30 abril, 2010

Um tipo de dor de cabeça

Nos tempos pré-históricos, quando os hormônios sexuais de um homem alcançavam um certo nível, ele sabia o que tinha de fazer: sair à cata de uma mulher. O diabo é que muitos outros, em igual situação, seguiam o mesmo instinto. E a pândega, para ser resolvida, necessitava de uma farta troca de porretadas entre os pretendentes.
Declarado o vencedor do torneio, este se apresentava à fêmea. Só que ela, muitas vezes, não concordava com o resultado da disputa. E, por conta da insubmissão, recebia também a sua porretada. A seguir, era ela arrastada pelos cabelos em direção ao tálamo nupcial.
Esses métodos toscos de conquista e condução deixavam a mulher das cavernas com uma dor de cabeça danada. Apenas quando os mesmos foram abolidos é que o sintoma veio a desaparecer, acredita-se. Sim, veio a desaparecer para ressurgir, muito tempo depois, na cabeça da mulher moderna. Como o sintoma que, por excelência, a protege das relações sexuais indesejáveis. E esse ressurgimento da dor de cabeça na mulher é um exemplo notável de atavismo na espécie humana.
Contudo, um detalhe permanece sem resposta. Por que o homem das cavernas puxava a sua mulher pelos cabelos e não pelos tornozelos? Se os tornozelos parecem mais firmes e apropriados para as operações de carreto? Alguma motivo para isso, e que a mente do homem moderno não vislumbra, os nossos antepassados deviam ter.
É um assunto que deixo à consideração dos paleoantropólogos. Quando eles encontrarem a explicação, terei imenso prazer em ceder espaço no blog para que a exponham. PGCS

29 abril, 2010

Um termograma explicado

Diabéisso?


A imagem acima mostrada é o termograma de um flato. Em outras palavras, do gás intestinal (vermelho) que acaba de ser expelido de um corpo humano. Apresenta-se com essa cor porque a temperatura do corpo, onde o gás se encontrava antes de sair, é mais alta do que a do ar ambiente (azul).
É mais uma prova de que a Ciência pode ser divertida. Como também é, considerando as características do assunto desta postagem, o nome da fonte consultada.

28 abril, 2010

Em busca do tempo perdido


Por um momento, eu pensei que seria a cena de reabertura de um aeroporto europeu, assim que as decolagens voltaram a ser autorizadas. Após a constatação de que as cinzas lançadas na atmosfera por recentes explosões do vulcão Eylafjallajoekull, na Islândia, não mais representavam uma ameaça para a navegação aérea na Europa.
Mas se trata de uma montagem fotográfica feita por Ho-Yeol Ryu para a exposição Migrations.

Fazendo média com a Mona Lisa

:-)

27 abril, 2010

O plágio de nossa bandeira

Antes te houvessem roto no Alvorada
Que servires a um povo replicada. PGCS

Andam a plagiar a bandeira do Brasil. Apesar de ter uma combinação pouco usual de cores, de formas e de um lema exclusivo, o lindo pendão da esperança, o símbolo augusto da paz não é inimitável como se pode ver. Em parte, por não estar sob a proteção de alguma lei autoral.
Vem da Líbia a primeira ameaça nesse sentido. O país africano, conhecido por seus imensuráveis desertos, já está usando em sua bandeira (não sei há quanto tempo) o verde de nossas matas. A simbolizar o verde de seus oásis, ora vejam!

Mas esse retângulo verde é só um balão de ensaio. Se nós, brasileiros, não protestarmos com absoluta firmeza, os líbios acrescentam o resto: o losango amarelo, o círculo azul, as brancas estrelas.... E, arrematando tudo, uma faixa com a seguinte frase: "L'amour pour principe et l'ordre pour base; le progrès pour but".
Riram porque ela ficou extensa? Mas é a frase de Auguste Comte, no original e completa.
Urge: levantarmos a bandeira que vai defender a... bandeira. Pois rumores já dão conta de que eles estão progredindo muito no Paint.

26 abril, 2010

A guerra dos megapixels

Manolo Toledo (pasión por la fotografía digital), num interessante artigo publicado em seu xatakafoto, alerta-nos para a possibilidade de estar chegando ao fim "a guerra dos megapixels". Contida essa disputa pelos limites da Óptica, apesar do manifesto interesse do marketing das principais marcas de máquinas fotográficas em prolongá-la indefinidamente.
Pelo que ele explica, oferecer a partir de um certo limite mais megapixels, para um dado tamanho do sensor, não corresponde a melhorar a imagem fotográfica, podendo inclusive piorá-la.


Leia (em espanhol) o artigo de Manolo Toledo com os comentários de seus leitores, aqui.

Em nome da ciência

Hojatoleslam Kazem Sedighi, um líder religioso iraniano, não acredita nessa história de que choques entre placas tectônicas possam causar terremotos. Prefere, em suas pregações, atribuí-los ao modo despudorado como se vestem as mulheres de seu país. Explicando, ainda, que essas reações sísmicas da Terra estão acontecendo com fins punitivos.
Opondo-se a essa explicação, e para provar que a teoria do religioso não é cientificamente demonstrável, a blogueira Jen McCreight está a propor: Show your boobs in the name of science. Assim é que, em nome da ciência, ela vai mostrar os peitos, além de encorajar que outras mulheres também façam o mesmo.
Será hoje (26/04) o arriscado Boobquake.

25 abril, 2010

Que é trololó?

Há duas formas de a gente saber o que é isso. A primeira, sob o beneplácito da paciência, é assistindo ao vídeo deste cantor russo - até o fim.



A segunda é consultando um dicionário (o Aurélio, por exemplo).
trololó [voc. onom.] S. m. Bras.
1. Música de caráter ligeiro e fácil.
2. Pop. Nádegas.
Como dizia Armando Nogueira, as palavras são como as pessoas: nascem e morrem (embora só as palavras ressuscitem).

24 abril, 2010

O encontro com o amigo urso

"in fun we trust"

Poluição em dobro?

Os cientistas neo-zelandeses Robert e Brenda Vale, em estudo publicado na revista "New Scientist" (outubro de 2009), chegaram à conclusão de que um cão pode poluir duas vezes mais do que um carro.
Memória do cálculo
Um cachorro de tamanho médio, que come 164 quilos de carne e 95 quilos de cereais por ano, o seu impacto no meio ambiente corresponde a uma superfície de 0,84 hectares.
Por outro lado, um veículo 4x4, que percorre 10.000 quilômetros anuais, levando-se em conta a energia necessária para sua fabricação e a utilizada para seus deslocamentos, tem um impacto ecológico de 0,41 hectares, duas vezes menos do que o cão.
Reação
Foi essa a reação apresentada por um dos defensores dos animais de estimação:
"Os cientistas, às vezes, gostam de se divertir, e aqui, visivelmente, se divertiram com os números..."
Comentário do blog
Polui em dobro, sim, quando o próprio cão pilota o carro (PG).

23 abril, 2010

O alfaiate convencido

Finalmente, o cliente estava a receber o tão aguardado terno. Depois de incontáveis comparecimentos no ateliê do alfaiate, para se submeter a provas e contraprovas, como lhe fora exigido pelo profissional.
Nessa oportunidade, aproveitou para desabafar por meio de uma comparação:
- Que coisa! Deus fez o mundo em 6 dias, mas você levou 6 meses para fazer o terno!
O alfaiate conduziu o cliente até a janela principal de seu ateliê, de onde se podia apreciar o bem cuidado parque da cidade. E, abrindo os braços num gesto bem largo, deu sua justificativa:
- Sim, mas olhe o mundo... e olhe agora como ficou o terno. (PGCS)

Palanque

Finalmente surgiu uma tese que absolve os políticos de uma das acusações que lhe são feitas. A de que prometem, numa campanha eleitoral, coisas que eles não vão cumprir após eleitos. Pois a tese em questão simplesmente lhes tira a responsabilidade sobre as coisas em vão prometidas e, no lugar deles, põe a culpa em algo "novo". Algo que, até há pouco tempo, ninguém sabia que tivesse essa propriedade de desnaturar os homens públicos. A ponto de torná-los levianos da palavra.
Ver no Preblog.

22 abril, 2010

Uma caldeira autotransportável


Esta é a imagem de um fardier à vapeur que se encontra no Musée des Arts et Métiers de Paris. Foi construído, em 1771, pelo engenheiro francês Nicolas-Joseph Cugnot que, a pedido do exército francês, desenvolvia máquinas que pudessem transportar grandes canhões.
Tinha três rodas, uma caldeira (funcionava a vapor) e um leme, e o conjunto se movimentava a uma velocidade de 4 quilômetros por hora. É considerado o primeiro veículo a autopropulsão do mundo.
Ao bater contra uma parede de tijolos causou também o primeiro acidente de automóvel do planeta. Isto, juntamente com problemas financeiros acumulados em seu projeto, puseram fim às experiências com o veículo.

Sejamos justos! Do protótipo de Nicolas-Joseph Cugnot aos automóveis de hoje, nos quesitos desempenho, conforto e elegância, estes últimos evoluíram bastante, não?

21 abril, 2010

As músicas favoritas de Juscelino

Durante a construção de Brasília, o presidente se relaxava de seus trabalhos com as serestas que promovia no Catetinho, o palácio provisório de madeira de onde ele comandava as obras da futura capital do Brasil. Garante o seresteiro Fernando Lopes que a música favorita do presidente era "Granada". Em segundo lugar, vinha "Peixe Vivo"...
Ocuparia "Peixe Vivo" essa posição de destaque entre as preferências musicais do "Presidente Bossa Nova"?
No fórum "O que Tom Jobim e Vinicius de Moraes têm a ver com Brasília?", em curso no Portal Luís Nassif, um de seus participantes, Marco Fernando, relatou o seguinte:

"Eu nasci a cerca de 200 metros do hoje mítico Clube da Esquina, e conheço Milton Nascimento há mais de quarenta anos. O Bituca sempre teve uma relação de afeto com Diamantina, e eu próprio participei de várias excursões etílico-musicais àquela cidade, em que tomaram parte vários membros ilustres do Clube. Em uma dessas aventuras, ocorrida em fins dos anos 60, o filho mais ilustre da cidade, Juscelino Kubitschek, encontrava-se lá por acaso, e alguns jornalistas sugeriram uma fotografia dos jovens artistas com o Presidente (veja ao lado). Para criar um "clima" durante a sessão de fotos, foi sugerido que Milton cantasse algo dedicado a Juscelino. Gentilmente então, o Bituca perguntou ao Presidente o que ele gostaria de ouvir. Em resposta, Juscelino puxou-o pelo braço e cochichou algo a seu ouvido e, a seguir, cantou-se uma música qualquer, as fotos foram tiradas, e o Presidente foi embora. Não parecia que a música executada fosse conhecida do Presidente, e todos queriam saber do Bituca que diabos ele havia falado a seu ouvido. Em meio a uma generalizada gargalhada, ficou-se sabendo então que ele dissera: 'Por favor, toque qualquer coisa menos o Peixe Vivo. Não sei quem espalhou por aí que gosto dessa música, e eu não agüento mais ouvi-la.' Portanto, as afirmações quanto ao gosto musical do Presidente contidas no texto acima não devem ser levadas a sério."

+ informações
A música "Presidente Bossa Nova", do menestrel Juca Chaves, teve problemas com a a censura que foram resolvidas pelo próprio Juscelino. E, a pedido deste, Tom e Vinicius compuseram em homenagem a Brasília a "Sinfonia da Alvorada" (trecho no vídeo), mais tarde conhecida como a "Sinfonia de Brasília".


JK visto por NC (post scriptum)
Paulo,
"Conheci Juscelino pessoalmente em 1973. Eu estava esperando embarcar para Belo Horizonte, Aeroporto Santos Dumont, quando vi o ex-presidente sentado no saguão de espera interno. Ele havia tirado os sapatos e esticado as pernas, hábito já repetidas vezes veiculado pela imprensa, como pude testemunhar.
Fui até lá, e sem pedir licença, sentei ao seu lado, já puxando assunto.
- Presidente, quero lhe dizer que meu pai é seu fã e não me perdoaria se o visse e não trocasse meia dúzias de palavras com o senhor.
Ele então, abriu um sorriso e perguntou de onde eu era. Respondi que era residente na Santa Casa e ia para João Monlevade. Ele então, sem esforço de memória, mandou um abraço para o professor Silvio Abreu Fialho e em Monlevade para o dono de um bar, o Germin. Como vê, cassado, censurado, aproveitava qualquer momento para exercitar a simpatia do político bom de voto."
Nelson Cunha (por e-mail)

Newton no pomar

A Física vale bem um galo na cabeça?


20 abril, 2010

Desbancado Tio Patinhas

Segundo a revista "Forbes", Tio Patinhas, com seus US$ 33,5 bilhões, deixou de ser o personagem mais rico do mundo. A revista, que também elabora a lista dos bilionários do mundo da ficção, agora põe no topo Carlisle Curlen, da saga "Crepúsculo".
Carlisle acumula atualmente uma fortuna de US$ 34,1 bilhões. E tempo não lhe faltou para amealhar tanta riqueza, pois o patriarca da família Curlen já alcança a idade de 370 anos.
Nessa relação dos quinze personagens mais ricos da "Forbes", seis deles são desenhos: Tio Patinhas (2º), Riquinho (3º), Batman (7º), A Fada do Dente (8º), Sir Topmann Hatt (10º) e Montgomery Burns (12º).
Ver a lista dos quinze em Nadave.net.

Humor cinza

Por que os crematórios não dão desconto para as vítimas de incêndios?

19 abril, 2010

Agora é cinza

Esse vulcão que ao explodir, dias atrás, espalhou uma grande nuvem de cinzas por quase toda a Europa fica no sul da Islândia, numa região de nome bastante complicado: Eyjafjallajoekull.
E a aspiração prolongada de cinzas vulcânicas pode causar no ser humano uma doença conhecida por... pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose.


Propostas simplificadoras:
- Eyjaf
- pneumoconiose

Um militar trapalhão

Os especialistas em estratégia militar coincidem em destacar Ambrose E. Burnside (no centro da fotografia) como um dos piores militares da História.
Abraham Lincoln certa vez comentou sobre ele:
"Só Burnside é capaz de transformar uma vitória certa em uma derrota espetacular."
Durante a Guerra da Secessão nos Estados Unidos, entre outros vexames, o despreparo do general Burnside foi a causa de muitas baixas entre seus comandados. Como aconteceu na Batalha de Antietam, por exemplo, em que ele se empenhou para tomar uma ponte "estratégica". E só depois foi descobrir que o rio sob a ponte conquistada tinha apenas poucos centímetros de profundidade.

Pois é. Há sempre um incompetente para estragar a guerra.

18 abril, 2010

Balança mas não cai?

A ponte sobre a Represa Billings, na divisa entre São Bernardo do Campo e São Paulo, e que integra o Trecho Sul do Rodoanel, recém inaugurado pelo ex-governador José Chirico, pode vir a ter problemas com os ventos transversais. Se estes forem fortes, estilo ventania, poderão balançar a ponte, "causando certo desconforto aos motoristas", mas sem que a referida obra se danifique (sic).
Isto porque a ponte, que tem a extensão de 1,7 quilômetros, não dispõe dos Atenuadores Dinâmicos Sincronizados (ADS), um sistema de molas e contrapesos que, se nela houvesse, poderia reduzir as oscilações em sua estrutura. Na ponte Rio-Niteroi, que mede cerca de 13 quilômetros, são os ADS que fazem isso.
Medidas
A Dersa, que administra o Rodoanel, anunciou que fará o seguinte:
- com ventos até 18 km/h: normal
- com ventos entre 19 e 26 km/h: formação de comboios
- com ventos entre 27 e 49 km/h; (nada)
- com ventos acima de 50 km/h: o tráfego será interrompido
Um policial rodoviário com um anemômetro medirá "a velocidade e a direção dos ventos".
Sugestões
1 - com os ventos entre 27 e 49 km/h (black hole) serão autorizados a passar na ponte apenas os veículos cujos motoristas assinem um termo de responsabilidade;
2 - adquirir uma biruta para medir a direção do vento (anemômetro mede só a velocidade) com a verba não aplicada nos ADS;
3 - tranquilizar os usuários quanto à solidez da ponte com a exibição deste vídeo.

17 abril, 2010

Um lindo dia

:-)

Simpsonianas

"Oh não, alienigenas espaciais! Não me comam, tenho mulher e três filhos... Comam eles!"
"A culpa é minha e eu a ponho em quem eu quiser!"
"Bem, ele pode ter todo o dinheiro do mundo, mas tem uma coisa que ele não pode comprar... Um dinossauro!"
"Álcool: a causa e solução de todos os problemas!"
"Por que tudo que chicoteio me abandona?"
"Eu não estava mentindo. Estava escrevendo ficção com a boca."
"Para mentir, apenas duas coisas são necessárias: alguém que minta e alguém que escute a mentira."
"O amor é feito só para pessoas jovens e bonitas."
"Por que eu tive que nascer pai?"
"Telefonista, me dê o número do 911."
"Sei que nunca fui um homem muito religioso mas, se estiver aí em cima, por favor, me salve, Superman!"
"Existem 3 frases curtas que levarão sua vida adiante:
------ Não diga que fui eu!
------ Oh, boa idéia, chefe!
------ Já estava assim quando cheguei!"

Frases produzidas pelo cérebro privilegiado de Homer J. Simpson.

16 abril, 2010

Calça Jeans


por Nelson Cunha
1
Não gosto de provar roupa, mas estou aqui provando jeans. Comprar roupa não é a minha praia, saio sempre com a sensação de que fui roubado ao comparar seu preço com a minha última aquisição eletrônica. Um saco para duas duas pernas, conhecido como calça, pode valer tanto quanto uma sofisticada câmera digital.
Pergunto ao gerente porque uma calça custa 59,99 e a outra 399,99 se ambas tem o mesmo tecido e acabamento.
- É o corte, diz com meia convicção.
Então, os fabricantes menores poderiam facilmente copiar o corte de uma roupa cara e reproduzi-la a milhão, respondo desafiador.
- É o tecido, retruca diante da minha lógica arrasadora.
Contesto dizendo que o brim “índigo blue” usado por todas confecções é fornecido por um único fabricante: a Santista Têxtil.
- Então, é o caimento, afasta-se exasperado.
Não insisti e deixei que o gerente aliviasse seu nervosismo com outros clientes menos irritantes.
Caimento é palavra retirada do dicionário das definições incertas. Recorremos a elas quando a ocasião obriga-nos a fazer afirmações vazias. Para não dizer nada, falamos que fulano é charmoso, sicrano é incrível e beltrano carismático. Não há bom “caimento” quando o corpo das pessoas é tão variado. Só seis por cento das mulheres estão dentro do padrão, ver site http://www.zafu.com/
2
Voltemos às calças e a seus preços extorsivos. Como é possível algo de elaboração tão primária custar mais do que um televisor? A resposta está na etiqueta, esta sim, contém quase todo o valor do produto. Se a calça custa 39,00, a etiqueta eleva-a ao pedestal dos 379,00.
- Deixa-me ver como a calça ficou em você...
- Está mááá-ravilhoso!
- Você acha mesmo?
- É claro, meu bem, é Calvin! Você vai ááá-rrasar ! Está na promoção por 418,00 em 3 vezes sem juros. Aceitamos cartão e pré-datado.
3
É certo, dirão os enfeitiçados por marcas, que as roupas caras tem melhor acabamento e o têm deveras, mas não justifica tal sobrepreço. Sejamos honestos: Não compramos roupas, e sim um lugar no pódio dos ricos. A virtude mais admirada nos dias que correm é ser endinheirado ou parecer sê-lo, e a etiqueta presta-se a isto. Esta é a resposta que me foi negada pelo gerente. A etiqueta de luxo é construída a peso de ouro. Contratam-se artistas para emprestarem suas pernas e bundas para divulgação da roupa. Ao comprá-la com sobrepreço, ajudamos esses artistas impostores a ostentarem suas vidas luxuosas o que valoriza ainda mais o produto.
Um ciclo pernicioso quase perfeito, não fosse a bem sucedida indústria da cópia que ao fazê-la perfeita e a preços irrisórios, põe limite a essa ganância e desmoraliza o luxo.
- Linda sua bolsa Louis Vuitton, é perfeita! Tenho uma igualzinha, comprei em Paris e você?
- Comprei no camelô por trinta reais e ainda veio com uma carteira Prada, uma caneta Mont Blanc e relógio Cartier. É mole?
- Ugh!
4
Sou do tempo, e já sou tão velho assim, em que as etiquetas vinham escondidas dentro da roupa. Serviam para informar, de quê, por quem e de onde vinha o produto. Eu tinha uma calça apelidada de faroeste que servia ao campo e a trabalhos grosseiros. Não se usavam calças Faroeste no verdadeiro farwest americano. Tudo foi invenção da máquina de propaganda americana que vestia os atores dos bang-bangs com elas. O nome jeans é corruptela de Genoa ou Genova, cidade costeira italiana cujos marujos vestiam brim azul.
A bainha podia ser dobrada para fora, mostrando o azul mais claro do verso. Parecia um casquete para o pé. Uma roupa de homens na época em que as mulheres ainda vestiam saias.
Hoje, para se destacar na multidão usando as calças que todos usam, é preciso recorrer ao artifício de rasgá-las, esgarçá-las e desbotá-las para dar-lhes personalidade de coisa experimentada, algo com currículo e história. Segue a lógica contraditória desses dias quando a própria usuária da envelhecida calça, esconde com plásticas, cremes e tintas, os efeitos em si dos anos finados. Apresenta-se como coisa nova em calça velha.
As calças justas das mulheres servem também para diversão dos homens. Consertam as carnes flácidas e redundantes, modelam protuberâncias e delineiam sulcos para acenderem a imaginação erótica dos machos e a inveja das fêmeas. Não reclamo, apenas constato e acho certo vesti-las, desde que não sejam as mulheres aqui de casa. Não procurem coerência na moda, política, religião e pais ciumentos.
5
Quando essas “justíssimas” passam, imaginamos como fazem para vesti-las. A essa pergunta, minha mulher tem resposta:
- É o milagre de Santa Lycra.
A calça de lycra é a nudez vestida. Mostra em pé o que queremos ver deitada e despida. Há calças femininas cortadas para conduzir os olhares à fronteira do imoral. Ameaçam mostrar e não mostram, apenas sugerem que há uma fortuna escondida debaixo daquele paninho. O movimento e os gestos de quem as usa podem revelar, por segundos, um cofrinho aqui ou um pelinho escapulido que açula o olhar do homem babão. É o prazer compartilhado dos machos. Furor honesto e justo como os jeans minimamente cortados.
Esses jeans atendem igualmente à luxúria de quem olha e ao ego de quem é desejada. As despidas com essas calças desfrutam do desejo alheio, requebram, atiçam e lançam olhares aquecidos à volta de si para incendiar o ambiente. Belas e modernas aranhas divertem-se com os olhares capturados pela sua teia de algodão azul. Calças que arrebatam, a justa fronteira entre o decente e o arrepio.
Entendam que não me oponho a elas, ao contrário, reconheço suas vantagens de roupas práticas, resistentes, imunes ao amarrotado. De quebra, escondem a sujeira como o tapete de preguiçosa madame. Há quem as use semanas a fio até ficarem duras e de pé sozinhas. Viram o endereço dos usuários posto que moram dentro delas. Quando se esgarçam e desbotam viram moda. Algum rasgão eventual é sempre bem-vindo porque com um talho a mais viram bermudas. Um bordado devolve-lhes a vida e originalidade.
As mulheres com essas calças são espertas, sabem que os homens se casam com as carnes bem delineadas que um dia vão minguar. Elas, ao contrário, se casam com o nosso bolso que um dia engordará.
6
Com jeans, uma camiseta sem estampa e um par de tênis estou pronto para uma solenidade de casamento, basta acrescentar um blazer para receber os incorretos elogios:
- Você viu o Nelson no casamento?
- Eu vi menina, estava com tênis e jeans. Estava dééé-mais, espojado, moderno e que atitude!
Traduzido para linguagem honesta:
É lastimável deselegância usar jeans em ocasiões solenes.




Penso, logo cito - 20

Steven Weinberg, físico (Prêmio Nobel em 1979) norte-americano:
"A ciência dá aos homens os instrumentos para que se matem. Nunca os motivos."

15 abril, 2010

Prelibando a crônica

A fotógrafa Lisa J. Murphy, que produziu um livro de nus especialmente para portadores de visão tátil... direi melhor, para cegos, tem um site em que divulga o seu trabalho, o Tactile Mind.
Essa dica me foi passada pelo oftalmologista e cronista Nelson Cunha, o qual amanhã veste JEANS.

Uma luz sobre um reflexo

Algumas pessoas (até 24 por cento em uma pesquisa) tendem a espirrar quando expostas a uma luz forte. Um novo nome para este reflexo é, em inglês, Autosomal Cholinergic Helio-Ophtalmologic Outburst syndrome, o qual origina o acrônimo ACHOO, que é também a onomatopeia em inglês para Atchim.
Pesquisadores compararam os eletroencefalogramas das pessoas que espirravam como resposta à luz (foto-espirradores) com os daquelas que não espirravam. E descobriram que os portadores da síndrome ACHOO apresentavam uma maior atividade no lobo occipital, a área do cérebro em que são processadas as informações visuais, além de uma coativação (ainda não bem explicada) em outras regiões do cérebro.

Fontes

14 abril, 2010

Morre Vinicius Barros Leal

Marcelo Gurgel acaba de postar em seu blog esta nota: Pesar por Dr. Vinicius Barros Leal. A respeito do falecimento, ocorrido ontem (13/04), deste ilustre médico.
Define-o como "uma figura humana de transcendental importância para a Medicina e a Cultura cearenses".
Privei de sua amizade. Era um homem sereno, gentil e com nobres sentimentos, além de muito culto.
Descanse em paz, meu bom Dr. Vinicius.

Reciclagem de calendários



Quem guardou o calendário de 1982 pode usá-lo perfeitamente este ano. E tornar a usá-lo em 2038.
A cada 28 anos os calendários se repetem.

Leia a explicação em www.planetacurioso.com.

Notícias do futebol

:-)

13 abril, 2010

Um novo vírus

Todo cuidado é pouco: ele furta tua senha e teu lanche.

"Não morri para você bailar"

Samuel Baldwin (de Hampshire, Inglaterra) deixou instruções precisas sobre o destino de seu corpo após falecer.
A 20 de maio de 1736, um dia após sua morte, um barco lançou ao mar perto de Lymington o corpo do previdente inglês.
Por acaso, era ele um marinheiro?
Não.
Um apaixonado pelo mar, talvez?
Também não.
Baldwin quis ser "enterrado" no mar porque sua esposa, em várias discussões que tiveram, havia assegurado que, se sobrevivesse a ele, iria se vingar de suas infidelidades conjugais "dançando sobre a sua sepultura".
E isso era algo que Baldwin não podia permitir.


12 abril, 2010

A bandeira ponderada do mundo

Esta bandeira do mundo, criada pelo pessoal da Weather Sealed, é simplesmente o resultado da superposição das bandeiras de todos os países. E como se levou em consideração o tamanho das populações desses países resultou também em uma bandeira "ponderada".

Entre os elementos reconhecíveis no desenho estão:
  • as grandes estrelas amarelas da bandeira da China,
  • a roda de 24 raios da bandeira da Índia,
  • as faixas e as estrelas dos Estados Unidos da América
  • e o losango amarelo e o círculo azul da bandeira do Brasil.
Quanto à Indonésia, o quarto mais populoso país do mundo, a sua bandeira é mal visualizada no desenho. Por ela se resumir a uma metade superior vermelha e a uma metade inferior branca.
Microsiervos, 03/12/09

A criação dessa bandeira seria um passo importante na direção de um mundo mais ponderado?

11 abril, 2010

Os tiradores de coco

Saiba como pode ser penoso e arriscado o trabalho dos tiradores de coco na Praia da Pipa - RN (e, por extensão, no Nordeste brasileiro) lendo esta crônica-reportagem de extraordinária sensibilidade, escrita por Ormuz Simonetti e publicada em seu blog História e Genealogia.
"É comum no litoral do nordeste, o profissional que ganha a vida subindo em coqueiros para colher seus frutos. São eles os tiradores de coco. Embora não pareça, é uma atividade de extremo risco, pois sem nenhum equipamento de segurança, esses homens arriscam suas vidas subindo em coqueiros com até 30 metros de altura. Nessa arriscada atividade eles portam apenas um facão “rabo de galo”, muito utilizado no corte de cana-de-açúcar e um recipiente plástico tipo “sprei” geralmente embalagem vazia que reaproveitam, colocando óleo diesel, principal arma contra os marimbondos caboclos e outros animais peçonhentos que habitam as copas dessas palmeiras.
Continue a ler...

Adeus a José Renato

Era José Renato, com seu violão de 7 cordas, um dos integrantes do "Cordas Que Falam", o grupo regional em maior evidência no Ceará. Dentre as atuações do grupo, está a de se apresentar no programa "Ontem, Hoje e Sempre", exibido semanalmente pela TVC, nas noites das quintas-feiras.
Morreu José Renato, dia 6. A notícia foi dada em primeira mão por Nonato Albuquerque, em seu Gente de Mídia.
Não o conheci. Mas ver José Renato tantas e tantas vezes, no programa da televisão comandado por Augusto Borges, foi como se o tivesse conhecido. Nele eu discernia um mestre na execução do violão de 7 cordas, como poucos no país.
Homenageando-o, um primo do violonista postou este vídeo em que ele aparece tocando no Boteco, um dos bares de Fortaleza. José Renato é o primeiro à direita.


10 abril, 2010

Casar é jogar

É bem original este convite de casamento. Aficionados por games (ao que tudo indica), os noivos resolveram passar o entusiasmo que sentem por essa diversão a seus convidados.



Imagino que, ao terminar a cerimônia de casamento, o celebrante lhes dirá: GAME IS OVER. Mal sabem eles que esse jogo está apenas começando.

O vice que podia ter sido e que não foi

Vídeo de VOTE NUM CARECA E GANHE DOIS, uma campanha abortada.


Em caso de o vídeo não aparecer (é da Globo!), eu deixo link para que você o acesse no YouTube.

09 abril, 2010

Terra Lisa

A Terra é mais lisa do que uma bola de bilhar

Segundo a Federação Internacional de Bilhar, una bola de bilhar deve medir 5,715 cm e não pode ter irregularidades com mais de 0,013 cm. Quer dizer, a relação entre o tamanho da bola e suas possíveis irregularidades deve ser de 0,013/5,715 = 0,002.
Aplicando essa relação à Terra, que tem 12.735 quilômetros em média de diâmetro (12.735 x 0,002), significaria que a irregularidade máxima permitida seria de 29 quilômetros.
Dado que, medidos a partir da superfície terrestre, o ponto mais alto é o Monte Everest, com 8,85 quilômetros, e o mais baixo é a Fossa das Marianas, com cerca de 11 quilômetros de profundidade, a rugosidade da Terra está dentro do que é oficialmente tolerado para as bolas de bilhar, ainda que - é aqui conveniente enfatizar - a Terra não seja tão redonda como costumam ser aquelas.

Fonte: Ten things you don't know about the Earth, via Ciencia Microsiervos.

PROFÉTICA
A São João--------------------
O Representante Plenipotenciário da Terra
-----erra na bola 7.
Então, Deus, com aquela expressão de milênios mal dormidos,
-----puxa um pigarro casual,
-----movimenta o taco certeiramente
-----e manda a Terra para a caçapa.
Segue-se um minuto de silêncio
-----comovente e que reverbera
-----por toda a Eternidade.
PGCS--------------------

08 abril, 2010

O piano de gatos

Para Winston Graça, do blog Saco de gato

Athanasius Kircher (1602-1680) foi um jesuíta alemão que possuía uma arrogância intelectual sem limites. Não existia campo da ciência, assunto ou questão de seu tempo que ele não tivesse abordado em alguma de suas 158 obras, distribuídas em 44 volumes. Seus contemporâneos diziam que seu conhecimento era universal e, ainda hoje em dia, é considerado um dos grandes sábios da humanidade. Alguns chegam a compará-lo com Leonardo da Vinci.
Athanasius era matemático, astrônomo, geógrafo, geólogo, físico, químico e historiador. Realizou também estudos de óptica, magnetismo, música, geometria, egiptologia, bacteriologia (ilustrados sempre por suas magníficas gravuras). E dominou 11 idiomas, dentre os quais o chinês e o copta.


Mas... no meio de seus inventos musicais está o piano de gatos (na imagem acima). Que ele fabricou ordenando felinos, conforme os tons de seus miados, em uma estrutura semelhante à de um piano. Ao serem pressionadas as teclas desse "piano", agulhas correspondentes espetavam as caudas dos gatos, os quais, por sua vez, davam um concerto de... "miaus".
Dizem que o instrumento foi criado para levantar o ânimo de um governante italiano que andava muito deprimido por problemas de governo.
Para a sorte de Athanasius, em sua época não existia a Sociedade Protetora dos Animais. E para o azar de seus gatos concertistas, obviamente.

Republicação e lançamento dos anais de um congresso médico

Em 1946, foi realizado em Fortaleza o I Congresso Brasileiro de Médicos Católicos, um evento seminal para a criação da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará. Os Anais deste congresso, organizados pelo padre Monteiro da Cruz, acrescidos das contribuições de diversos autores, sob a forma de ensaios sobre os contextos social, político e religioso da época, além das biografias que resgatam a memória de organizadores, expositores e alguns participantes do congresso, acabam de ser republicados em livro. Organizou a republicação o médico e escritor Marcelo Gurgel.
Será hoje (dia 8), às 7h30, no Centro Cultural Oboé, à Rua Maria Tomásia, 531, em Fortaleza, o lançamento do livro.

07 abril, 2010

Tal Nelson, tal Victor

O colega Nelson Cunha, que tem colaborado com este blog através de textos e dicas, tem um filho, o Victor Lupianez, que é fotógrafo premiado (para orgulho do pai).
O Victor tem galeria no Flickr. Neste, uma de suas fotografias é a da "Lavadeira Mascarada":

"Este pássaro é muito engraçado... adora caminhar e tem preguiça de voar."

Jesus Cristo caminha sobre as águas

:-)

05 abril, 2010

Doenças respiratórias em números

As doenças respiratórias representam um grave problema de saúde pública no Brasil. Para enfatizar a importância delas, a Sociedade Brasileira de Pneumologia (SBPT), em seu último boletim (janeiro / março de 2010), divulga os seguintes números:
  • O Brasil é o 8º país no mundo em prevalência de asma. Aproximadamente 20 por cento dos brasileiros têm ou já tiveram algum sintoma da doença. Registram-se, a cada ano, quase 400 mil internações hospitalares por asma.
  • As doenças respiratórias são a 2ª maior causa de internações hospitalares, atrás apenas das gestações e partos. Pneumonia, asma e DPOC somadas representam 12 por cento das autorizações de internações hospitalares (AIHs) do Sistema Único de Saúde (SUS).
  • A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), que atinge cerca de 6 milhões de pessoas no Brasil, é a 5ª doença mais letal. Produz cerca de 30 mil mortes, anualmente.
  • Os distúrbios respiratórios são a maior causa de óbitos nas crianças menores de 1 ano e nos adultos com idade superior a 60 anos.
  • A cada ano, ainda surgem 80 mil casos novos de tuberculose no país. Esta doença é a 4ª causa de morte por doenças infecciosas em adultos e a 1ª em pacientes com AIDS.

Como serão os guarda-chuvas no futuro?

Ainda não passa de um desenho conceitual de Je Sung Park, batizado com o nome de air-umbrella e idealizado para proteger as nossas cabeças da chuva.
Que tem de especial?
Como se pode ver na imagem que acompanha a postagem, a proposta de Je Sung é substituir a clássica cobertura de plástico dos guarda-chuvas convencionais por uma de... ar. Um ar que seria recolhido pela parte inferior do cabo e soprado por sua parte superior de modo a criar uma cortina protetora para a chuva. E o comprimento do cabo, assim como a quantidade do ar mobilizado, poderiam ser controlados de acordo com as necessidades.
Não riam. Quanta coisa em nosso cotidiano um dia já esteve na categoria de mera ficção. E "nem tudo já foi inventado", como afirmou Charles Duell, do U.S. Office of Patents, em 1899.
Uma desvantagem do invento: o consumo de energia.

04 abril, 2010

Ajustando os ponteiros

O que você imagina quando observa este vídeo?
Que existe um homem, por trás do mostrador do relógio, desenhando, apagando e redesenhando, a cada minuto, os ponteiros do relógio para que este mostre a hora certa.
No entanto, é um (outro) vídeo - com doze horas de duração - que faz isso.


Que cara é esta, Sr. Coelho?




Ora, é só manter o espírito de Natal
durante esta Páscoa.

03 abril, 2010

McDia Infeliz

HOT DOG: NÃO PEÇA ISSO NA CHINA!


CHICKEN SANDWICH: NÃO PEÇA ISSO NOS ESTADOS UNIDOS!

O asilo dos super-heróis

Parece que nossos super-heróis ficaram velhos. Não mais voam por aí, não combatem vilões nem salvam o mundo. Eles vivem seus últimos dias em um asilo para super-heróis.
Para caminhar, Superhomem necessita de um andador, enquanto Mulher Gato desaba em um sofá para dormir. O Incrível Hulk, magro e melancólico, depende de sua cadeira de rodas. Mr. Fantástico não move os membros flácidos, enquanto Capitão América, em estado de coma sobre uma maca, é assistido por uma decrépita Mulher Maravilha.
É o que nos mostra o artista Gilles Barbier, que vive e trabalha em Marselha, França, numa série de esculturas que ele criou. Aqui.

02 abril, 2010

Uniões perfeitas

Muito já se falou sobre o casamento - esta instituição que a Igreja banalizou transformando em sacramento. Uns, a favor; outros, radicalmente contra. Dizendo estes últimos, entre outras acusações, que se fosse algo bom não precisaria o casamento de testemunhas. Nem a ele se refeririam com expressões como "amarrar-se", "enforcar-se" etc.
Mas as uniões não são duradoras quando não atendem a certos requisitos. Como as idades dos cônjugues, aliás, como as diferenças das idades deles.
Assim, o casamento ideal seria o que aconteça entre um homem cinquentão e uma mulher aí pelos 18 anos. Para ele, porque as brasas se reavivariam, o fogo (da paixão) o incendiaria, fazendo-o gemer sem sentir dor. E para ela porque receberia, em troca do fogaréu que ateou, a atenção e a experiência do parceiro mais velho.
Uns vinte anos após de estimulante convivência, se não estiver errada a estatística da expectativa de vida que se divulga para o homem brasileiro, ele bateria as alpercatas. Deixando mais uma viúva nesse mundo de meu Deus. Só que, passados os prantos imediatos, as formalidades testamentárias, e tendo sido doados todos os livros do falecido, a viúva ficaria disponível para uma nova união.
Ora, com uma gorda conta bancária, bens de raiz, uma mulher de 40 anos tem ainda muito viço pela frente. Sendo previsível que ela vá buscar, a seguir, um relacionamento afetivo com algum jovem de alta performance. Outra união perfeita!
PGCS - com ilustração cartesiana pelo autor

01 abril, 2010

Stonehenge: a grande fraude

Em seu número de janeiro de 2010, a revista National Geographic vai colocar de pernas para o ar o mundo da Arqueologia, ao revelar com todos os detalhes um dos maiores escândalos da história. No artigo intitulado "Stonehenge, the big hoax", cujo teor está sendo antecipado pelo site Fogonazos, a revista vai colocar sobre a mesa as provas de que 90 por cento da pedras que hoje são vistas em Stonehenge não pertencem à formação original. Foram colocadas em "restaurações" feitas em 1901, 1919, 1920 e 1958, sem que as autoridades responsáveis dessem o conhecimento disso à sociedade britânica e ao mundo científico.
Essa revelação é o resultado de dez anos de pesquisas do arqueólogo Mike Parker Pearson, que conseguiu reunir cartas, planos, esboços de projetos e uma coleção de fotografias relacionadas com essas ardilosas montagens. Uma dessas correspondências mostra que havia um meticuloso plano "para converter a zona em um foco de atração baseado na cultura druída e que, portanto, deveria se manter no mais absoluto segredo". PGCS


Uma das fotografias da National Geographic: operários a serviço de Sua Majestade levantando com um guindaste pesadas pedras para colocá-las, uma sobre as outras, de modo a simular a grande formação de megalitos de Stonehenge

Se o leitor acreditou nessa história, acaba de ser uma vítima do Dia da Mentira. Os sites Fogonazos e EntreMentes já passaram por isso (em 28 de dezembro, Dia de los Inocentes, na Espanha). Fogonazos desmentiu logo a "notícia"; Entrementes guardou-a para publicação em data mais propícia: 1º. de abril.