Páginas

02 fevereiro, 2018

Riso, choro e indiferença

"O que dá pra rir dá pra chorar." ~ Billy Branco
Atribui-se a Diógenes a teoria de que Heráclito não completou algumas de suas obras por causa de uma contumaz melancolia.
Mais tarde, Heráclito foi referido como o "filósofo chorando", em oposição a Demócrito, que ficou conhecido como o "filósofo rindo".
Na visão do satirista Juvenal:
"Vendo isso, então, você não elogia o sábio Demócrito por rir ... e o mestre da outra escola, Heráclito, por suas lágrimas?"
Eles foram considerados uma característica indispensável às paisagens filosóficas. Com base nisso, Montaigne propôs duas visões arquetípicas dos assuntos humanos, selecionando Demócrito para si mesmo.
Imagem: "Heráclito chorando, Demócrito rindo", afresco de Donato Bramante (1444 – 1514) transferido para tela. Pinacoteca di Brera, em Milão.
Os sábios recomendam unanimemente a busca da indiferença perante a opinião dos outros. Schopenhauer cita como exemplo o líder romano Mário. Um chefe bárbaro mandou desafiar Mário para um duelo. Sem ligar para o que os outros achariam de sua resposta, e muito menos para o que o próprio bárbaro pensaria, Mário mandou o seguinte recado: "Se você está entediado com a vida, que se enforque".

Nenhum comentário:

Postar um comentário