de Teseu, o mítico rei fundador de Atenas, filho de Etra e Eseo, ou, segundo outras lendas, de Poseidon.
"O navio em que Teseu e os jovens de Atenas retornaram de Creta tinha trinta remos e foi conservado pelos atenienses até o tempo de Demétrio de Falero. Suas tábuas antigas foram removidas à medida em que introduziram madeiras novas e mais resistentes em seu lugar, de modo que o navio se tornou um exemplo permanente entre filósofos para discutir a questão lógica das coisas que sofrem mudanças. Um lado sustenta que o navio permanece o mesmo, e o outro diz que não".
Se o navio fosse preservado pelos atenienses até o tempo de Demétrio de Falero, isso significaria cerca de 300 anos.
Com tantas reformas, o navio era o mesmo?
E foi-se além. Se com a madeira velha construíssem outro barco idêntico, qual dos dois seria o original: aquele com as tábuas originais ou aquele que foi restaurado?

http://www.bbc.com/portuguese/internacional-42613187 (reescrito)
https://mundoestranho.abril.com.br/curiosidades/o-que-e-o-paradoxo-do-navio-de-teseu/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Navio_de_Teseu

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