30 abril, 2008

Aurélio e eu


In extremis, não farei como o Aurélio que disse zurzir, zwingliano e morreu.

Nessa situação, exclamarei: ah! A interjeição que é a um só tempo dor e alegria, como a significar o espanto, a ironia por ter que recomeçar tudo em algum outro canto do Universo.

29 abril, 2008

A ver com o peixe...


A imagem que escolhi para ilustrar o pensamento a seguir.

QUANDO É PARA MELHORAR A NATUREZA NÃO DÁ SALTOS (PGCS).

Itapiúna - CE

28 abril, 2008

"Rubens"

Na semana passada, estive um par de horas no Espaço Cultural Unifor para ver a exposição Rubens.
Reunindo 82 gravuras deste gênio da pintura do século XVII, oriundas do Museu Siegerland, de Siegen, cidade alemã em que Peter Paul Rubens nasceu, e de onde foram trazidas inédita e exclusivamente para Fortaleza, e que vão aqui permanecer em cartaz até o dia 27 de julho.
Esta mostra, em que há exemplos das mais diversas técnicas de gravura (a buril, em metal, com água-forte e por xilogravura) empregadas por Rubens, foi dividida por sua curadoria em seções: Retratos (que recriam uma espécie de "quem é quem" do século XVII) / Bíblia em imagens / Antiguidade clássica / Mitologia greco-romana, alegorias e História / Paisagens e cenas de caça / Fronstispícios de livros.
Nesta exposição, painéis informativos e a exibição de um vídeo contextualizam a obra do mestre barroco. E o Centro Cultural Unifor disponibiliza guias para os grupos visitantes.

Mais informações pelo telefone (85) 3477 3319.

27 abril, 2008

À Maninha

As fotografias referentes ao aniversário de meu neto Matheus e à viagem que fiz a São Luís estão inseridas no Flickr.
Link para ver as fotos na galeria.

Um artista performático

Veja o norte-americano Dan Dunn pintar numa tela rotatória o rosto de Ray Charles. Tendo como fundo musical um medley de músicas do cantor retratado.

26 abril, 2008

Uma crônica das mortes em aventuras

"Homenageando aqueles que melhoram a nossa espécie excluindo-se dela acidentalmente."
Com esta mensagem (em inglês) o site Darwin Awards vem circunstanciando, desde 1995, as mortes de pessoas que realizaram atos aventureiros sem os cuidados de segurança considerados necessários.
Segundo o sarcástico julgamento do site, essas pessoas (já são mais de 300 em seu ranking) deram suas contribuições para "o melhoramento do genoma humano".
Em sua última atualização, o Darwin Awards anotou o seguinte: "Estamos de olho no padre que amarrou balões de festa numa cadeira de jardim e aparentemente ascendeu aos céus."

O domínio feminino

- O da direita:
- Calma, pessoal. Não passa de uma perspectiva.

25 abril, 2008

Memórias de cubas...

Tinha eu quatorze ou quinze anos de idade quando atendi pela primeira vez ao chamamento do álcool. Enturmado com alguns amigos do meu bairro, numa daquelas tardes que as responsabilidades não trazem mais. Um despretensioso ponto de venda de utensílios domésticos - cujo dono se acumpliciou conosco na armação - serviu de palco ao acontecimento em questão. Pelo fato de que lá não se vendeu, naquela tarde memorável, panela, jarro, moringa ou cinzeiro (tudo feito de barro). Ocupando-se apenas o estabelecimento - com o dono em seu novo papel de barman - a receber um grupo de cinco rapazes que andavam a fim de uma "malinação".
No interior do modestíssimo estabelecimento, com a porta fechada a tramela para que outros não adentrassem, lá estávamos nós. Sentados em bancos improvisados (caixotes), a provar do mel proibido. Em particular, eu temia a quem aparecesse de intrujão para depois sair me dedurando (ao pai, ao mestre-escola, ao juiz de menores etc). E, partilhando o temor com a rapaziada, eu também receava uma outra coisa. Por conta de algumas doses acima da conta, perder as tais estribeiras.
Ninguém da turma apresentava uma idéia exata de quando o álcool "pegava". E ficávamos olhando, uns para os outros, em busca dos sinais denunciadores. Rir à toa, dizer um disparate, engrolar a fala, por aí...
O fato é que bebericávamos com todo o cuidado. Cheios de línguas. Antevendo inclusive que, ao fim daquela reunião secreta, cada um tinha de chegar a sua casa com o poder pátrio sobre as próprias pernas. Por isso, nada de "chorar" muito à hora de pôr o rum no copo. E, como precaução extra, diluir bastante a dose colocada em Coca Cola, gelo e suco de limão.
Pois é, dá para notar em que eu fui me escorar para o primeiro porre de minha vida. No espírito da cuba-libre.

Leia o resto da história no Preblog.

24 abril, 2008

Uma entrevista de emprego

Alguém já imaginou como deve ser uma entrevista de emprego na IKEA.
Assim:


A IKEA é uma empresa privada sueca especializada na venda de móveis domésticos de baixo custo. Para tanto, a empresa dispõe de uma grande cadeia de lojas espalhadas em dezenas de países. Sua principal estratégia comercial é criar produtos que sejam montados pelos próprios clientes.

23 abril, 2008

Geléia de pimenta

No vôo que me trouxe de São Luís tive a companhia de Mariano Freitas. Fomos contemporâneos na Faculdade de Medicina da UFC, sendo ele de uma turma anterior à minha em dois anos. Mariano, que tinha ido aos Lençóis Maranhenses, falou-me do sabor agradável que descobrira na geléia de pimenta, da qual havia inclusive adquirido alguns frascos em seu passeio nas terras maranhenses. E, desejando dividir comigo a nova experiência gustativa, presenteou-me com um exemplar dessa geléia no aeroporto de Fortaleza quando nos despedimos.
Realmente, a geléia tem um sabor picante (o que dela se esperaria), porém agradável. Tanto é que já estou a consumir prazerosamente e aos poucos da presenteada geléia. Se bem que, em sendo pouco conhecedor de assuntos culinários, cause-me estranheza o fato de alguém preparar uma geléia que tem como ingrediente básico a pimenta vermelha. Mas é o que consta no rótulo do frasco: pimenta vermelha, açúcar, vinagre, ervas finas e frutas variadas. Acrescido da recomendação de seu fabricante maranhense para experimentá-la com grelhados, pastéis, sanduíches, pizzas etc.

22 abril, 2008

São Luís do Maranhão

De 19 a 21 de abril (feriadão de Tiradentes) estivemos a passeio na cidade de São Luís. O que foi para mim um retorno (em 1987, participei de um congresso médico em São Luís) e para Elba, minha mulher, o seu primeiro contato com essa capital nordestina. Como base para nossas operações (turísticas) contamos com o "Grand São Luís Hotel", um hotel de quatro estrelas situado no Centro Histórico de São Luís. Com excelentes instalações e serviços, a lamentar apenas o valor cobrado em seu cyber café para navegar na internet (doze reais a hora).
O que nos foi possível fazer na capital maranhense:
- Passear em seu Centro Histórico (onde estão o Palácio dos Leões, o Palácio La Ravardière, a Igreja Matriz da Sé, a Praça João Lisboa, a Praça Gonçalves Dias, o Projeto Reviver etc)
- Conhecer o comércio pequeno da Rua Grande (e adjacências), os shoppings Colonial e São Luís (indo-se a este pela Ponte Bandeira Tribuzzi) e o Mercado Central (que não valeu a pena conhecê-lo).
- Dar uma caminhada pela Avenida Beira-Mar, nas imediações da Ponte Presidente José Sarney.
- Visitar a nova São Luís: bairros São Francisco e Renascença, dentre outros, a Lagoa da Jansen (margeada por um calçadão de 7 quilômetros) e as praias que se situam ao longo da Avenida Litorânea.
Mas, nem tudo esteve azul na cidade dos azulejos. As instabilidades no tempo e uma forte gripe que levei de Fortaleza conspiraram contra o cumprimento de algumas de nossas intenções turísticas.
Daí, eu relaciono também o que não nos foi possível fazer na capital maranhense:
- Ir de aerobarco à cidade histórica de Alcântara.
- Comer de pratos típicos da região (como o arroz-de-cuxá).
- E curtir um pouco da noite boêmia de São Luís.
Aqui agradeço o engenheiro agrônomo Eaílo Macedo (conhecido por Neném e por Grego), um cearense que reside há décadas em São Luís, por haver ele proporcionado a sua prima Elba e a mim dois city tours em São Luís. O segundo dos quais coroado por um papo muito agradável num dos restaurantes da Praia da Marcela, o Oásis, onde afrontei a gripe com cervejas e camarões empanados. Nesse local foi tirada a foto abaixo.

3 "E": Eaílo, Elba e eu

21 abril, 2008

O carrasco vai às compras

Esta sacola traz a figura de um homem que parece conformado com o que vai acontecer.

Ser "enforcado" toda vez que a sacola é utilizada.

20 abril, 2008

Cavernosas

Uma equipe de cientistas encontrou fezes humanas fossilizadas no interior de uma caverna nos Estados Unidos.
Fonte: BBC

Agora, se o grupo quiser dar um salto de 14 mil anos para encontrá-las - em versão fresh - indico o grande sítio do momento.

Valendo a dica enquanto o atual cavernícola não muda de endereço.

19 abril, 2008

"Cantando o Maranhão"

Foi o vídeoclip que escolhi para inserir no Blog, dentre os vários a que assisti ontem no YouTube sobre São Luís - Maranhão.
Pesou na escolha o belo fundo musical, um baião de João do Vale cantado por Alcione, ambos maranhenses.

Feriadão

Daqui a pouco, com Elba, no Aeroporto Pinto Martins.
Para embarque no avião do vôo 3890 da TAM, com destino a São Luís, onde passaremos o feriadão.

18 abril, 2008

O Mestre do Sono

Encontra-se em nossa cidade o Dr. Rip Van Winkle para ministrar um curso prático de sono prolongado. O notável mestre, que acumula em seu saco de dormir a experiência de haver dormido 20 anos ininterruptos, foi discípulo de um outro não menos notável, o grego Epimênides. O qual, por sua vez, logrou dormir 57 anos a fio, com a alma desagregada do corpo a estudar Filosofia e Medicina.
Se você está interessado, compareça logo ao Palácio de Morfeu. Trazendo apenas colchonete, travesseiro, pijama ou penhoar (conforme o sexo), tampões de ouvidos, lençol e cobertor.
Enquanto estiver sob os soníferos cuidados do Dr. Rip Van Winkle, equipes de monitores por ele treinados encarregar-se-ão de:
- trocar periodicamente os lençóis molhados;
- sacudir o dormidor acometido de pesadelo (mas com o cuidado de não o acordar para a realidade que pode ser bem pior);
- massagear-lhe as panturrilhas e, caso tenham sido previamente acordadas, outras partes (não-erógenas) do corpo;
- completar o nível de água do copo com a dentadura;
- perseguir de forma implacável grilos, percevejos e pernilongos que ousem entrar no recinto;
- e reconduzir o sonambúlico de volta ao leito.
Dr. Rip Van Winkle não usa porrete, pêndulo, barbitúricos ou mosca tsé-tsé. Apenas o poder natural da persuasão - que estreou com aprovação unânime na Food and Drug Administration - acrescido de ligeiras pinceladas a respeito do universo real. Por isso, é largar ou pegar... no sono, e quem tem juízo escolhe a segunda alternativa, claro! Mesmo porque o Mestre do Sono não é de conversar para boi não dormir.
Atenção! Por não se tratar de eletrossono, o método do Dr. Rip Van Winkle não remove os macaquinhos do sótão. Nem faz você ir dormir Pedro Bó e acordar um gênio da raça.

17 abril, 2008

Parabéns, Matheus

Completa hoje dois anos de idade o nosso neto Matheus Noronha Gurgel, filho de Raíssa e Érico.
Elba e eu (que somos os seus avós paternos), acompanhados de sua tia Natália, vamos estar à noite em sua festa de aniversário.
Para desejar a Matheus muitas felicidades.

16 abril, 2008

Yin e Yang

Na filosofia chinesa a dualidade Yin e Yang costuma ser representada por um conhecido símbolo. É o diagrama de Tai Chi em que estes dois princípios se antagonizam e se complementam. E, no clímax de cada um, ressurge a "semente" do oposto.
Uma busca na internet mostra que muitas variações artísticas já foram criadas para a representação do símbolo. Apreciem algumas delas neste meu slideshow.
Aviso
Com o encerramento das atividades do slide.com na web, este slideshow não está mais na disponível. Contudo, as imagens referentes a ele ainda podem ser vistas como álbum no Google+.

15 abril, 2008

Custos do Titanic

-
Sete milhões de dólares para construir (em 1912) o navio.
Duzentos milhões de dólares para fazer (em 1997) o filme.

Lá como cá inflação há.
Itapiúna - CE

14 abril, 2008

Sobre a publicidade

Dez pensamentos traduzidos
~ Uma agência de publicidade é 80 por cento confusão e 15 por cento comissão. Fred A. Allen
~ Eu não leio anúncios. Porque me fazem passar todo o tempo desejando coisas. Arcebispo de Canterbury.
~ A publicidade é a essência da democracia. Bruce Barton
~ Contar mentiras não funciona em publicidade. Tim Bell
~ Em propaganda não ser diferente é suicídio virtual. William Bernbach
~ A primeira lei em propaganda é evitar a promessa concreta e cultivar o encanto do que é impreciso. Bill Cosby
~ Você pode descrever os ideais de uma nação a partir de seus anúncios. Norman Douglas
~ Nós crescemos criando nossos sonhos com a infinita promessa da publicidade americana. Eu ainda acredito que alguém possa aprender piano por correspondência e manter uma boa aparência por usar lama. Zelda Fitzgerald
~ A publicidade pode ser descrita como a ciência de prender a inteligência humana o tempo bastante para lhe tirar o dinheiro. Wyndham Lewis
~ A publicidade é a maior forma de arte do século XX. Marshall McLuhan

Bônus
Eis a reprodução de um cartaz publicitário norte-americano dos tempos de antanho. Em seu rodapé, lia-se uma mensagem cuja tradução livre seria a seguinte:
Veja seu polegar sob a balança.
O velho finório acha que está sendo esperto, mas está sendo tolo.
Quando for à ruína, ele vai ter... oh, muito o que lamentar:
Não ter vendido o sabão Buffalo, nem ter sido honesto.

13 abril, 2008

"Guatanamera" - Compay Segundo

A famosa música cubana "Guatanamera" é interpretada neste vídeo por Compay Segundo e companheiros, tendo alguns dos versos da canção substituídos por outros que homenageiam o músico Compay Segundo.


Curiosidade
Compay Segundo (Segundo Compadre) foi o nome artístico do músico cubano Maximo Francisco Repilado Muñoz. O apelido que recebeu ao fundar, em 1942, com Lorenzo Hierrezuelo, uma dupla chamada "Los Compadres". Na dupla, Lorenzo, que fazia a primeira voz, era o Compay Primeiro (Primeiro Compadre); enquanto Repilado, por fazer a segunda voz, era o Compay Segundo.

12 abril, 2008

Em forma de lei

-
O fim precípuo de uma reunião...
é organizar a pauta da reunião seguinte (PGCS).

Circunvoluções

Essas pregas que o cérebro humano apresenta em sua superfície são chamadas de circunvoluções. Graças a elas a área do córtex cerebral torna-se muito maior.
É também pela configuração delas que um anatomista experiente pode distinguir o cérebro masculino (visto na imagem ao lado) do cérebro feminino.

11 abril, 2008

Pão, circo & companhia

São cinco anos de circo, beirando os seis. Eu entro logo depois que as irmãs Desilu e Dida concluem o número dos pratos. Mas... antes eu espero que toquem o meu prefixo musical... aí, enquanto o apresentador me anuncia, eu me posiciono no interior do canhão. Em seguida, me concentro e enrijeço os músculos do corpo todo, tentando ser um bloco compacto. Disparam e... lá vou eu!... Cumprindo uma trajetória curva que me leva até a rede de proteção. Depois, é fazer umas tantas mesuras em agradecimento ao público que está a aplaudir. O público, por sinal, gosta muito do que faço e eu procuro melhorar a cada função.
Já deu para entender que eu sou o homem-bala de um circo. Inicialmente, trabalhei algum tempo no Grande Circo Mirífico, fazendo parte da trupe de equilibristas. Eu fazia com a turma uma pirâmide humana de difícil estabilidade. A prova é que um dia ela desabou feio, me causando uma fratura. Baixei ao hospital e quando me recuperei o circo tinha-se mandado do lugar. Não me comunicando a partida, eu concluí que não mais me queriam. Talvez por julgarem que eu ia ficar com algum tipo de limitação.
Ora, eu fiquei de fato foi na pindaíba, me equilibrando por outros meios para sobreviver. Até que, um dia, me surgiu na frente o Gran Circo Portunhol, que estava precisando de um homem-bala. Aceitei na bucha o emprego oferecido. Estava a fim de me livrar da pecha de pé-frio (e alguém pode imaginar emprego mais adequado para isso?)... Também estava a fim de subir na vida, o salário era razoável... E eu logo aprendi a conviver com o canhão, metal e carne na maior harmonia, se completando... E, com pouco tempo de treinamento, já fazia parte do espetáculo.
Essa loucura que é o circo. O sujeito está aqui, no mês seguinte numa outra cidade... A menos que seja com alguém do próprio circo, não dá para levar vida sentimental. Eu acabei me envolvendo, me apaixonando mesmo por Lili, a contorcionista. Dotada de um corpo exato, no esplendor dos seus dezoitos anos, ela também correspondeu ao meu amor. Seis meses após, estávamos juntos como marido e mulher. O dono do circo, pela importância que tínhamos no picadeiro, nos arrumou um trailer privativo, o nosso ninho de amor. E, nos braços de Lili, eu era incansável. Nem o leão Nero a mim se igualava (mesmo estando ele no período do cio). Ah, não queira o amigo saber do que uma contorcionista é capaz na alcova!...

Continue a ler este conto no Preblog.

10 abril, 2008

Uma história que foi contada

O Sr. Vinício Firmeza, funcionário do Hospital de Messejana, comunicou-me haver encontrado na biblioteca deste hospital um documento que poderia ser de meu interesse. E, atencioso como é de seu feitio, passou-me às mãos uma fotocópia do documento.
Ao examiná-la, identifiquei-a como sendo as respostas que eu dera, há muitos anos, para um questionário do Dr. Carlos Alberto Studart Gomes. Já aposentado do serviço público, após 39 anos no cargo de diretor do Hospital de Messejana, Dr. Carlos Studart encaminhara um certo número de cópias do questionário a profissionais que trabalhavam na instituição. E o preenchimento daquele questionário iria lhe fornecer subsídios para um livro - em fase de elaboração - sobre o Hospital de Messejana.
Foi bom reler o que escrevi naquele momento. A exemplo, pinço aqui a resposta que dei ao item "Visão histórica do hospital e sua importância na medicina do Ceará":

Quando acadêmico de medicina, algumas vezes (eu muito bem vindo de ônibus de algum lugar), passando em frente a este hospital, jamais imaginei fosse acontecer o que o destino me reservara: integrar o corpo clínico do Hospital de Messejana. Mas... aqui estou, o que muito me honra. Nesses anos, tenho feito um bom aprendizado técnico e humanístico, em virtude de ter aqui encontrado as condições propícias para tanto. Da parte dos diretores, que identificam minhas potencialidades e me incentivam, dos companheiros de trabalho, que trocam comigo experiências e compreendem meus erros, e do pessoal de apoio, sem o qual eu não poderia exercer a contento minhas funções. E, ainda, por conta dos excepcionais recursos técnicos e operacionais que tenho encontrado nesta instituição. Falar sobre o Hospital de Messejana, o seu incomensurável papel na cardiologia, na pneumologia e na cirurgia cardíaca e torácica no Ceará, é discorrer sobre o óbvio. Há todo o testemunho da comunidade cearense sobre o que o hospital para ela representa - hoje e sempre! E credite-se a importância da missão que o hospital cumpre, em grande parte, à visão administrativa de Dr. Carlos Studart. Numa época em que a rede sanatorial era um modelo consagrado, este administrador identificou demandas outras (cardiopatias e pneumopatias não-tuberculosas) que estavam a exigir soluções. E, sem excluir o nosocômio da luta anti-tuberculose, soube redirecioná-lo para objetivos mais amplos. Ademais, tão sólida tem sido a estrutura administrativa deixada por Dr. Carlos Studart que, ao afastar-se da direção deste hospital, as freqüentes trocas de seus diretores (pelas inquietudes da política) não têm, até o momento, comprometido o bom desempenho da instituição (PGCS)."

Este livro para o qual enviei meu depoimento foi de fato escrito e publicado.Com o título "Sanatório de Messejana - Uma História a Ser Contada", ele cobre o período de 1933 a 1983, ou seja, 50 anos de existência da instituição. Estive na noite de lançamento do livro, uma festa que aconteceu na residência do autor, Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (nome que já foi oficialmente acrescentado ao do Hospital de Messejana), quando recebi de suas mãos um exemplar autografado. Li-o com o mais profundo interesse. E, por necessidades diversas, não sei quantas vezes já o consultei.

09 abril, 2008

Uma caricatura de Chaplin

Incrível esta caricatura de Charles Chaplin.
À medida que a figura roda e se aproxima do obervador, descobre-se que os traços da fisionomia do genial vagabundo correspondem à imagem de seu corpo inteiro (com a bengala inclusive) e vice-versa.
Esta imagem é descrita por seu criador como reversible y recursiva.


harpo.blogcindario.com

08 abril, 2008

O Amigo da Onça

Desenhado pelo cartunista pernambucano Péricles de Andrade Maranhão, este personagem foi publicado nas páginas de "O Cruzeiro", no período de 1943 a 1961. Com o mote de sempre deixar os outros em situações embaraçosas, o Amigo da Onça na época de sua publicação desfrutou de grande popularidade no Brasil.
Consta que Péricles o criou sob a inspiração desta anedota.

Dois caçadores conversando num acampamento:
- O que você faria se estivesse agora na floresta e uma onça aparecesse na sua frente?
- Ora, dava um tiro nela.
- Mas se você não tivesse nenhuma arma de fogo?
- Bom, então eu matava ela com meu facão.
- E se você estivesse sem o facão?
- Apanhava um pedaço de pau.
- E se não tivesse nenhum pedaço de pau?
- Subiria na árvore mais próxima!
- E se não tivesse nenhuma árvore?
- Sairia correndo.
- E se você estivesse paralisado pelo medo?
Nessa altura da conversa, já muito irritado, o outro então retruca:
- Mas, afinal, você é meu amigo ou amigo da onça? (Fonte Wikipédia)

Portanto, ser amigo-da-onça é ser um amigo falso, hipócrita, inconveniente ou maldoso. Podendo acumular esta função com a de ser amigo-urso.

07 abril, 2008

A cama que "sabe" se fazer

Atenção, preguiçosos, surgiu Selfy the Easy Bed! Sim, é este o nome do produto, uma cama que "sabe" arrumar o respectivo lençol. Ao toque de um botão, dispositivos que correm sobre trilhos nas laterais da cama encarregam-se de trazer o lençol à situação de uma cama arrumada.
Criada para o uso de pessoas enfermas, é possível que Selfy também venha a ser usada pelos preguiçosos. Mesmo porque existe a chamada preguiça doentia.
Abaixo, o seu inventor Enrico Berruti posa com a sua cama, a qual se acha exposta no Salão Internacional de Invenções em Genebra.

Via Oh Gizmo!

Serra de Baturité - CE

06 abril, 2008

Aquecimento global - 2

Eu acredito que já se acha em curso o tal aquecimento global. Quando dou conta dos desarranjos climáticos e das catástrofes naturais tão freqüentes, dos artigos publicados nas revistas científicas e dos pronunciamentos dos cientistas na mídia. Ecoados pelas manifestações de protesto de grupos ecológicos em todo o mundo.
Além disso, eu acredito no aquecimento global por uma questão de... pele. O meu ventilador de cabeceira vem passando a cada dia um período maior ligado - na velocidade três!
Agora, na internet, acabo de encontrar a mãe de todas as provas. Aquela que vai acabar com todas as dúvidas que porventura existam sobre a ocorrência do aquecimento global.
Está no varal abaixo.

Pede pra sair

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05 abril, 2008

Vale o que está no Scribd

Há uns dez meses iniciei a colocação de documentos pessoais no Scribd. Na maioria deles, slides em Power Point referentes a palestras por mim proferidas. Esta providência vem possibilitando o acesso irrestrito dos internautas ao material dessas apresentações.
Com o uploading dos últimos documentos já são 50 deles disponibilizados no Scribd. Os quais, em conjunto, acabam de ultrapassar a marca de 50 mil acessos recebidos.
Como exemplo, os slides de uma palestra intitulada "Que é a silicose?", feita para cavadores de poços em Tianguá.


Read this doc on Scribd: QUE É A SILICOSE?

Para ver os meus demais documentos inseridos no site clique aqui.

04 abril, 2008

Os tíquetes do tempo

Com o propósito de reduzir os sofrimentos causados pelo estado de penúria em que viviam alguns segmentos da sociedade - aposentados, desempregados, deficientes mentais, vagabundos etc. - a prefeitura de Paris decidiu instituir a "carta do tempo". Uma forma legal de restringir o tempo dessas criaturas pouco ou nada produtivas e, com isso, de também lhes abrandar o presumivelmente infeliz existir. De maneira que, quanto mais inútil e sofrida era a criatura, menor era a quota de dias em que ela deveria existir no mês. Não esquecendo a prefeitura de Paris, para o controle da nova situação, de mandar imprimir os tíquetes ou cupons do tempo (embora os distribuísse aos interessados de um modo nem sempre justo).
Apenas o cidadão útil e plenamente feliz é que tinha direito a todos os cupons do mês.
Entretanto, aquilo que parecia uma boa medida da prefeitura, em pouco tempo, ensejou todo tipo de corrupção. Porque, por exemplo, os miseráveis passaram a vender os seus tíquetes do tempo aos mais abonados, ficando estes vivos-permanentes - aliás, uma condição já assegurada na lei - e, ainda, usufruindo de meses com até sessenta dias. E também porque possibilitou que, em toda Paris, acontecessem as mais difíceis cenas. Como a da esposa infiel e seu amante que, de tanto turibularem os dois no altar de Vênus... pimba, esqueceram o nihil! E somente retornaram quando o marido, que chegara um pouco antes do limbo existencial, encontrava-se já na alcova. De nada valendo argumentar que os dois não se conheciam (mesmo porque estavam despidos na cama).
Calma aí, leitores. Apenas dei guarida nestas linhas à idéia central de um conto de Marcel Aymé. Mas fico a imaginar se, num desses casos em que a vida imita a ficção, a coisa acontecesse no Brasil.

Continue a leitura deste conto no Preblog.

03 abril, 2008

O cartão verde

Jamie Wick criou este novo tipo de cartão de visita.
Colocado em contato com água, após alguns dias o cartão "germina". Graças às sementes de plantas que existem em seu interior.
É um apelo para que não o esqueçam nas gavetas.

Via Dr. Chicletinho.

02 abril, 2008

Durante a cirurgia

O QUE VOCÊ NÃO GOSTARIA DE OUVIR:
- Que diabos é isso?!
- Epa!
- Você é o novo cirurgião?
- Vamos mais rápido, o meu vôo é às 3.
- Alguém já usou isto aqui antes?
- Espere um minuto. Isto não é a vesícula.
- Qual é o lado mesmo?
- Cara! Eu não faço uma dessas há muito tempo.
- Começo a pensar que é só perda de tempo.
- Eu espero que ela tenha algum seguro de vida.
- Claro que é ético!
- Eu não entendo. Isto não aconteceu no vídeo?
- É por isso que eu odeio operar aqui. Os equipamentos são uma porcaria.
- Ora, para tudo tem a primeira vez.
- Tudo bem... Vamos em frente... Ele não está acordado.

Traduzido de GiggleMed.com (PGCS)

01 abril, 2008

Sobre sobrancelhas

Há pessoas cujas sobrancelhas se fundem na linha média da testa. Conectadas (a causa é genética), deixam de formar um par. E viram uma única, grande e vistosa sobrancelha.
Diz-se, em inglês, que essas pessoas têm only one eyebrow.
No Brasil, como exemplo de alguém que foi do tipo, ocorre-me à lembrança Monteiro Lobato (imagem ao lado). Que era fisionomicamente descrito como portador de "sobrancelhas de taturana".

Existem sites dedicados a essas pessoas. Um deles é o www.monobrow.com.