30 junho, 2011

Mal-entendidos

1. Primeira revisão depois da operação de catarata, a senhora espera pacientemente para ser atendida pelo oftalmologista.
De tempos em tempos, vem uma atendente e pinga colírio para dilatar a pupila.
Depois de concluído este procedimento, vem outra atendente para verificar se a dilatação teve êxito e, se for o caso, levar a paciente para o exame médico.
A atendente aproxima-se toda risonha e falante:
- Bom dia, Dona Gumercinda, como é? a senhora já foi dilatada?
- Fui não, minha filha, é que sou gordinha assim mesmo!
E caiu na gargalhada.

2. No consultório oftalmológico a recepcionista pergunta ao paciente o motivo de sua visita.
- É que eu não paro de ver manchas na frente dos meus olhos, queixa-se o homem.
- O senhor já viu algum médico?, pergunta a recepcionista.
- Não, minha filha, só manchas mesmo.

3. Outro dia, estava assistindo a um famoso programa de músicas de raízes, por onde passam bons e autênticos músicos caipiras. Depois da apresentação de um grupo que foi um verdadeiro sucesso, o apresentador do programa, despediu-se:
- Brigado, meus irmãos. Cês voltam hoje pra aquela nossa cidade tão formosa e tão cheia de artistas, né?
Nem deixou o pessoal responder e emendou:
- Cês vão de avião, né? Que o São..., São... Como é mesmo o nome do santo que protege os viajantes de avião? Das estradas é São Bartolomeu...
Um integrante da banda - não vou dizer se é feminino - tascou:
- Acho que é o Santos Dumont!
- Não, tenho certeza que não é este, não, Santos Dumont foi o "descobridor" da aviação.
Juro que ouvi esse diálogo! Juro, também, que a turma parecia estar falando sério. Não era gozação, não.
Tou com vergonha por eles até hoje.

por Fernando Gurgel Filho, de Brasília
4.
Blog Diário de um Solitário

A parábola do chupim

O chupim (Molothrus bonariensis) é conhecido pelo hábito de colocar seus ovos nos ninhos de outras aves para que as mesmas possam chocá-los, criá-los e alimentá-los como filhotes. São diversas as espécies de que o chupim se aproveita para essa forma de materno-infantil de parasitismo, mas o tico-tico (Zonotrichia capensis) é a sua vítima favorita.
A vandalização dos ninhos do pequeno tico-tico pelo chupim, caso aquele não atenda aos propósitos deste, é talvez a grande razão para o tico-tico se deixar explorar pelo chupim - sem piar!

CiênciaHoje: os ovos castanhos e maiores são do chupim 

Dentre outras aves de igual sina, o que ainda não se sabia era que o tucano podia ser uma delas. Mas isso aconteceu de fato, uns vinte anos atrás, quando um chupim decidiu botar um ovo no ninho de um tucano-de-bico-duro (Ramphastos nando cardosus). Se bem que um chupim nunca fosse páreo para um tucano, ave maior e que tem um bico que intimida.
Só que esse tucano tinha certas preocupações, como a de um dia poder reinar sobre as demais aves da floresta. Não queria escândalos. Então, entrou em cena a chamada "turma do abafa": dois tucanos - Tucão e Serrão - além de um observador de pássaros, que, a respeito daquela desavença, garantiu o silêncio de si próprio e de seus companheiros de hobby and lobby.
Dentre as providências tomadas, a trinca mandou o inconveniente chupim ir chocar o seu ovo na Espanha.
Que é uma parábola?
É uma narração alegórica na qual o conjunto de elementos evoca, por comparação, outras realidades de ordem superior.
Quanto custa uma parábola?
Neste caso:
  • A isenção da CPMF para todos os meios de comunicação. 
  • O PROER da Mídia, que custou entre US$ 3 e US$ 6 bilhões aos cofres públicos. 
  • A mudança da Constituição para permitir que a mídia brasileira, então falida, pudesse contar com 30% de capital estrangeiro. 
  • A autorização para que o BNDES fizesse um empréstimo milionário à Globo.
PGCS

29 junho, 2011

AVISO.Temos cérebro!

Paulo,
Já vi gente usando calculadoras para fazer contas simples, errou a digitação e insistiu que o resultado, embora absurdo, estivesse correto. Agora, três madames, acreditando cegamente num GPS, caíram num pântano. Há médicos errando diagnósticos porque ficaram enfeitiçados pelos exames tecnológicos. Temos algo, entre as duas orelhas, que levou um milhão de anos para ficar pronto: chama-se cérebro.
Que tal voltarmos a escutar o que ele diz?
Nelson Cunha


Onde há fumaça há logro

O presente slideshow (título protegido por direito autoral) é dedicada a uma abuelita que, apesar dos pesares, conseguiu completar os 100 anos de idade.

28 junho, 2011

Acabou a munição!

-

EntreMentes registrou esse momento especialmente difícil na vida de alguns integrantes do SGT. PEPPERS LONELY HEARTS PLATOON.

27 junho, 2011

"Meia-noite em Paris"

"Midnight in Paris"
Roteiro e direção: Woody Allen
País e ano: Espanha/EUA, 2011
Gênero: comédia romântica
Status: em cartaz
Elenco: Owen Wilson, Rachel McAdams, Marion Cotillard, Michael Sheen, Carla Bruni-Sarkozy e outros
Hifenização: PG


"Meia-noite em Paris" é o filme mais "cabeça" de Woody Allen e a cidade com seus pontos turísticos quase não aparece a não ser em clipes nos primeiros minutos iniciais ou em locações que são indicativos importantes para os personagens. Esse é um filme sobre a cultura de Paris e não sobre Paris; sua herança cultural, o que ela representa para a humanidade e o que ela pode fazer para mudar a visão das pessoas. É um mergulho intelectual no passado secular da milenar Lutetia Parisiorum, velha cidade-luz.
Um passeio onde se misturam ao mesmo tempo, presente, passado e futuro em uma viagem surrealista!
Justamente isso que é o filme: um passeio surrealista-cultural em Paris, em cenários sombrios, ocres e chuvosos, como a pintura francesa renascentista, com direito a escárnio sobre turistas endinheirados e pedantes que supostamente aprenderam sobre Paris em livros ou guias turísticos mas não a vivem nem viveram, que aproveitam o dia em piscinas de hotel ou visitas ao Monte San Michel.
Não assista ao filme se você não sabe quem foram ou não conhece a obra de: Hemingway, Gertrud Stein, Luis Buñuel, Scott Fitzgerald, e T.S. Elliot, entre outros. Não gosta de Cole Porter ou não aprecia a pintura de Degas, Matisse, Picasso, Dali e muitos outros. Eles estão lá e são personagens do filme.

Winston Graça, Saco de gato

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Post scriptum
O parágrafo final de "A minha Paris à meia-noite", belíssima crônica de Ignácio de Loyola Brandão:
"Este filme "Meia-noite em Paris" era para ter sido escrito por mim, que cultuei e me apaixonei por Paris desde as primeiras aulas de francês de mademoiselle Fanny, que nos obrigava a decorar Chateaubriand e Prévert, a ler Lamartine e Paul Valéry. Paris de René Clair e de Françoise Arnoul e Martine Carol, que mostravam os seios despudoradamente. Benfeito, não fiz o filme, fiquei bobeando, veio um nova-iorquino e colocou na tela tudo que a minha geração quis. Não fizemos, azar, outro fez. Ainda bem que fez direito e colocou nele Marion Cotillard, um êxtase. Falando nisso, o presidente francês está bem servido, a Carla Bruni é uma gracinha."
(repassada por Fernando Gurgel) 

Iniciação espiritual à brasileira

Recebi e repasso. Não sei quem é o autor!
Fernando Gurgel Filho
Chacra:
Segundo a filosofia oriental, o ser humano possui um corpo físico e um interior. No final de semana o homem verdadeiramente iluminado se desliga de sua vida material e se volta para o interior. A maioria compra uma chacra no interior e vai criar galinhas.


Cabala:
Seita esotérica abandonada por seus fiéis, por isso seus fundadores estão pensando em acabá-la.
Karma:
Estado de elevação espiritual que só se atinge quando o pessoal sugere, no interior de Goiás ou São Paulo: Karma, pessoal!
Kama-Sutra:
Estágio máximo de realização carnal. Antes de se chegar ao kama-sutra, deve-se passar pelo sofá-sutra, pelo banco-de-fusca-sutra e pela escada-de-serviço-sutra.
Duende:
Paciente de médico fanho.
Tao:
É o rei da cocada mística. Ex.: Paulo Coelho é o tao!
Quartzo:
Local místico que existe em conjugados. Também conhecidos como quartzo e sazla.
Magos:
Estado esotérico que atingem aqueles que não são mais godos.
Mandala:
Estado de alteração mística exacerbada que um iniciado atinge quando não aguenta mais sua mulher. Ele perde a karma e só pensa em mandala pra PQP.

1969: o ano em que secaram as cataratas

As Cataratas do Niágara são um grupo de três quedas d'águas localizadas no rio Niágara, no leste da América do Norte, entre os Estados Unidos e o Canadá. Em 1969, engenheiros do exército norte-americano pararam o fluxo de água em uma delas, nas Cataratas Americanas, com o objetivo de avaliar a estabilidade de seu leito rochoso. Durante os seis meses em que o curso do rio esteve desviado, os turistas podiam caminhar sobre essas rochas (imagem) que, temporariamente, ficaram à mostra.


26 junho, 2011

Loukanikos, o cão rebelde

Os atenienses não sabem se Loukanikos é um cachorro só, ou muitos – uma verdadeira matilha de sósias do primeiro e único Kanellos, se é que houve mesmo um só Kanellos.
Kanellos (o nome de batismo veio de sua pelagem cor de canela) foi um cão que, ao morrer em 2008, derrotado pela artrite e de velhice, foi enterrado “com honras de inimigo de Estado”, na feliz expressão dos estudantes presentes a seu funeral. Antes desse desfecho, fossem cortes de salários, aumentos de impostos e outros pratos feitos das crises financeiras e políticas da Grécia, lá estava o cão (trotskista, anarquista, sei lá) ao lado dos gregos e a protestar contra o governo de plantão.
Sempre ao lado do povo e contra o tacão das autoridades, foi assim que Kanellas entrou para o panteão dos heróis da Grécia. Loukanikos segue-lhe as pegadas.

Loukanikos: contra a opressão
(foto de Pascal Rossignol)
Fontes: Delírio Cotidiano e Rebel Dog.

Bônus. O cão mais longo do mundo
Uma parte de seu comprido corpo não aparece nesta fotografia. É pena!

sofapizza.me
16/08/2014 - Atualizando...
Com a inserção deste link para a imagem de outro cão comprido.

♪Moonglow♪

Com o quinteto de Benny Goodman. Piano, baixo, vibrafone, bateria e... o clarinete limpo e simplesmente maravilhoso do grande "Mestre do Swing" em dois clássicos do jazz: "Moonglow" e "I'm a Ding Dong Daddy from Dumas".


Benjamin David Goodman (1909-1986) foi também responsável por uma etapa importante da integração racial nos Estados Unidos. No início dos anos 1930, músicos de jazz negros e brancos não podiam tocar juntos na maioria dos clubes e shows. Nos Estados do Sul, a segregação racial era imposta pelas leis de Jim Crow. Goodman quebrou a tradição ao contratar o pianista Teddy Wilson e o baterista Gene Krupa para tocarem com ele no Trio Benny Goodman. Em 1936, ele acrescentou Lionel Hampton no vibrafone para formar o Quarteto Benny Goodman.

25 junho, 2011

Dize-me com quem andas...

"A polêmica sobre o "livro do MEC" mostrou algumas coisas, entre elas quem estava de qual lado. Foi bom saber que (sem necessariamente apoiar o livro, e até fazendo-lhe objeções) deixaram claro que o livro não pode ser acusado de "ensinar errado" Affonso Romano de Sant'Ana, José Miguel Wisnik, José de Souza Martins, Sérgio Fausto e Silviano Santiago, Ricardo Semler. Convenhamos, é um time respeitável. Além deles, Thaís Nicoletti, Pasquale Cipro Netto e Hélio Schwarstman, ligados à Folha de S. Paulo. A coluna de João Ubaldo no Estadão de 29/05 pode ser posta na mesma contabilidade. Não cito nenhum linguista por razões óbvias.
Do outro lado estiveram Augusto Nunes, Arnaldo Jabor, Deonísio da Silva, Sérgio Duarte Nogueira, Sardenberg, Merval Pereira, Reinaldo Azevedo, o ínclito José Sarney, algumas funcionárias da VEJA (nenhum tem a ver com a coisa!) e Evanildo Bechara. Também não há nenhum linguista na tropa (nem poderia, também por razões óbvias) e nenhum representante de relevo nem sua área (de relevo análogo ao dos que estiveram do outro lado, quero dizer) - exceto Bechara. Dou-lhes o benefício da dúvida: eles podem não ter lido o livro. Foi só fofoca, conversa de compadre. E talvez alguma causa escusa.
Ferreira Gullar também esteve com eles. Falou de um livro que não existe (mas sem a classe de Borges) e invocou suas aulas de gramática, como sempre. Por esse critério, não se deveria considerar que Poema Sujo é poesia, pois não tem rimas. E o Poema enterrado? O que é aquilo? Segundo uma tese dele, talvez a melhor de todas, pode-se dizer que é uma boa idéia. Mas não é arte. Se, pelo menos, naquele último cubinho estivesse escrito "envelheça"!
As declarações de Cristóvão Buarque sobre a questão mostraram que Lula podia não saber por que demitia o então Ministro da Educação, mas o ministro devia saber muito bem por que estava sendo demitido.

Extraído do artigo Duas experiências e um livro, de Sirio Possenti.

Sírio Possenti é professor associado do Departamento de Linguística da Unicamp e autor de:
Por que (não) ensinar gramática na escola, Os humores da língua, Os limites do discurso, Questões para analistas de discurso e Língua na Mídia.

Uma lâmpada fora de série

Numa central de bombeiros na Califórnia uma lâmpada está acesa há 110 anos e ninguém sabe como e por que ela ainda não parou de funcionar.
Veja a reportagem completa sobre essa lâmpada misteriosa no vídeo abaixo:

Vídeo inDICAdo por Nelson Cunha

18/11/14 - No Quora
Qual é a lâmpada mais antiga em uso contínuo?

24 junho, 2011

Num São João...

São João era santo festeiro?
Ou foi o povo que inventou?
E Santo Antonio, padroeiro?
Santo da mulher protetor?
Perguntas estão no terreiro
Na fogueira o milho queimou

Imagem: Dia Mundial sem Fumo
Folder da SCPT (2011)
A quadrilha dança em cobrinha
Na frente de João, Maria,
Bonita como uma rolinha
Primogênita de Abdia
Este, longe como convinha,
Aqueles querendo folia

Era o casal mais bonito
Poeira, com calor, subia
Subia tudo, afogueavam
Mais perto João queria
As cumadres longe gritavam:
“Dançando sem estripulia!”

E a quadrilha no anarriê
Trocando, o par ia pra frente
Rindo os dois até não poder.
No anavantur, diferente,
Brincando, faziam balancê
Levando um monte de gente

Assim que a quadrilha acabou
Os dois ficaram parados
Fogueira no fogo espalhou
Suor no rosto, afogueados
C'est fini?, mas nem começou!
Eram um só, abraçados

Fernando Gurgel Filho, de Brasília

Volpi e as bandeirolas

Alfredo Volpi nasceu na Itália e veio para o Brasil com um ano de idade, em 1897, com os pais que emigraram para São Paulo. Desde pequeno gostava de misturar tintas e criar novas cores. Esse talento o levou a trabalhar como pintor de frisos, florões e painéis nas paredes das mansões paulistanas.
Estudou na Escola Profissional Masculina do Brás e trabalhou como marceneiro, entalhador e encadernador. Aos 16 anos de idade, ele pintou sua primeira aquarela. Aos 18 anos, ele pintou sua primeira obra de arte, sobre a tampa de uma caixa de charutos, usando tinta a óleo.
Ao longo de quase um século de existência, Volpi passou por várias fases, recebeu influências de pintores impressionistas e clássicos como Cézanne, Giotto, Ucello, encontrando seu próprio caminho. Volpi criou sua própria linguagem na pintura e evoluiu naturalmente das representações de cenas da natureza para produções mais intelectuais, concebidas em seu estúdio.
Daí em diante suas obras seriam dominadas pelas cores e pelo estilo abstrato geométrico. Exemplo marcante disso são suas bandeirolas multicoloridas, que se tornaram sua marca registrada. As formas geométricas e as trocas cromáticas começaram nos anos 1970: Volpi preparava várias pinturas parecidas, alterando cores, no que os críticos definem como uma combinação inventiva.
É a fase das bandeirinhas, sua maior contribuição para a arte brasileira moderna, expressa em seu trabalho Bandeiras e Mastros. Só pintava com a luz do sol e se envolvia totalmente com a criação de sua obra, o que incluía esticar o linho para as telas. Depois de dominar a técnica da têmpera com clara de ovo, o artista nunca mais usou tintas industriais. "Elas criam mofo e perdem vida com o passar do tempo", dizia.
Num processo típico de um pintor do Renascimento, fazia suas próprias tintas, diluídas em uma emulsão de verniz e clara de ovo, em que ele adicionava pigmentos naturais purificados (terra, ferro, óxidos, argila colorida por óxido de ferro) e ressecados ao sol.
Grande Fachada Festiva, Alfredo Volpi
Bandeirinhas
No Brasil, as festas de São João mais conhecidas são as da Região Nordeste. De origem europeia, e sendo uma longínqua herança da festa pagã do solstício de verão, são celebradas no dia 24 de junho. Neste mês, outros santos católicos também são homenageados com festas: Santo Antonio (dia 13) e São Pedro (dia 29).
A típica festa de São João brasileira é realizada em uma área ao ar livre chamada de arraial ou "arraiá" (em uma alusão ao modo caipira de falar). O local é decorado com bandeirinhas de papel de várias cores, palha de coqueiro e balões feitos com papel de seda. Além disso, faz-se uma grande fogueira na área central do "arraiá" e erguem-se barraquinhas com atendentes que servem comida variada. As comidas mais típicas dessas festas são as que têm o milho como base do seu preparo, tais como a canjica e a pamonha, devido ao fato de ser uma época ideal para a colheita desse vegetal.
Sem dúvida, o ponto alto da festa é o da realização da Quadrilha, onde os participantes, disfarçados com roupas ao estilo caipira, dançam aos pares, liderados por um rapaz e uma moça que fazem o papel de "noivos". E o enredo geralmente, se resume ao seguinte: o pai da "noiva", furioso pelo avançado estado de gravidez da filha, força o "noivo" a casar-se com ela. Ao contrário do que se poderia pensar, o tom da Quadrilha não é trágico, mas sim cômico, sobretudo pela resistência do "noivo" em aceitar o casamento.

23 junho, 2011

Três minutos de quebra

O relógio dos sonhos para quem costuma se atrasar um pouco e, ao mesmo tempo, gostaria de ser um cara pontual. Graças a uma "quebradinha" no ponteiro dos minutos, o relógio mostra sempre a hora adiantada em três minutos. Então, desde que o usuário não ultrapasse o citado tempo, ao invés de atrasado vai estar... on time.
É uma "bolação" do relojoeiro italiano Diamantini e Domeniconi, esse relógio de parede que perpetuamente nos concede 3 minutos extras.

A floresta dos suicídios

A floresta Aokigahara, localizada na base do Monte Fuji, é o mais popular local de suicídios no Japão. Depois que o romance "A Floresta Negra", de Seicho Matsumoto, foi publicado (1960), no qual um jovem amante comete suicídio nessa floresta, as pessoas começaram a se suicidar por lá, a uma taxa de 50 a 100 mortes por ano. A região acumula tantos corpos que a Yakuza, a Máfia japonesa, paga mendigos para que entrem na floresta e roubem os cadáveres. As autoridades japonesas alegam que a floresta é demasiado densa para patrulhar adequadamente.

22 junho, 2011

Cabeça de mulher. Esquema

Paulo,
Ei-la, em uma versão simplificada, para que os homens estudem a melhor forma de lidar com elas. O esquema é o resultado a que cheguei, depois de 35 anos de dedicação diária. Foram muitas idas e vindas. Hoje mesmo tive que retroceder um pouco porque minha mulher, ao vê-lo, ameaçou quebrar-me o monitor. Acalmou-se depois de um chocolate e a velha promessa de levá-la a Dubai.
Nelson Cunha

N. do E.
Adubai, adubai; alguma coisa sempre fica!
Pierre Beaumarchais (com a citação modificada)
Troquei a imagem que me enviou pela que você vê. A imagem substituída já aprontou por aqui, Nelson. Colocada em outro contexto, após terminado um curto período probatório, deixou de funcionar neste blogue. Não sei se a substituída, uma imagem GIF animada, e por sinal resultante de uma produção ultrassofisticada, resolveu parar os seus movimentos por não suportar a rusticidade da página. Ou se foi por birra, pinimba. Ao fim de tudo, considerei-a irrecuperável. Por isso, vamos ficar com a imagem substituta que já é parada desde que foi feita.

A lógica circular

O slideshow em que se demonstra que a melhor lógica é a circular.

21 junho, 2011

Prendedores de roupas

Aqueles acessórios domésticos que utilizamos quando temos de secar as nossas roupas. Pois não é que alguém encontrou outro uso - RELEVANTE - para um deles?!


+ Usos criativos dos prendedores de roupas.
Itapiúna - CE

Livros estruturais




ESTES LIVROS
ESTÃO AQUI
POR UM PROPÓSITO
UNICAMENTE
ESTRUTURAL.
NÃO ESTÃO
À VENDA.

20 junho, 2011

Definitivamente

por Fernando Gurgel Filho

Definitivamente, cansei de morar na cidade. O ar poluído pelos escapamentos dos veículos, estradas intransitáveis nos horários em que mais se necessita de andar rápido, acidentes de ônibus, de vans, de carros, de motos, de ciclistas, de pedestres... Cansei!
Se pensarmos, então, em assalto, sequestro relâmpago, drogas, gangues, roubo de carros, síndico de condomínios, nas filas e nos gerentes de bancos e no político cantando na quadra...
Definitivamente, ninguém merece!
Eu e a família aproveitamos um feriado prolongado para uns dias na Chapada dos Veadeiros, antecipando o que seria viver no paraíso. Fomos para a fazendinha de um amigo no sábado bem cedo. Chegamos e fizemos um belo churrasco, com muita cerveja e pinga de alambique. Quase anoitecendo catamos lenha para avivar o fogo, tomamos um banho bem quente graças à serpentina do fogão à lenha, ficamos proseando até tarde na varanda à luz das lamparinas e depois fomos dormir alegres e satisfeitos.
Definitivamente, êta vida boa!
E os sons da noite no sertão? Inesquecíveis. Fazia muito tempo que não escutava as folhas das árvores farfalhando ao vento, o pio da coruja e a interminável cantiga do grilo. Claro que o sertão tem também uns pernilongos muito saudáveis, o vento frio assobiando nas frestas do telhado sem forro, o silvo dos morcegos no quarto, as ratazanas passeando nos caibros e os ratinhos roendo o milho no paiol. O filho do caseiro tá internado com suspeita de hantavirose, mas doença existe em qualquer lugar, né?
Acordamos cedo com o galo cantando e os pássaros em alvoroço na mata. Bucólico. Se fosse poeta faria uma ode pastoril romântica ali mesmo, na cama.
Definitivamente, é o paraíso!
Levantamos e tivemos que tomar banho frio, pois o fogão à lenha ainda não estava aceso. A água gelada batendo nas costas parece uma pancada com uma tábua grossa, mas a gente logo acostuma e o resto do dia fica-se numa disposição incrível.
Antes do café, fomos pegar mais um pouco de lenha. Foi aí que vi alguns escorpiões passeando na madeira. Na noite anterior não tinha visto. Ainda bem. Avisei pro meu amigo e ele disse que aquilo era comum e que na semana anterior o caseiro havia matado uma jararaca enorme perto daquela lenha.
Definitivamente, há risco em qualquer lugar do mundo!
Depois fomos buscar o leite no curral, onde o caseiro ordenhava uma das vacas. Ela parecia que babava um pouco, mas estava em pé, firme e altaneira como as vacas brasileiras normalmente são. Não era nenhuma vaca louca inglesa.
Tomamos o café, conversamos um pouco e fomos aproveitar o dia em uma cachoeira próxima. Fazia tempos que não andava assim, no mato, a brisa batendo no rosto, sem preocupações. Nosso amigo avisou - apenas por precaução, claro - que, em caso de aparecer alguma onça , ficarmos bem juntos e não fazermos movimentos bruscos. Também por precaução, fiquei no meio da “comitiva”. Perto da cachoeira parecia que o mato estava pegando fogo. Havia muita fumaça. Logo descobrimos que era apenas uns jovens que tinham acendido uns cigarrinhos do tamanho de um jatobá, mas estavam todos em alfa e não nos incomodaram. Torcemos apenas para não haver discos voadores por perto.
Definitivamente, temos que olhar os pontos positivos!
Voltamos ao entardecer, pois os mosquitos começaram a nos picar e o nosso amigo disse que há perigo de dengue ou febre-amarela, mas que na fazenda dele nunca tinha visto nada disso. Melhor prevenir. No caminho, passei no meio de um capinzal mais alto e logo fiquei com uma coceirinha esquisita. Tirei a camisa. Estava cheia de carrapatos. Musculosos, maculosos não, pois ainda estou vivo. Acho... Um carrapato resolveu se alojar em uma região muito sensível. Logo disseram que o remédio era encostar um fósforo aceso no bichinho para retirá-lo sem problemas. Não gostei do fósforo em brasa. Antes de encostar já antevia a dor. Sugeriram borrifar repelente de insetos. “Melhor”, pensei. Foi não. Ardeu tanto que, na próxima, escolho o fósforo.
Ao chegar à casa da fazenda, a senhora do caseiro avisou que o porquinho que o patrão mandou matar foi encontrado doente e morreu.
- Coitadinho, acho que sofreu um bocado, parecia uma criança gripada..., disse ela, visivelmente emocionada.
Cansados, fomos dormir cedo. Ainda bem que não tivemos que catar lenha para o fogão. Havia bastante. Expulsamos um sapo que estava encolhido no canto do quarto e deitamos com a lamparina acesa. Por precaução, com medo de sapos, ratos, centopeias, baratas, muriçocas, aranhas e morcegos. Dizem que os morcegos do centro-oeste são herbívoros, mas já foram registrados casos de raiva transmitida por esses bichos. Casos raros, porém, mortais. Melhor prevenir.
Dormi com o cheiro do querosene queimado na lamparina fazendo-me sonhar com a avenida engarrafada em um meio-dia de sol muito quente e eu já atrasado para o trabalho. Senti até saudade. Acordei pensando que roça não é minha praia. E por falar em praia, morar em praia, definitivamente, é o meu sonho. Mas, e se as geleiras derreterem muito rápido? Não. Talvez seja melhor morar na serra, perto do mar. Mas, na serra, o ar rarefeito não piora os efeitos da redução na camada de ozônio?
Tomei, então, uma decisão definitiva, mesmo sabendo que, definitivamente, não há nada definitivo neste mundo: dois dias na roça é um bocado de tempo, praia e serra apenas em férias. Melhor ficar com os perigos conhecidos da minha cidade.
Definitivamente.
FGF

Proteção de senhas

Proteja a sua senha dos keyloggers nos computadores de lan-houses e de outros locais.
Keyloggers são programas que guardam a sequência das teclas pressionadas em um computador e são usados para roubar senhas. Um deles talvez esteja instalado nesse computador alheio que você está a usar. E isto pode colocar suas senhas em risco.
Uma solução é usar o "teclado virtual", que é oferecido por alguns serviços (bancos, por exemplo), mas que nem sempre está disponível.
Outra é usar uma "solução de baixa tecnologia". Como um keylogger geralmente não têm menor ideia do que você está digitando: se, em meio à digitação dos caracteres de uma senha, você mudar de janela e teclar outra coisa e, a seguir, retornar para completar a senha, o programa espião gravará uma sequência falsa para essa senha.
Na falta de algo melhor ... é mais seguro do que não fazer nada.

19 junho, 2011

Poema do gato

(de autor desconhecido)

Este gato é gato,
o gato, melhor gato,
meio gato, de gato,
manter gato, um gato,
amigo gato, distraído gato,
por algum gato, tempo gato.

É a repetição desnecessária da palavra gato que torna este "poema" incompreensível. Confira isto apenas encostando a seta do mouse aqui. PG

♪Daisy Bell♪

Quando o computador HAL 9000 está sendo desligado em "2001: Uma Odisséia no Espaço", a adaptação para o cinema que Stanley Kubrick fez do romance homônimo de Arthur C. Clarke, a máquina começa a cantar a música "Daisy Bell":

Composição de Harry Dacre, 1892
Daisy, Daisy, give me your answer do
I'm half crazy all for the love of you
It won't be a stylish marriage
I can't afford a carriage
But you'll look sweet upon the seat
Of a bicycle built for two.
Versão de Paulo Gurgel, 2011
Daisy, Daisy, diga-me o que fazer
Eu estou meio louco, tudo por amor a você
Não será um casamento elegante
Eu não posso ter um carro
Mas você vai olhar meiga sobre o selim
De uma bicicleta feita para dois.



Isso é de certo modo poético. Durante uma visita a Bell Labs em 1961, o escritor Arthur C. Clarke tinha testemunhado o primeiro computador (um IBM 7094, com vocais programados por John Kelly e Carol Lockbaum, e acompanhamento programado por Max Mathews) a cantar, através de um sintetizador de voz, a canção "Daisy Bell".
No Brasil, essa canção já teve uma letra menos poética. Usada como propaganda do Fimatosan (ex Phymatosan), um xarope para "tosse e bronchites", do Laboratório Simões. Era um jingle que terminava assim:
Fimatosan, melhor não tem, é o amigo que lhe convém. Fi-ma-to-san.

18 junho, 2011

De salto alto


Uma curiosidade mostrada nas páginas da Popular Science, de novembro de 1937.
Esta máquina de escrever, tamanho gigante, que realmente funcionava.
Observando-se a imagem, conclui-se que...

...  o chefe tinha que ditar o memorando, letra por letra, enquanto a secretária o "datilografava" com os pés.

Avalie o impacto de um "memo" desses, tamanho gigante, quando chegava ao setor de destino. PGCS

mc2 = ?

:D
Um serviço de fast food resolveu incrementar as vendas de seus espetinhos de carne e seus souvlakis explorando a figura de Einstein (em que ele mostra suas papilas gustativas) e a famosíssima equação dele.
Fica próximo da Universidade de Tessalônica, na Grécia. E o Sr. Alberto Pardal, que enviou a fotografia para La Aldea Irreductible, não sabia se estava diante de uma aberração ou na frente de uma genialidade.
Tudo é relativo!

Ver também Einstones.

17 junho, 2011

SILICOSE. Palestra na ACEMT

Amanhã (18/06), estarei dando uma palestra sobre SILICOSE para os profissionais da Associação Cearense de Medicina do Trabalho (ACEMT).
Atendo a convite da Dra. Edilma Mendonça, Diretora Científica da ACEMT.

Horário: 8h30
Local: Auditório da SOCEPI - Rua Maria Tomásia, 701 - Aldeota

Post scriptum
Esta conferência, "SILICOSE NA PRÁTICA DA MEDICINA DO TRABALHO - PREVENÇÃO E DIAGNÓSTICO", foi ministrada hoje (18/06/11) para os associados da ACEMT. O material que usei na  apresentação já se encontra disponível para leitura e download no blog  Acta Pulmonale. PGCS

Quarto de empregada

Uma das obsessões da construção civil tem sido o barateamento das unidades habitacionais que constrói. Evidentemente, isso tem limites. Um apartamento cuja sala é ém "I" - e não em "L", como inicialmente se previa - acaba afastando os prováveis compradores. Um acabamento anunciado como de primeira e que não o é, idem. Experiências revolucionárias com a utilização de novos materiais como paredes feitas de papier mâché (papel amassado), então nem fala. Antes de tudo, o adquirente de um imóvel é um sujeito conservador.
E a política de minimização de custos das construtoras acaba sobrando para uma dependência: o quarto da empregada, o qual tem sempre dimensões liliputianas por maiores que sejam as do apartamento. Descrevendo um deles, Rubem Braga disse: "Um quartinho tão minúsculo onde uma pessoa não pode respirar com muita força que esgota completamente o ar." Embora, com tal nível de conscientização, não se sentisse Braga impedido de transformar o quarto de empregada no despejo do seu apartamento. Na oportunidade em que ele recebeu uns fardos pouco desejáveis e que "não podiam ficar na saleta do cronista".
Ao comprador de um apartamento Millôr Fernandes dá a seguinte orientação no item armários embutidos: "Conte o número e o tamanho dos armários embutidos. Mas conte com cuidado porque, muitas vezes, você pensa que está diante de um armário embutido e está diante do quarto de empregada." Ora, imaginam os senhores construtores que a empregada doméstica, feito aspargo em lata, dorme em pé? E que, nas paredes do quarto, assim que ela se instalar, não vai também afixar uns pôsteres de Michael Jackson, Xuxa Meneghel e Paulo Ricardo? O tipo do detalhe que deixa o compartimento ainda mais exíguo.
E o quarto em questão continua num processo de encolhimento que faz lembrar a anã branca (a qual, por uma associação de ideias, faz lembrar Adelaide, a anã paraguaia).

Prossiga a leitura da crônica em Linha do Tempo.

16 junho, 2011

O compactador de Português

Dizem que foram os mineiros que inventaram a linguagem de comunicação dos jovens na web.
A prova disso é a piadinha abaixo, que circula na rede, e que mostra o poder de compactação da fala do mineiro.
Fernando Gurgel Filho

Como a lógica extremamente avançada dos mineiros pode ajudar a diminuir o tamanho dos e-mails:
- Ce ké kafé? - Ké. - Pó pô pó? - Pó pô. - Pó pô pão? - Pó pô pokin só. - Kfom kotô! - Ópcv! - Nó!
Total: 73 caracteres
Como é o arquivo descompactado:
- Você quer café? - Quero. - Pode por o pó? - Pode por. - Pode por o pão? - Pode por um pouquinho só. - Com a fome que eu estou! - Olha para você ver! - Nossa Senhora Aparecida do Perpétuo Socorro.
Total: 168 caracteres
Uma compressão de 44%!
É bão mermo, uai!

Gravidez de alta duração

A maioria das gestações na espécie humana dura cerca de 9 meses e os médicos decidem induzir o parto se a gestação continua por mais tempo. No entanto, é possível uma mulher permanecer grávida durante um ano inteiro. A mais longa gestação do mundo durou 375 dias e o bebê tinha ao nascer um pouco mais de três quilos.


Gestações de um ano ou mais já deram à luz personagens da mitologia e da literatura. O fato é justificado pela necessidade de a mãe gerar uma obra-prima, muitas vezes destinada a fazer proezas. Com efeito, diz Homero que, tendo Netuno engravidado a Ninfa, esta só deu à luz um ano depois. Como informa Aulo Gélio, tão longo tempo era exigido pela majestade de Netuno, a fim de que o filho fosse formado com perfeição. Pelo mesmo motivo, Júpiter fez durar quarenta e oito horas a noite em que dormiu com Alcmena. Embora aqui se trate de uma fecundação, em menos tempo Júpiter não teria podido forjar Hércules, que limpou o mundo de monstros e tiranos.
Já Gargantua (na gravura ao lado, de Gustave Doré), personagem principal do romance homônimo de Rabelais, passou onze meses no ventre de sua mãe. E, por causa do inconveniente de ter ela comido tripas quando grávida, é que o bebê Gargantua passou por entre "os cotilédones superiores da matriz, entrou na veia cava e, subindo pelo diafragma até ao alto das espáduas, onde aquela veia se ramifica em duas, encaminhou-se para a esquerda e saiu pelo ouvido".

Bem, saiu pelo ouvido e quem quiser que conte outra.

15 junho, 2011

Um novo olhar para a América Latina

O artista espanhol Fernando Vicente superpõe formas humanas e animais a mapas de países e continentes para obter interessantes resultados.
Como esta imagem (ao lado) em que ele apresenta um novo olhar para a América Latina. O continente inteiro, de cabeça para baixo, a revelar o corte seccional de uma mulher grávida. Na imagem, a coluna é a Cordilheira dos Andes e as suas curvas são representadas pelas costas territoriais do continente.
O útero coincide com o Brasil. Como se a América Latina estivesse grávida de uma  superpotência emergente.


Translator can not be hit...

Ó Lua Moondana!


14 junho, 2011

O 1° transplante de pulmão do Norte e Nordeste

O Brasil possui hoje um dos maiores programas públicos de transplantes de órgãos e tecidos do mundo. Com 548 estabelecimentos de saúde e 1.376 equipes médicas autorizados a realizar transplantes, o Sistema Nacional de Transplantes está presente em 25 estados do país, por meio das Centrais Estaduais de Transplantes.
Para ser um doador, não é necessário fazer nenhum documento por escrito. Basta que a sua família esteja ciente da sua vontade. Assim, quando for constatada a morte encefálica do paciente, uma ou mais partes do corpo que estiverem em condições de serem aproveitadas poderão ajudar a salvar as vidas de outras pessoas. Lembre-se que alguns órgãos podem ser doados em vida. São eles: parte do fígado, um dos rins e parte da medula óssea.
O 1° transplante de pulmão do Norte e Nordeste
O primeiro transplante de pulmão das regiões Nordeste e Nordeste do Brasil foi realizado na madrugada desta terça-feira (14), no Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes, unidade da Secretaria da Saúde do Estado especializada no diagnóstico e tratamento de doenças pulmonares e cardíacas. O paciente, de 43 anos, portador de enfisema pulmonar em fase avançada, era procedente do município de Sobral, e recebeu um novo pulmão esquerdo. Este pulmão era o mais comprometido pela enfermidade e, para sobreviver, o paciente dependia de oxigenoterapia contínua há dois anos.
Coordenou a equipe que realizou - com sucesso - esse transplante de pulmão o Dr. Antero Gomes Neto (foto), cirurgião de tórax do Hospital de Messejana.
Agora, o Ceará se soma aos três Estados que fazem transplante de pulmão no Brasil – São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Jornalista Stella Magalhães

Vídeo do pronunciamento do Deputado João Ananias (PCdoB - CE) na Câmara Federal, dando destaque a esse feito histórico da medicina cearense.

Geopolítica do esporte

Vocês sabiam que a FIFA reconhece 208 países, enquanto a ONU só tem 192 inscritos? Surpreendente, não? Bem, a FIFA reconhece a Grã-Bretanha como sendo quatro países (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte), por exemplo, o que já explica uma parte do mistério.
Taiwan, Montserrat e Samoa Americana, que não estão representados na ONU, também estão registrados na FIFA. Mas o Vaticano e o Tibete não recebem a mesma honraria.
Não é por falta de padrinho forte.

Os deuses gregos



Que tempos, meus deuses! Caos organizando seu próprio caminho, os Titãs à solta por aí e Zeus (na gravura, com Hera), o mulherengo, traçando todas em sua época...
La Historia con Mapas tenta explicar visualmente como se formou a intrincada família dos deuses gregos. Com a apresentação dos três quatro mapas genealógicos possíveis.

13 junho, 2011

As últimas palavras de...

Carl Panzram, serial killer:
"Apresse-se, seu bastardo. Eu poderia matar dez homens, enquanto você fica aí brincando."
George Engel, ativista político norte-americano:
"Viva a anarquia. Este é o momento mais feliz de minha vida."
Robert Erskine, nacionalista irlandês (ao pelotão de fuzilamento):
"Deem um passo à frente. Assim será mais fácil."
Giles Corey, fazendeiro norte-americano (enquanto era esmagado por grandes pedras para que confessasse suas "bruxarias"):
"Mais peso!"
James French, assassino:
"Ei, caras. Que tal esta manchete para o jornal de amanhã? Batatas fritas (French fries)".
Tom Ketchum, assassino (ao carrasco):
"Eu estarei no Inferno antes de você começar o seu breakfast."
Voltaire, filósofo francês (no leito de morte, ao padre que queria convertê-lo):
"Agora, meu bom homem. Não é hora para eu fazer inimigos."
Tallulah Bankhead, atriz:
"Codeína... Bourbon..."
Kit Carson, pioneiro:
"Ah, se eu tivesse tempo para mais uma tigela de chili!"
Che Guevara, revolucionário comunista:
"Eu sei que vocês vieram para me matar. Atirem. Vocês vão matar um homem."

- Algumas dessas pessoas mereciam um segundo caixão só para levar os testículos!

Posts relacionados: In extremis e Aurélio e eu.

Catracas!

Um projeto desenvolvido por alunos da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI) quer transformar as catracas do metrô paulistano em fontes de energia limpa.
Geradores elétricos captariam a energia cinética (de movimento) das catracas, por onde passam 2,5 milhões de pessoas diariamente, e a converteriam em eletricidade. “Assim como a água que passa pelas turbinas de uma hidrelétrica gera energia, as pessoas que passarão pelas catracas terão os seus movimentos transformados em eletricidade", explica Renato, um dos autores do projeto.
A escolha de estações de metrô se deu justamente por serem lugares onde transitam milhões de pessoas. Se aprovada, a mesma técnica será expandida para catracas de estádios e outros locais que recebem grandes públicos em eventos esportivos ou artísticos.

Green Pass
Já se usa na China o Green Pass, uma catraca self-powered. Por não precisar de alimentação externa para o leitor de cartão, o contador de moedas e outros dispositivos, é uma catraca que economiza energia.

12 junho, 2011

Pênalti. Uma cobrança inacreditável

Após a cobrança de um pênalti que bateu no travessão, o goleiro abandona o seu posto e sai para comemorar. Mas esqueceu combinar o final do lance com a bola...

Flores, flores, flores

No ano passado, minha esposa outra vez se queixou de que eu não lhe dei o presente do Dia dos Namorados. Lembrando-me de que, em outros anos, eu não me esquecia de comprar uma "lembrancinha" para ela. Quando éramos namorados, para ser mais preciso.
Tenho cá minhas dúvidas se eu cheguei a tanto, mesmo naquele tempo. Foi muito curto o nosso período de namoro.
De qualquer maneira, as minhas desculpas pelas repetidas omissões têm sido:
Já somos casados, é só uma festa comercial, a data está sempre mudando...
Esta última é a mais inaceitável delas. Já que a publicidade não deixa ninguém sofrendo de amnésia a respeito do Dia dos Namorados.
Pois bem, como a esposa diz que se contenta em receber um bouquet, o que vale é ter sido lembrada, ontem eu passei numa floricultura. Lá, encomendei umas tantas flores. Numa quantidade que considerei suficiente para compensar os "esquecimentos" dos anos anteriores.
Mas acho que exagerei. Pois ouvi a dona da loja comentar que o rapaz das entregas faria uma viagem exclusiva à minha residência para levar as flores.
Bem, quando ele estava chegando, eu tirei esta FOTO.

Ver também...
Dos motivos para se gostar de ser homem.

11 junho, 2011

Palavras para ninar nada...

por Fernando Gurgel Filho

Acordou com a sensação de Titanic. Como se tivesse sido lançado ao mar pela primeira vez e visse um iceberg vindo ao seu encontro e vice-versa e os versos do vice verdejando na vela velada do velório não viam a viad..., digo vadiagem das palavras ao vento.
Como servidor público, a sensação de desastre iminente não passava nunca. Parecia aquele famoso gato de Schrödinger: quando olhavam para ele, estava vivo, quando não, estava morto.
Resolveu cutucar o mau humor reinante no reino dos risos mofados e viu que aquilo era divertido e surtia mais efeito que pimenta-do-reino em hemorróidas, úlceras, LER, dor de cotovelo e sinusite, e resolveu encher de ar aquelas mentes carentes e foi em frente em seu autismo cibernético.
Decidiu, então, colocar os pingos nos iis. Escreveu mais e colocou um pingo no i do mais, no ademais, no até mais... No i de ídolo o pingo ficou meio de banda, mas fazer o quê? Nossa língua idiota vive a nos pregar peças. A gente fala Tomais e, ao escrever Tomaz, cadê o i? Como colocar um pingo no fonema? Assim não dá. “Santa ignorância, Batman”, falou a segunda voz da dupla sertaneja gregoriana fazendo um pas-des-deux numa abertura divina e a plateia maravilhada olhava o colante transparente murmurando “oh, ela não faz o brasileirinho!” enquanto pescava tomates no rio Sena à sombra de uma macieira da floresta amazônica nas estepes russas e um imenso iceberg ameaçava as tumbas dos faraós chineses avançando em direção à Grande Muralha que o grão mongol construiu para evitar a fuga dos búfalos da ilha de Marajó e a cachaça rolava solta em Dublin onde Madame Satã balançava suas madeixas sentada no colo de Madame Bovary que se deliciava com um Pão de Açúcar na hora que Bloom completava sua trajetória pelas ruas de Piripiri em apenas 24, oras, e o bêbado asmático não se equilibrava mais no asfalto e suplicava por um ponto qualquer porque estava sem fôlego, mas o teletipista encontrava apenas vírgulas e o redator foi obrigado a escrever apenas Ponto Final.

O gato de Schrödinger
É um felino que foi submetido a estranhas experiências com mecânica quântica e que, devido a isso, ganhou a habilidade de estar vivo e morto ao mesmo tempo. PGCS

http://adoutrinadiverge.blogspot.com

O físico austríaco Erwin Schrödinger apresentou, em 1935, na revista alemã Naturwissenschaften ("Ciências Naturais"), o seu teorema do gato.
Uma experiência que consiste no seguinte:
Um gato é preso dentro de uma câmara de aço.
Dentro dessa caixa encontra-se um contador Geiger, com o qual o gato não pode interferir, e que contata com uma pequena quantidade de substância radioativa.
No espaço de uma hora, um dos átomos pode decair assim como, com a mesma probabilidade (50% x 50%), nenhum deles pode decair.
Se decair, liberta-se um martelo que quebra um pequeno frasco que contém ácido cianídrico e o gato morre. Enquanto isso não acontece, o gato vive.
Para quem está no exterior da caixa, é impossível afirmar, sem a abrir, que o gato está morto ou que ele está vivo.
O que a mecânica quântica afirma é que, se ninguém olhar para o interior da caixa, o gato encontrar-se-á numa sobreposição dos dois estados possíveis: vivo e morto.
Só se supera essa dúvida com uma medida: a abertura da caixa.

A campainha inteligente

Um garoto de 13 anos de Croydon, no sul de Londres, inventou uma campainha que, ao ser acionada, faz uma ligação direta para o telefone celular.
Laurence Rook, que desenvolveu o modelo para uma competição escolar (feira de ciências), já recebeu mais de 20 mil pedidos de compra do invento.
Ele já patenteou a ideia e, com a ajuda de uma amiga da família, contratou uma empresa na China para a produção em escala. E agora os dois negociam para que a campainha inteligente (Smart Bell) chegue às lojas britânicas a partir de setembro.
O invento de Rook começa com duas utilidades:
1 - Para conhecidos, o morador pode explicar que não está em casa.
2 - No caso de ladrões, ele pode fingir que está, evitando furtos e invasões.


Esta é daquelas invenções que, quando a gente descobre que alguém fez, a primeira reação é a de se perguntar: “Por que eu não pensei nisso antes?!”.

10 junho, 2011

Relógio e sapos


Repasso aos leitores desta bitácora os endereços de duas páginas da internet que estão sendo recomendadas pelo colaborador Nelson Cunha:
Relógio para quem gosta de estatísticas. www.poodwadle.com 
Engolir sapos pode não ser tão ruim assim. nanopatents and innovations

Um almoço indigesto

-

Além de grama, coice!

João Gilberto, o músico do despertar nacional

O Brasil comemora hoje os 80 anos de João Gilberto
Um dos mais geniais – e considerado também um dos mais excêntricos – cantores brasileiros torna-se octogenário. João Gilberto, um dos pais da bossa nova, nasceu em 10 de junho de 1931, em Juazeiro, Bahia. Violonista desde menino, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1950, disposto a ganhar o Brasil com seu violão e sua voz; ganhou o mundo.
Seu encontro com Tom Jobim foi decisivo. Foi o outro pai da nova forma que a música brasileira assumia. Se João Gilberto inventou a forma de cantar e tocar violão típicas da bossa nova, o maestro Tom deu-lhe a necessária roupagem instrumental e, muito importante, levou o cantor baiano ao encontro do movimento que surgia, juntando jovens artistas, intelectuais, estudantes. Gente do porte de Vinícius de Moraes, por exemplo.
Quando apareceu o disco Chega de Saudade, em 1958, na voz de Elizete Cardoso, com Chega de Saudade (de Tom e Vinícius) de um lado e Desafinado (de Tom e Newton Mendonça) do outro, a consagração foi imediata. Abriu as portas do mundo, conquistado depois com Garota de Ipanema (Tom e Vinícius, de 1962) e com a adesão de pesos pesados do jazz como Charlie Byrd e Stan Getz.
Músico preciso e exigente, é conhecido por cobrar silêncio absoluto de suas plateias, tendo algumas vezes abandonado suas apresentações pelo meio, devido a ruídos no público ou problemas técnicos com o som. Ele tem razão e direito. Sua música, delicada, só pode ser apreciada em sua inteireza com muita atenção. Faz parte das vozes do Brasil moderno, do despertar nacional nas décadas de 1950 e 1960, e permanece como um signo nacional reconhecido mundialmente.

Discografia de João
(2000) João voz e violão • Universal Music • CD
(1994) Eu sei que vou te amar • Epic • CD
(1993) The Carnegie Hall Concert • CD
(1993) O mito • CD
(1991) João • Philips • LP
(1990) Performance • CD
(1986) Live at the 19th Montreux Jazz Festival • WEA/RCA • LP
(1985) João Gilberto interpreta Tom Jobim • EMI Odeon • LP
(1981) Brasil • WEA • LP
(1980) João Gilberto Prado Pereira de Oliveira • Warner Bros
(1977) Amoroso • Warner Bros
(1976) The best of two worlds • CBS • LP
(1973) João Gilberto • PolyGram/Polydor • LP
(1970) João Gilberto • Philips • LP
(1970) João Gilberto en Mexico • Orpheon
(1964) Getz/Gilberto • Odeon
(1962) Bossa Nova at Carnegie Hall • LP
(1961) João Gilberto • Odeon • LP
(1960) O amor, o sorriso e a flor • Odeon • LP
(1959) Desafinado/Oba-la-la • Odeon • 78
(1959) Chega de saudade • Odeon • LP
(1958) Chega de saudade/Bim bom • Odeon • 78

09 junho, 2011

O acesso à internet como um direito humano

Era só uma questão de tempo. Cedo ou tarde, o mundo teria de reconhecer essa realidade.
A Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas reconheceu que o acesso à Internet é um direito humano. Através de um comunicado, emitido pelo relator Frank La Rue, o órgão mundial recomendou aos governos ao redor do mundo que garantissem este acesso a seus cidadãos. Também condenou os países que filtram ou bloqueiam conteúdos da Internet.
Permitir que os indivíduos exerçam o direito de opinar e de expressar-se e, em muitos casos, de fazer a dissidência, é uma ferramenta imprescindível ao progresso social.

Ler tudo em "La ONU declara el acceso a Internet como derecho humano", por Pepe Flores. In: ALT1040

O preparo de um clínico geral

O que se pretende de um clínico geral é que ele tenha um preparo tal que o torne capaz de:

1. Formular hipóteses diagnósticas com grande probabilidade de acerto com base unicamente na anamnese e exame físico do paciente.
2. Reconhecer os casos de urgência que exigem hospitalização e tratamento imediato.
3. Solicitar e interpretar criticamente os exames complementares mais indicados em cada caso.
4. Tratar, em regime ambulatorial ou hospitalar, os casos mais simples, de ocorrência frequente, que não necessitam da participação de outros especialistas.
5. Encaminhar os casos mais complexos para serviços especializados, de acordo com a afecção detectada ou a hipótese diagnóstica mais provável.
6. Orientar os pacientes e seus familiares sobre medidas gerais que repercutem na saúde, tais como estilo de vida, cuidados higiênicos, estresse, alimentação, controle de peso, imunizações etc.
7. Conhecer a patologia regional predominante na área de sua atuação e suas implicações sociais.
8. Manter boa relação médico-paciente, procurando conhecer os problemas emocionais do paciente e os fatores ambientais de seu universo, como meio familiar, ambiente de trabalho etc.
9. Ter noções básicas de medicina legal, conhecer a legislação relativa ao exercício da medicina e manter uma conduta ética exemplar.
10. Manter-se atualizado com os progressos da medicina.

Extraído de As perspectivas da Clínica Médica
uma palestra do Prof. Joffre M. de Rezende.

08 junho, 2011

Festas de Divórcio

Há dois anos, a empresária Meg Sousa, 29, deu uma grande festa para amigos e familiares. Chegou de limusine, fez uma entrada triunfal, recebeu elogios pela decoração do bolo, distribuiu lembrancinhas para os convidados. Mas o maior comentário foi mesmo o motivo da festa que causou furor: sua separação conjugal.
A Festa de Divórcio, como a que Meg fez, está chegando, aos poucos, ao Brasil.
"bem-separados"
“Fiz uma festa no mesmo formato da do meu casamento, com direito a bolo, "bem-separados" (imagem) – uma versão dos bem-casados - e buffet, conta Meg. Para ela, promover o evento foi a maneira que encontrou de mostrar a todos que ela estava bem.
Diante de convidados boquiabertos, Meg entrou no salão acompanhada por dançarinos profissionais. Além disso, banda, fotógrafo e DJ foram contratados. “Eu pensei em quebrar o tabu que existe sobre o final de casamento ser sempre triste e cheio da amarguras”, afirma.
O sucesso enorme da Festa de Divórcio de Meg foi a deixa para mais comemoração. No ano seguinte ao primeiro evento, a festa foi repetida. Quando um casal completa um ano de casamento, significa que fez "Bodas de Papel". Aproveitando a denominação da data, Meg resolveu fazer as “Bodas de Papel Rasgado”.
"Agora, em junho deste ano, vamos para a terceira edição”, revela a empresária. Ela diz que o tema “divórcio” acabou ficando em segundo plano. “As festas foram tão divertidas que devem virar anuais.”

Fonte: Danielle Nordi, Delas, iG

Vida de gado

:-(

07 junho, 2011

"Áreas doadoras"

A moda dos calçados pode ser influenciada pela decoração de interiores?
A resposta é sim. Aqui, por exemplo, dois pares de pantufas foram confeccionados com o material do tapete.
Isto sem que as "áreas doadoras" fossem ao menos disfarçadas.
Via

Itapiúna - CE

Terra de gigantes


Se andasse por essas paragens, um Dom Quixote do tempo atual certamente investiria, de lança em riste, sobre estes seres de aço, vidro e concreto. Tomando-os por gigantes inimigos a serem enfrentados.
Mas são apenas torres de transmissão de eletricidade que existem na Islândia. Foram assim construídas numa competição para inovar as formas que essas estruturas apresentam.
Via

Itapiúna - CE

06 junho, 2011

O estelionato permitido


"O que é assaltar um banco comparado com fundar um banco?
Bertold Brecht

Era uma vez um empreendedor de visão em uma cidadezinha brasileira.
Na cidadezinha, existia uma boa quantidade de pequenos imóveis residenciais praticamente abandonados, sem uso.
Então, o empreendedor propôs aos donos que, por uma pequena quantia, ele administraria esses imóveis.
Assim foi. Mensalmente, os donos dos imóveis pagavam uma taxa quase simbólica e o empreendedor alugava os imóveis para terceiros.
O negócio prosperou rapidamente e o empreendedor viu o lucro da imobiliária que fundou, crescer de forma rápida e exponencial.
Aí vieram a polícia e a justiça, interditaram a imobiliária, confiscaram os bens do empreendedor, bloquearam suas contas bancárias e prenderam-no.
Interrogado porque não repassava o dinheiro do aluguel para os donos dos imóveis, respondeu:
- Porque não somos uma imobiliária comum, somos um Banco Imobiliário. O senhor já viu algum banco repassar o aluguel do dinheiro que nós depositamos lá? Eles cobram um monte de taxas apenas para manter minha conta corrente, alugam meu dinheiro para terceiros, pago caro quando eu preciso alugar algum dinheiro e o banco nunca sequer mandou um cartão de agradecimento por utilizar o que é meu em proveito próprio.
E finalizou:
- E eu fui preso por fazer exatamente a mesma coisa? Quando o senhor vai obrigar os banqueiros a me repassar o aluguel do MEU dinheiro?

Fernando Gurgel Filho

Morre a "fogueteira do Maracanã"

Rosenery Mello do Nascimento, de 45 anos, conhecida como a “fogueteira do Maracanã”, teve morte cerebral decretada na noite deste sábado, no Hospital Naval Marcílio Dias, em função de um aneurisma cerebral. Ela foi operada, mas não resistiu. O sepultamento deverá ser nesta segunda-feira, em São Gonçalo, às 12 horas, no cemitério Parque da Paz.
Rosenery ficou famosa pelo episódio com um sinalizador numa partida entre Brasil e Chile, no Maracanã, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1990. Após o fato, ela posou nua para a revista Playboy, sendo capa da edição de novembro de 1989.


No dia 3 de setembro de 1989, Brasil e Chile jogaram no Maracanã. Aos 24 minutos do segundo tempo, quando o Brasil vencia por 1 a 0, a torcedora, na época com 24 anos, disparou um sinalizador usado em embarcações. A chama foi em direção ao gramado e caiu próxima do goleiro chileno, Roberto Rojas, que caiu no chão, levando as mãos ao rosto. No estádio e também na transmissão pela televisão, a impressão geral foi de que o goleiro tivesse sido atingido pela chama. O goleiro foi carregado, ensanguentado, e o árbitro argentino Juan Lostau encerrou a partida depois de aguardar por 20 minutos o retorno dos chilenos ao gramado, o que não ocorreu.
Fontes: Último Segundo, G1, Placar e outras

Leia mais sobre:
1) a farsa: O rojão de Rosenery
2) a farsa da farsa: Incidente em Campo Grande.

05 junho, 2011

Para papel parede

Paulo,
Eis uma fotografia do porão do Mercado Modelo em Salvador.
Os subterrâneos do MM são iluminados por luzes indiretas multicores que formam um ambiente sui-generis e surreal!
Merecem uma visita.


Outra visita imperdível em Salvador é ao Museu da Misericórdia, no Centro Histórico.
Através dos objetos, mobiliários e quadros da Santa Casa da Bahia, a primeira do Brasil, pode-se acompanhar toda a história do Brasil.
Sem falar nas obras de arte contemporâneas sobre o tema da caridade.
Abraços.
Winston Graça (por e-mail)

O ser humano típico

Em um mundo com 7 bilhões de pessoas, o ser humano mais comum seria representado por:
- um homem chinês
- com 28 anos de idade
- destro
- que ganha menos de 12.000 dólares por ano
- sem conta bancária
- e com telefone celular.
Fonte: National Geographic, que faz também a ressalva de que "não será por muito tempo".

04 junho, 2011

O relógio da saideira

Vá a um bar, peça uma cerveja e ponha a nota fiscal no estilete que fica no centro do mostrador.

Sempre que você quiser saber que horas são, basta olhar para a nota. Se você achar que o relógio está ficando atrasado, é só pedir outra cerveja etc.

The ultimate watch, Bits and Pieces

Filmes em códigos de barras

Vejam dois exemplos de como ficam os filmes quando comprimidos para códigos de barras.
O primeiro, com cores mais sombrias, é o filme "A Rede Social"; o segundo, todo colorido, é o "Alice no País das Maravilhas". Dá inclusive para a gente tirar conclusões sobre os tipos de filmes pelas cores que eles apresentam nos códigos de barras.


Estas imagens resultam da compressão dos fotogramas de suas películas. A duração de um fotograma depende da cadência de projeção de cada sistema audiovisual em particular. No cinema sonoro, com 24 quadros por segundo, ele dura 0,0417 segundos. No vídeo (aqui o termo fotograma é substituído por frame), o tempo vai variar conforme o sistema de vídeo utilizado. No sistema NTSC, com a cadência de 30 imagens por segundo, cada frame equivale a 0,0333 segundos. No sistema PAL, que trabalha com uma cadência de 25 imagens por segundo, isso faz com que cada frame dure 0,0400 segundos.
Existe um site inteiramente dedicado a compactar os filmes para códigos de barras. É o MOVIEBARCODE.
PGCS

03 junho, 2011

Todos Nós Somos Doutores

"De tempos em tempos, volta a dúvida, a discussão: quem é Doutor/doutor? Devo/posso chamar meu médico de "doutor"? E um advogado pode assim se denominar? E os cirurgiões-dentistas, os engenheiros, os enfermeiros, os fisioterapeutas? "Doutor" não é apenas quem defende tese em Curso de Doutorado? Afinal, "doutor" é título ou forma de tratamento? Quem é doutor?"

Nelson Cunha me enviou este interessantíssimo artigo, Todos Nós Somos Doutores, que é um dos textos complementares do Manual de Redação da PUCRS. Escrito por Gilberto Scarton, o artigo em epígrafe pretende trazer luzes sobre o assunto. PG

O gigolô das palavras

Luís Fernando Veríssimo

Quatro ou cinco grupos diferentes de alunos do Farroupilha estiveram lá em casa numa mesma missão, designada por seu professor de Português: saber se eu considerava o estudo da Gramática indispensável para aprender e usar a nossa ou qualquer outra língua. Cada grupo portava seu gravador cassete, certamente o instrumento vital da pedagogia moderna, e andava arrecadando opiniões. Suspeitei de saída que o tal professor lia esta coluna, se descabelava diariamente com suas afrontas às leis da língua, e aproveitava aquela oportunidade para me desmascarar. Já estava até preparando, às pressas, minha defesa (“Culpa da revisão! Culpa da revisão!”). Mas os alunos desfizeram o equívoco antes que ele se criasse. Eles mesmos tinham escolhido os nomes a serem entrevistados. Vocês têm certeza que não pegaram o Veríssimo errado? Não. Então vamos em frente.
Respondi que a linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer “escrever claro” não é certo mas é claro, certo? O importante é comunicar. (E quando possível surpreender, iluminar, divertir, mover… Mas aí entramos na área do talento, que também não tem nada a ver com Gramática.) A Gramática é o esqueleto da língua. Só predomina nas línguas mortas, e aí é de interesse restrito a necrólogos e professores de Latim, gente em geral pouco comunicativa. Aquela sombria gravidade que a gente nota nas fotografias em grupo dos membros da Academia Brasileira de Letras é de reprovação pelo Português ainda estar vivo. Eles só estão esperando, fardados, que o Português morra para poderem carregar o caixão e escrever sua autópsia definitiva. É o esqueleto que nos traz de pé, certo, mas ele não informa nada, como a Gramática é a estrutura da língua mas sozinha não diz nada, não tem futuro. As múmias conversam entre si em Gramática pura.
Claro que eu não disse isso tudo para meus entrevistadores. E adverti que minha implicância com a Gramática na certa se devia à minha pouca intimidade com ela. Sempre fui péssimo em Português. Mas – isso eu disse – vejam vocês, a intimidade com a Gramática é tão indispensável que eu ganho a vida escrevendo, apesar da minha total inocência na matéria. Sou um gigolô das palavras. Vivo às suas custas. E tenho com elas exemplar conduta de um cáften profissional. Abuso delas. Só uso as que eu conheço, as desconhecidas são perigosas e potencialmente traiçoeiras. Exijo submissão. Não raro, peço delas flexões inomináveis para satisfazer um gosto passageiro. Maltrato-as, sem dúvida. E jamais me deixo dominar por elas. Não me meto na sua vida particular. Não me interessa seu passado, suas origens, sua família nem o que outros já fizeram com elas. Se bem que não tenho o mínimo escrúpulo em roubá-las de outro, quando acho que vou ganhar com isto. As palavras, afinal, vivem na boca do povo. São faladíssimas. Algumas são de baixíssimo calão. Não merecem o mínimo respeito.
Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a deferência de um namorado ou a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria a sua patroa! Com que cuidados, com que temores e obséquios ele consentiria em sair com elas em público, alvo da impiedosa atenção dos lexicógrafos, etimologistas e colegas. Acabaria impotente, incapaz de uma conjunção. A Gramática precisa apanhar todos os dias pra saber quem é que manda.

Leitura complementar
Samba do Arnesto, de Adoniran Barbosa
Assum Preto, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira
Poema às Palavras, de J. G. de Araújo Jorge
Sertão familiar, de Fernando Gurgel Filho
O colocador de pronomes, de Monteiro Lobato
Portal de Marcos Bagno (escritor, tradutor, linguista e professor da Universidade de Brasília)