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22 agosto, 2007

E por falar em silêncio

Não sei se os antigos romanos contavam com alguma divindade para acudir a loquacidade. Tinham-na para o silêncio, uma deusa chamada Tácita (conforme lembrou Airton Soares em seu blog, recentemente). O que me leva a crer que os povos antigos da península itálica não viam as mulheres como seres tagarelas. Ressalvada a hipótese de que, com uma representante feminina do silêncio no panteão de suas divindades, não passasse tudo de uma ironia dos romanos.
O fato é que Tácita não pertence a nossos altares. Partiu há séculos, sem dar um pio, para ir fazer parte da memória mitológica da humanidade. Restando, porém, de sua influência em nosso idioma, o legado de umas poucas palavras. Como os adjetivos "tácito" e "taciturno".


Acima, uma imagem da deusa Tácita esculpida em mármore de Carrara.
Abaixo, alguns pensamentos selecionados em homenagem a ela.

“O silêncio é o único amigo que jamais trai.” (Confúcio)
“É melhor seres rei de teu silêncio que escravo de tuas palavras.” (Shakespeare)
“Manejar o silêncio é mais difícil que manejar a palavra.” (Clemenceau)
“Se o que vais dizer não é mais belo que o silêncio: não o digas.” (provérbio árabe)
“Em virtude da palavra, o homem é superior ao animal; pelo silêncio, ele se supera a si mesmo.” (Masson)
"É melhor ficar calado e parecer estúpido do que falar e acabar com todas as dúvidas." (Mark Twain)

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